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AS TRÊS FASES DO OCIDENTE.


A história humana ocidental pode ser dividida em três momentos: medieval, moderna e a chamada e atual pós moderna. Na era *medieval* o ser humano era um ser preso as instituições do reino e do clero. Não havia mobilidade social, isto é, nasceu escravo e pobre, tais condições seria para sempre. No âmbito religioso tudo era controlado pela igreja que ditava as regras daquilo que o povo poderia ou não fazer sobre o iminente perigo de ser acusado (a) de rebelde contra Deus. Incomodados com todas estas situações, começou a surgir de forma lenta e gradual, mas bastante influente no cenário ocidental, um movimento chamado iluminista  questionando tais ordens políticas, econômicas e religiosas. Este movimento que super valorizava a razão e o conhecimento científico em detrimento a fé e o subjetivismo, varreu diversos países europeus tendo na França, Itália e nas colônias americanas, o grande ápice de atuação. A esta era os historiadores deram o nome de *modernidade.* Neste instante, o ser humano passa a ser a medida de todas as coisas como dizia Pitágoras na antiga Grécia, e não mais Deus ou qualquer outra visão de mundo. O humanismo, talvez, se torne à religião da época. Um novo sistema econômico chamado posteriormente de capitalismo, ganha cada vez mais força e o que antes se comercializava dentro de um mesmo território, a partir deste momento se expande e passa a atuar tb em outros  continentes, surgindo aquilo que hoje chamamos de globalização. Inovações industriais, desenvolvimento tecnológico e descobertas científicas parecem fazer da modernidade um "paraíso na terra." Porém, com o passar do tempo muitos começaram a perceber que a felicidade e prosperidade  prometida e anunciada por aqueles que defendiam o progresso, a racionalidade, revolução científica e a pouca ou nada religiosidade, na verdade trouxeram mais fome, opressões políticas, desigualdades sociais e muito mais. Diante deste quadro nebuloso, sindicatos de trabalho foram criados com o objetivo de defender os direitos daqueles que os marxistas denominaram chamar de: proletariados, isto é, a classe trabalhadora. Somado a todos estes problemas sociais, a crise da bolsa de Nova York, os sistemas totalitários como, por exemplo, fascismo na Itália, nazismo na Alemanha e o comunismo leninista na Antiga União Soviética e as duas grandes guerras mundiais, o homem começa a rever o conceito liberal de prosperidade e felicidade. Para muitos estudiosos é à partir de tais acontecimentos que passamos da modernidade e entramos na *pós modernidade.* Pois bem, se na idade média a verdade estava com a igreja e na modernidade com a razão e a ciência, na pós- modernidade praticamente não há mais verdades absolutas, pois a verdade é individual de cada um. Agora, não existe mais a necessidade de se ficar provar nada, afinal, todos tem as suas próprias verdades e, não respeitar axiomas é cair no erro da intolerância e do preconceito. O Deus tradicional passou a ser mais um entre inúmeros outros deuses. Aliás, um erro comum é em dizer que na pós modernidade as pessoas são menos religiosas do que eram no passado. Isso não é verdade. O homem pós moderno é extremamente religioso. Muitos não mais a vêem mais sentido nas instituições religiosas tradicionais. "O fast food religioso é vasto e há gosto para todos os tipos de clientes." Muitos crêem, por exemplo, em duendes, cristais, horóscopo, nas ideologias e figuras políticas, na força interior do seu eu, crê que gato preto traz azar (uma espécie de retorno à idade média), que pé de coelho traz sorte, etc. Vale observar tb que o movimento ateísta que sempre negou ser religioso, na verdade tb é, pois para se negar algo  precisa-se crer em outro algo que muita das vezes tb não pode ser provado, e isso, tb exige fé já  que se é impossível provar a existência de Deus ou deuses, provar a sua não existência tb é. Uma outra característica bastante marcante da pós modernidade é sem dúvida o ultra-sentimentalismo. Se na idade moderna as coisas tinham que passar pelo crivo da razão, hoje, são os sentimentos e emoções que irão ditar as regras do coração. Se para o racionalista René Descartes pensar era sinônimo de existir, na pós modernidade sentir é o que faz muitos existirem. Por isso, que nos dias atuais tudo virou normal. "Nada mais é racionalizado e tudo é sentimentalizado." O grande problema de enxergar o mundo desta forma é que os sentimentos são enganosos e o que queremos hoje amanhã já não queremos mais. Enfim, e para finalizar não, sabemos mais em qual era iremos entrar, mas é fato que o ser humano infelizmente ainda tem muito a falhar_
Danilo D
Enviado por Danilo D em 26/08/2019
Código do texto: T6729310
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Sobre o autor
Danilo D
São Paulo - São Paulo - Brasil, 41 anos
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