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COMO CONSEGUE ENFRENTAR A VIDA A SÓS?

Certo Viúvo de 50 anos explicou a seus amigos que persistiam em querer achar um cônjuge para ele: “Aprecio que queiram ajudar-me, mas não desejo casar-me de novo . . . Minha vida não é toda um mar de rosas, mas estou descobrindo uma porção de vantagens em permanecer sozinho.”

Similarmente, Maria, que jamais se casara, disse aos pais dela: “Sei que gostariam que eu me casasse, mas não quero. Para mim, ser solteira é um modo feliz de vida.”

Talvez pense muito diferente, contudo. Talvez também enfrente a vida a sós — sendo viúvo, divorciado, separado ou jamais se tendo casado. E talvez sofra genuinamente solidão, estresse ou frustração. O que pode fazer para tornar sua vida mais plena e mais feliz?
O que enfrenta talvez não seja agradável, como milhões de pessoas bem podem testificar. Em muitos países, há mais pessoas solteiras, divorciadas ou viúvas do que casadas. Especialmente muitas mulheres estão envolvidas. Calcula se que, nos Estados Unidos, uma de cada seis mulheres com mais de 21 anos é viúva. E, em outras partes, o problema é ainda maior. Há localidades em que “à idade de 40 anos, mais da metade de todas as mulheres são viúvas”. Em adição aos milhões de viúvas e viúvos, há todos os homens e mulheres que agora vivem a sós em resultado do divórcio.
Pela sua própria experiência e observação na vida, talvez compreenda que a uma pessoa sofre é agravada pela provação que resultou em tal situação.
Quais foram verificadas como as mais perturbadoras, São: (1) a morte do cônjuge da pessoa, (2) o divórcio, e (3) a separação marital. Daí, depois de ter passado por uma dessas experiências devastadoras, a pessoa se vê confrontada com as dificuldades dos que enfrentam a vida a sós. Certa viúva se expressa do seguinte modo: “Ser viúva é como morar num país em que ninguém fala a sua língua. Um país que a considera como um intocável.”
Sejam quais forem as circunstâncias que levaram a que agora enfrente a vida a sós, sabe quão difícil isso pode ser. Mas, de modo a vermos o que pode fazer para obter mais contentamento e satisfação da vida, vamos isolar alguns dos problemas que talvez enfrente. Daí, poderemos avaliar melhor os passos a tomar, de modo que possa enfrentar com êxito essa situação.
 

                                                 A SOLIDÃO

É a solidão o problema que assoma primeiro à sua mente? É, sim, para muitos que enfrentam a vida a sós. Parece ser um monstro que sempre os espreita. Isso acontece até mesmo com pessoas que parecem ser mais aptas a enfrentar tal desafio. Por exemplo, Certa Senhora quando seu marido morreu,  verificou que ‘apesar de seu trabalho, de sua família e de muitas amigas amorosas, ela amiúde se sentia deprimida e solitária’. E as pessoas divorciadas? Até mesmo quando o divórcio põe fim a um casamento atribulado, a pessoa pode tornar-se presa da solidão. Talvez já tenha notado que isto se dá, de forma especial, visto que a pessoa divorciada pode sentir a doença do fracasso resultante da dissolução de seu casamento. Na verdade, a solidão pode. constituir um problema.
Reconheço o problema da solidão’, talvez pense, ‘mas, que posso fazer a respeito?’ Uma sugestão é tentar determinar exatamente o que motiva sua solidão. Talvez a sinta mais quando toma seu café da manhã ou janta sozinho, nos dias chuvosos ou nas noitinhas de sábado, se costumava gozar de agradável companhia nessas ocasiões. Seja lá o que for, por isolar o que motiva sua solidão, poderá então fazer alguns ajustes para diminuir sua freqüência e severidade. Um senhor divorciado descobriu que o que lhe dava a sensação de solidão era voltar para um apartamento escuro, sombrio. Que fez ele? “Pintei a saleta de entrada de uma cor quente e pendurei ali alguns dos meus quadros favoritos. Daí, comprei um quebra-luz, que deixo aceso quando saio. Verifico que faz um mundo de diferença em minha disposição.” Naturalmente, em seu caso, talvez seja outra coisa que precise ser ajustada. Talvez decida remover alguns quadros ou lembranças ligadas aos tempos felizes do passado, mas que o deixam com sensação de solidão quando os vê agora.

Também será de ajuda reconhecer a diferença entre estar a sós e sentir-se só. Não apreciou, em muitas ocasiões de sua vida, a solidão, períodos em que ficava a sós e podia pensar, ler ou simplesmente “descontrair-se”, Estava a sós, mas não se sentia solitário, sentia? Na verdade, isso era por livre escolha e não era algo regular. Ainda assim, mostra que há um lado positivo de sua presente vida a sós que não deve desperceber. Por um lado, ser casado deveras lhe oferece as bênçãos de ser desejado e sentir a presença dum ente querido. Mas, por outro lado, ser solteiro — por livre escolha ou por força das circunstâncias oferece as bênçãos de poder pensar e gastar seu tempo com menos distrações. Reconhecer isto talvez o ajude a evitar sentir que não existe, por assim dizer, nenhuma grama verde do seu lado da cerca.

