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SE OS CRISTÃOS SE CALAREM, AS PEDRAS FALARAM 

Estimados irmãos e irmãs. Com o Domingo de Ramos a Igreja Católica inicia a Semana Santa. Chamamos ela assim, porque é o próprio Cristo que a santifica por tudo aquilo que Ele sofreu por amor a nós. Santa porque fazemos memória do Redentor que deu a vida pelos que nele creem e esperam. 

Durante a Quaresma fomos interpelados pela Palavra de Deus a vivermos um grande retiro em preparação a Páscoa. Nestes últimos dias somos convidados a intensificar nosso estar com o Senhor. Quanto mais perto de Jesus estivermos, mais intensamente viveremos estes dias onde até o céu silencia para chorar a morte do Filho de Deus e depois irrompe em grande Aleluia celebrando sua vitória. 

O Evangelho a santa Missa deste solene Domingo é a narração da Paixão segundo São Lucas. Ele nos ajuda a entrar na celebração deste grande Mistério. Antes da procissão ao interior da Igreja, onde assim ocorrer, escutamos outro trecho do Evangelho de São Lucas que nos traz a memória da entrada de Jesus em Jerusalém. Grande era a expectativa daquele povo sofredor em reconhecer em Jesus o Messias esperado que fosse libertá-los das mãos da opressão de Roma. Da manipulação religiosa que sofriam. Eles recebem Jesus com alegria. 

Incomodados com a festa que o povo fazia ao ver Jesus, os fariseus pedem que o Mestre ordene que eles se calem. Jesus responde que se “eles se calarem, as pedras gritarão!” Se os homens não reconhecerem e não acolherem Jesus como Messias, a própria natureza o fará. Por isso ninguém pode calar a Palavra de Deus; ninguém pode calar a voz dos simples e humildes. Eles continuam gritando ainda hoje e Deus os escuta. Muitas vozes foram abafadas, outras caladas. Mas o clamor por justiça, paz, fraternidade continuam fortes e necessários em nosso tempo. A Igreja se une a tantos marginalizados, sofredores e grita com eles. Porque se não o fizer, as pedras gritarão. 

Nestes dias da Semana Santa convido a olharmos com atenção para as palavras de São Paulo aos Filipenses (2,6-11), onde diz: “Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo... humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz”. Elas nos fazem entender melhor o grande e supremo gesto de Jesus em doar sua vida pela nossa salvação. 

Convido a olharmos para este Servo Sofredor e aprender com Ele o que é a humildade. A Cruz nos ajuda a entender isso. Nenhuma condição social, status, cargos que ocupamos nos garantirão a salvação ou são sinônimo de que somos pessoas melhores. Aliás, eles podem ser o motivo da nossa condenação, inclusive, se não exercermos o que nos foi confiado para o bem maior dos que estão a nossa volta, especialmente os pequenos. 

Vale lembrar sempre que devemos nos exercitar na humildade, pois o inimigo nos tanta de muitas e criativas formas com o intuito de nos tirar do caminho de Deus. Ele nos convence com facilidade que não precisamos de Deus e do exercício da humildade para nos salvar. Nesse ser humilde, vamos gritando ao mundo que nada é maior que o amor de Deus. 

Desejo que esta Semana Santa seja um caminho espiritual profundo e verdadeiro com Deus para todos nós cristãos.

Hermes José Novakoski
(Sacerdote e Jornalista)
Hermes José Novakoski
Enviado por Hermes José Novakoski em 12/04/2019
Reeditado em 27/04/2019
Código do texto: T6622127
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Hermes José Novakoski
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 38 anos
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Hermes José Novakoski