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EU DEPENDO DO HOMEM SIM

Um post me chamou atenção hoje, já adianto que não conheço a pessoa e não faço a mínima ideia de quem seja. Também não é um julgamento das suas palavras. Será apenas uma reflexão sobre o que nós mulheres andamos falando.

O que essa mulher disse não é novidade para nós. Falamos hoje até sem pensar no que exatamente falamos.

"Não dependo de homem nenhum", eu dependo de um homem para vir ao mundo. Meu pai teve sua cota de participação na minha existência. E deixou também em mim suas marcas e seu existir. Nem venha com essa e me dizer, eu paguei para ter um filho. Mesmo assim precisou de um ser masculino. Sem ele não teria filhos, netos e nem você existiria.

Eu pago minhas contas, sem ele existo. Todas nós hoje temos essa função de pagar as contas. Isso não faz de nós mulheres melhores nem piores que eles. Apenas aprendemos a administração de uma vida.

Falar de dependência não significa ser dura em palavras quando falarmos do homem. Também não é sermos de palavras duras como eles sempre foram conosco ( a maioria deles).

Só que dependência não existe apenas da mulher em relação ao homem. Claro meninas que vivemos um período negro nessa caminhada. Onde não podíamos ter nossa história, nosso dinheiro nem nossas contas.

Segundo a visão que existir para nós era estar perto deles. Isso ainda quer existir na vida de muitas. Só que não está mais colando e a cada dia a mulher procura seu espaço para existir.

Essa nova existência não excluí dividir nossas vidas com alguém, nem as contas e nem exclui pedir ajuda se necessário for. Também não pode nos dar o direito de sermos como sempre foram conosco.

Ser mulher não pode hoje nos fazer duras e inflexiveis. Ainda o ser mulher deve ter uma conotação feminina e doce. Sempre fomos fortes e lutamos como onça pelos nossos.

Não é também nosso dever sermos ou termos comportamento masculino principalmente sexual para nos tornarmos livres.

Nosso corpo ainda tem um valor enestimável. Não sai por aí ficando com qualquer um simplesmente por prazer de gritar liberdade.

Quem me quer me assume e quem eu quero permito ficar. O tempo da escravidão sexual do casamento já está chegando ao fim. E não vamos cair na escravidão sexual que o masculino nos mostrou toda nossa vida.

Não ache que mesmo sendo você a pagar todas as suas contas que não precisa de um ser masculino. Pode não depender dele agora. Mas sua história não é independente dele. Não vamos ensinar nossas meninas que o masculino é ruim. Não, ele pode ser nosso aliado, nossos amores, nossos filhos e nossos mais fiéis companheiros e amigos.

Não somos tão independentes que um não seja necessário na vida do outro.  Somos criados para vivermos uma vida em família, comunidade e grupos. Somos mais juntos e juntos mais fortes.

Quando nós mulheres começarmos  a entender nosso real papel na vida do outro saberemos com clareza o nosso papel em tudo lugar.

 Precisamos fazer diferença como mulher, delicadas, desajeitadas, inteligentes ou apenas com dificuldades. Espertas, porém não sagaz. Vivas e não atrevidas. Sorriso solto sem ser vulgar, corpo firme sem ser grátis.

Somos quem somos porque Deus nos escolheu mulher. Somos diferentes para fazermos a diferença. E viva a doce alegria de sermos femininas.

Até a próxima...
Leticia Carrijo
Enviado por Leticia Carrijo em 19/08/2019
Código do texto: T6724313
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Leticia Carrijo
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 44 anos
139 textos (4508 leituras)
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Leticia Carrijo