Muitos que encaram a vida a sós mencionam que a pressão financeira é uma verdadeira tensão. Verifica que isso se dá? Talvez a mulher jamais se preocupasse com as finanças da família antes de seu marido morrer. Agora ela tem de trabalhar fora, pagar contas e preocupar-se com seguros e assuntos semelhantes’. Pode ser verdadeira carga para ela.
Quando se trata de sustentar a si mesma, não existe nenhuma solução que se aplique a todas as pessoas. Mas, neste sentido, e com respeito a outros assuntos financeiros, não desperceba a ajuda que seus amigos e parentes talvez fiquem felizes em lhe dar. Chegue-se a algumas pessoas cujo equilíbrio e critério respeite, e explique sua situação. Não, não podem e nem devem fazer as decisões em seu lugar. Mas, talvez um casal possa oferecer-lhe sugestões práticas quanto a encontrar trabalho, pagar suas contas e cuidar dos impostos e do seguro. Por conversar com um casal, não apenas com um homem casado, evitará o problema, que algumas viúvas têm tido, de parecer estar ‘tentando tomar’ o cônjuge de outrem. E, provavelmente, será uma boa experiência para esse casal usar o conhecimento mútuo que têm desses assuntos.
Uma palavra de cautela: Não faça decisões financeiras apressadas, ou outras decisões, a bem dizer, quando ainda está entorpecido pela morte dum cônjuge. Certa viúva estava preocupada com a segurança, agora que seu marido estava morto. Assim, vendeu sua casa e mudou-se para um carro-reboque em outro estado. Ela assim se separou de seus amigos que há muito eram achegados a ela, e que teriam prazer em ajudá-la. Agora ela compreende que teria sido mais sábio considerar com outros esse assunto primeiro, pois, como diz a Bíblia: “Na multidão de conselheiros há segurança.” Pro. 11:14, 
Seus amigos poderiam tê-la ajudado a achar um apartamento local numa área mais segura, ou pô-la em contato com alguém próximo que apreciaria uma colega e companheira de quarto. A pessoa que encara a vida a sós tem a liberdade de fazer decisões, mas é usualmente sábio agir sem pressa e obter os conselhos de pessoas interessadas em seu bem.
             

                                        SOLIDÃO / VIDA SEXUAL

Não se pode negar que o sexo pode atribular um adulto que tenha desejos normais, mas que não tenha cônjuge. Muitos nessa situação foram levados a crer que a solução reside em ter casos amorosos, visitar prostitutas ou praticar o abuso de si.

Mas, por que dizemos “foram levados a crer”?  Bom certo  psicólogo comentou o seguinte:
“O sexo é vendido como qualquer outro produto, e diz-se-lhe que, se não estiver consumindo seu quinhão, há algo de errado com você.” Sim, a propaganda de venda do sexo abunda nos filmes, nas revistas e nos livros. Um conceito amplamente divulgado é de que “os seres humanos são seres sexuais e, sem o constante estímulo do sexo regular e freqüente, tendem a murchar.” Mas, questionando fortemente esse conceito, o psicólogo ...declarou: “As pessoas podem abster-se de relações sexuais por longos períodos de tempo e ainda não apresentar quaisquer efeitos ruins. Quer seja homem quer mulher, é principalmente uma questão de adaptar-se aos fatos duma situação.”

Pergunte-se: Por que devo permitir que esta ênfase excessiva ao sexo, esta propaganda de vendas, me leve ao cobiçoso abuso de meu corpo ou a relações imorais? Por que me devo deixar “convencer” a ser exposto a dolorosas experiências emocionais, à possibilidade de gravidez indesejável, a desastrosas doenças venéreas e à violação das perfeitas normas morais de Deus?
Um proceder mais sábio é compreender que a pessoa solteira pode controlar o desejo normal por exercer o domínio de si. Uma viúva procurou obter satisfação sexual por meio de casos imorais. Todavia, com o tempo, muito embora não estivesse restringida por nenhum interesse em obter a aprovação de Deus, ela largou tal imoralidade. Por quê? Porque lhe trouxe, não a felicidade, mas frustrações e desapontamentos. Disse ela: “Não sou mulher de viver feliz sem sexo. Mas, aprendi que posso fazê-lo.”

O raciocínio e a autodisciplina maduros podem ajudar uma pessoa a diminuir os anseios sexuais, por evitar as coisas que os estimulam. Ilustrando isto, uma divorciada em Brooklyn disse que é mui estrita consigo mesma neste sentido. Ela se mantém longe de novelas e filmes românticos ou orientados para o sexo. Acrescentou: “Às vezes nem sequer ouço certos discos ou músicas, porque mexeriam com minhas emoções. Quando me sinto sentimental, desligo-os ou evito-os, pois somente estimulariam meus anseios românticos.”

Ao encarar a vida a sós, não se afaste, encolhendo-se numa concha de autopiedade. Reconheça que, mesmo que prefira ter uma família, goza agora de certas bênçãos. Estas incluem a privacidade, o tempo para cultivar talentos e campos de interesse, a liberdade de fazer suas próprias decisões e as oportunidades de ampliar os limites de suas amizades e de fazer o bem a outros. Enfrentar a vida a sós não deixa de ter problemas, sabe disso. Todavia, poderá enfrentar o desafio por meio de esforço positivo e assim viver uma vida produtiva.
Por fim, não se esqueça do seguinte: É claro, mediante a Bíblia, que Deus está interessado nas viúvas, naqueles que enfrentam a vida a sós. Deu. 10:17, 18; Isa. 1:17; Mar. 12:38-40
Poderá orar regularmente a Ele e preocupar-se com a Sua vontade, certo do Seu interesse.


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Enviado por Explanador em 06/07/2020
Código do texto: T6998182
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São Paulo - São Paulo - Brasil, 56 anos
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