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Brasil: Um País Doente


                          Brasil: Um País Doente
                                     Jajá de Guaraciaba

            A Saúde é um dos maiores problemas que o novo governo brasileiro precisa solucionar. Todos nós sabemos que um povo doente é um povo infeliz. Baseando-se neste princípio, podemos afirmar que o Brasil é um país desafortunado.
            Na hipótese de ser elaborada uma pesquisa em abrangência nacional neste sentido, nenhum dos vinte e seis estados da federação, incluindo o Distrito Federal, certamente apresentaria resultado aceitável, pois os hospitais públicos estão sucateados, as Santas Casas cambaleiam há muito tempo como se fossem o próprio moribundo que as procura apoiado num par de muletas desgastado pelo uso contínuo e penoso, os equipamentos hospitalares são obsoletos na quase totalidade, por conseguinte, ineficazes para minimizar a situação de penúria dos enfermos que necessitam deles. A oxigenoterapia não funciona a contento na maioria dos hospitais e casas de saúde. Os Postos de Atendimentos apresentam precariedades tanto no quadro médico quanto nos equipamentos básicos para um acolhimento minimamente satisfatório. SAMU, Bombeiros e Paramédicos quando chamados para atender doentes ou vítimas de acidentes de quaisquer natureza, comparecem ao local quase sempre com pranchas em polietileno faltando tiras e trincadas, em suma, em mal estado de conservação como já presenciamos algumas vezes.
            A Região Sudeste que é mais rica, se comparada com outras regiões brasileiras, como a Norte e a Nordeste principalmente, também não foge à regra: seus hospitais e centros de saúde estão apinhados de desvalidos que imploram de mãos póstumas um lenitivo para as suas moléstias. Tais súplicas não são atendidas porque essas instituições também não têm condições de satisfazê-las por carência de profissionais da saúde.
            Muitos enfermos passam horas e horas entre prantos e ais à espera de atendimento em prontos socorros, não só por falta de médico, mas por falta de uma política voltada ao objetivo de bem servi-los. Os poucos facultativos que atendem a grande demanda de pessoas acometidas por diversos males não possuem, muitas vezes, capacidade para realizar a contento esse mister, causando a elas um mal maior. Houve o caso em que um paciente com enfisema pulmonar foi consultado por um médico recém-formado e este lhe receitou medicamento para prurido, conforme aconteceu recentemente numa determinada Santa Casa de Misericórdia. (Misericórdia é do que o povo brasileiro está precisando...).
            Até quando presenciaremos, nas frias madrugadas, filas quilométricas de pessoas defronte a hospitais públicos e casas de saúde para pegar senha a fim de ser consultadas? Até quando veremos doentes de todas as idades se arrastando nos corredores hospitalares como se estivessem marchando para a morte nos campos de concentração nazista?
            Uma pessoa doente não possui, definitivamente, condições de exercer quaisquer atividades física, psicológica e tampouco cultural, pois o mal que a aflige, seja ele qual for, a impede de raciocinar em harmonia com a sua respectiva peculiaridade.
            Não basta o governo criar mais vagas para o curso de medicina e tampouco arquitetar mais prédios com o fito de cuidar da saúde, se antes não investir na qualidade da formação desses profissionais e na aquisição de equipamentos modernos que facilitem e aprimorem a execução de tais serviços, pois, o vigor pleno é essencial na vida de todos e os devidos cuidados não devem ser medidos para recuperá-lo.
Jajá de Guaraciaba
Enviado por Jajá de Guaraciaba em 19/08/2019
Código do texto: T6723996
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Sobre o autor
Jajá de Guaraciaba
Pilar do Sul - São Paulo - Brasil, 76 anos
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