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EXISTENCIALISMO JUVENTUDE...


Eles nascem, andam, estudam, crescem e seguem seus rumos. São meninos moços à busca de aventuras, de ritmos diferenciados na vida moderna. Eles andam em busca de alguma essência, para a libertação do processo de crescimento. Se perdem muitas vezes, nas baladas das madrugadas, onde rola de tudo que se possa imaginar!

E comodamente, ficamos à margem do desconhecido, no aguardo de um telefonema, de mensagem, de "WhatsApp" , apenas para falar oi meu filho, você está bem? Já se alimentou? Ridiculamente, eles riem na tua cara e dizem: " o meu, se toca, tô aqui com a galera, descongestiona, não me enche, tenho minha vida, tô curtindo numas aqui..." E a gente, desliga o fone com a convicção de ser uma besta quadrada, uma mãe careta e preocupada em excesso, enquanto isso, teu namorado te espera, na outra linha, e quando você volta para atender, ele já está falando com outra, na boa...

Até aí, tudo bem, está cheio de homens no mundo... Mas, fiho, vem das entranhas e não morre nem com a morte da gente, é perene, eterno, numa busca suprema da ilusão humana. Eles não são transitórios, a vida é, mas, filho não tem fim não....

Na condição de angústia, a finitude humana se acende e despeja em nossas vidas as ingratidões, nem sei se é esse o nome que se dá a isso. É necessário ter muita ousadia para se viver esta vida, muita leveza, esperteza e pouco sentimento, embora, seja impossível!

E ainda tem o mafioso mundo das drogas, que já viruou cartel no Brasil, vende-se drogas em qualquer esquina, como se fossem pirulitos coloridos para adoçar a vida. "E aí tia, dá um aí pra eu tomar um café, um cigarro, um baseado". E a gente olha, sente pena, e acaba dando um lanche e quando você vira as costas, eles jogam o lanche no meio da rua...

Bem, embriaguemo-nos da felicidade suprema do "viver", isto já é o bastante, o resto, tem que tirar de letra e ainda bater palmas à mediocriodade humana. E num galope desnorteado, viramos a esquina e compramos o próximo jornal com a nova manchete do dia: " Vende-se porções de alegria em potes de plásticos biodegradáveis, para os jovens do novo século". Eles são felizes com suas festas malucas, suas namoradas idiotizadas, (algumas) e com suas mesadas desativadas pela falta de passarem uma noite em companhia familiar...

E no outro dia ele acorda e a mãe fala: Oi meu filho, eu te amo, quer um suco gelado e pão com manteiga na cama?

Observação: Filho, você não se inclui nisto lindo!!!! Te amo eternamente!!!

Luiza De Marillac Bessa Luna Michel
Luiza De Marillac Michel
Enviado por Luiza De Marillac Michel em 05/01/2015
Código do texto: T5092045
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Luiza De Marillac Michel
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Luiza De Marillac Michel