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Como armar mais um bandido

Como armar mais um bandido
Jajá de Guaraciaba

               Somos anti-Lula desde o tempo das greves metalúrgicas no ABC paulista ocorridas na década de 1.970, mas nem por isso somos contra o Estatuto do Desarmamento que o dito cujo assinou em 2.003. Tal regulamento, criado pelo então Senador da República Gérson Camata, entrou em vigor no mesmo ano e, conforme estatística, houve uma sensível diminuição no número de mortes por armas de fogo. Todavia, por ironia do destino, este renomado político foi morto a tiros por um ex-assessor. Isso torna claro que arma de fogo é realmente um perigo em potencial contra a vida.
               Todos nós que votamos no atual presidente acreditamos que ele possa fazer um bom governo, mas não podemos concordar com a facilitação ao porte e à posse de arma de fogo, pois, se as medidas neste sentido forem concretizadas certamente o luto calará mais fundo no seio da nossa população.
               Se arma de fogo defendesse alguém, pê-emes devidamente equipados não morreriam em grande número como vêm morrendo. Chacinas ocorrem amiúde ceifando vidas de inocentes; balas perdidas são encontradas frequentemente nos corpos de pessoas de todas as idades e de todas condições sociais.
               Desde há muito, lemos notícias nos periódicos de todo o Brasil que nos fazem reforçar a ideia de que o porte de armas de fogo é contraproducente. Temos ciência de inúmeros casos que portar arma de fogo é armar mais um bandido. Tomamos como exemplo o caso do então Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antônio Erasmo Dias que, ao sair do apartamento onde morava, foi assaltado por três meliantes que lhe subtraíram uma pistola 765 e um revólver Taurus calibre 38. Neste caso, se arma de fogo resolvesse ele, coronel reformado do Exército Brasileiro, prático no manuseio de arma de fogo e eminente autoridade policial, não teria sido assaltado.
               É notório e mais do que sabido que arma de fogo numa residência oferece um enorme risco aos seus moradores, principalmente às crianças e aos adolescentes pois aguça a curiosidade deles. Soubemos de casos em que irmãos matam irmãos, como foi o caso de dois adolescentes de quatorze e quinze anos de idade, filhos de um suboficial da Aeronáutica, nosso conhecido, que ao retornar à moradia com a esposa encontrou um morto e o outro chorando copiosamente com a arma do pai na mão. Certamente esse acidente não aconteceria se naquela residência não houvesse esse mortífero objeto.
               As novas regras que regulam a posse de armas no país, que passaram a valer em janeiro deste ano de 2.019, foram idealizadas muito provavelmente no sentido de estimular a fabricação desses artefatos e com isso aquecer o comércio, aumentar a arrecadação e diminuir o desemprego. Porém, mesmo que isto se concretize essas normas serão nulas ante à calamitosa consequência que elas fatalmente trarão à sociedade brasileira.



Jajá de Guaraciaba
Enviado por Jajá de Guaraciaba em 05/08/2019
Reeditado em 05/08/2019
Código do texto: T6712924
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Jajá de Guaraciaba
Pilar do Sul - São Paulo - Brasil, 76 anos
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Jajá de Guaraciaba