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São Paulo tem aumento de violência contra professores

Levantamento, preocupante, da Folha de São Paulo (22/8) informa que dois educadores são agredidos diariamente nas escolas estaduais paulistas. Por ano, são 360. Esse número é muito maior. Muitos professores são golpeados com chutes, pontapés e mobília escolar.

Nos outros estados, a realidade não é diferente. Ou melhor, ano após ano, a violência nas escolas aumenta. Um questionamento: por que alunos agridem professores? Responder a essa questão não é tão simples. Contudo, é fato que alunos residentes em locais violentos e estressantes, reproduzem essa realidade nas aulas. Outra situação, a violência que reina em nossa sociedade.

Em cidades com o Rio de Janeiro, a situação dos docentes é bem pior. Como se bastasse a violência física e verbal a que estão expostos, os profissionais têm de lidar com a violência vinda do embate entre narcotraficantes e policiais.

A realidade é que esse embate diário com a violência tem suas consequências. O que leva a uma constatação, cada vez mais, os profissionais de ensino estão doentes. As doenças que mais comuns que acometem os professores são a depressão e esquizofrenia. Resultado, não é à toa que a maior parte dos afastamentos dos docentes decorrem de licenças médicas.

Na verdade, engana-se quem pensa que a violência escolar passa longe das escolas particulares. A realidade é muito semelhante. E na grande maioria dos casos, as escolas optam pelo silêncio. Põem um muro de pedra sobre a questão. E para piorar mais ainda, em muitos casos, os professores não contam com o apoio da escola.

VIOLÊNCIA ESCOLAR EXIGE ENFRENTAMENTO
Uma constatação, segundo especialistas, é que o ambiente escolar é tóxico. Ou seja, nas escolas os profissionais, no dia a dia, convivem com as drogas, medo e violência. E o pior, os mestres não têm autoridade. Não há respaldo. É por isso que se sentem impotentes ante as dificuldades que passam. Não é nada fácil ter de encarar alunos mimados e sem limites.

Como se não bastasse, os professores ganham mal e convivem com a impunidade, que é regra na grande maioria dos estabelecimentos de ensino. Por exemplo, alunos agressores não são apenados. No máximo, são transferidos para outras escolas. E o problema transferido.

A questão da violência nas escolas é um tema recorrente e muito preocupante em nossa sociedade. A violência escolar exige enfrentamento, independente, de ser bullying ou agressão verbal. Não se deve permitir que os educadores fiquem refém dessa situação. Além disso, a omissão não é resposta para esse assunto tão complexo.

Uma coisa é certa, a impunidade, de alunos agressores, é resultante de uma legislação frouxa. De responsáveis que não dão limites aos seus filhos. O aluno agressor sabe que não será punido. E não é só, há casos de pais que agridem professores.

Todo mundo sabe que, há mais de duas décadas, o PSDB governa São Paulo. E que a educação não vai bem. É verdade que foi implantado, nas escolas, ações preventivas para reduzir a violência. São os professores mediadores e o ROE (Registro de Ocorrência Escolar). Mesmo assim, é muito pouco. E não é à toa que temos aumento da violência escolar no estado.
REALISMO
Enviado por REALISMO em 22/08/2019
Reeditado em 25/08/2019
Código do texto: T6726685
Classificação de conteúdo: seguro

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REALISMO
São Paulo - São Paulo - Brasil
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