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O valor real da educação

Não se pode negar o imenso valor que a educação possui. É a partir dela que uma nação consegue se desenvolver e resolver seus principais problemas. Aliás, a educação deve ser a joia mais importante de qualquer país. Mais ainda: é uma ferramenta importante para os jovens inserirem-se no mercado de trabalho, terem melhores perspectivas profissionais e imergirem no mundo da cultura.

Na verdade, são muitos os benefícios que a educação oferece, por exemplo: pessoa educada vota melhor, pensa com mais clareza, faz melhores escolhas, tem maior consciência de seu papel de cidadão e é capaz de participar ativamente na construção de uma sociedade cidadã e democrática. No entanto, no Brasil a educação, ainda, não é muito valorizada como deveria ser. Nossos representantes parecem não ter essa clareza e pouco se interessam por ela.

Olhando mais de perto o cenário internacional, vemos que os países desenvolvidos investem pesado em educação de qualidade. É o caso, por exemplo, da Escandinávia, que é formada por Dinamarca, Suécia, Noruega e abrange Finlândia e Islândia. É justamente disso que o Brasil precisa. Afinal, nosso ensino tem uma série de falhas e deficiências. Entre elas: a questão da repetência escolar, a evasão escolar, o desinteresse de alunos e responsáveis pelo seu aprendizado e a promoção automática.

Tem mais, é fato que os governos - federal, estadual e municipal -, ainda, não se preocupam em investir recursos de peso na educação, afinal de contas, ela não rende votos. Além disso, infelizmente, a sociedade não se mobiliza e nem luta por mudanças e melhorias na qualidade do ensino nacional. Por fim, a mídia hegemônica, quase sempre fica ao lado das autoridades. E assim, oculta grande parte das mazelas do nosso ensino. Dessa forma, não há cobrança da responsabilidade do governante e a situação permanece sem que haja mudanças.

O resultado dessa situação é que os professores e demais profissionais da educação são, literalmente, desvalorizados (em todos os sentidos) e não têm direito à voz na sociedade. Tem mais ainda, sabedor da dura realidade dos profissionais de ensino, os jovens não se interessam pela carreira do magistério. Nas universidades, públicas e privadas, cada vez mais, a procura pelos cursos de licenciatura diminui a cada ano.

Esses jovens sabem que terão de enfrentar longas jornadas de trabalho, muitas vezes em várias escolas, falta de material pedagógico adequado, vandalismo, discriminação, muito estresse, excesso de burocracia escolar, desvalorização profissional, salários baixos, violência escolar, alunos desinteressados em aprender e pais (ou responsáveis) que não estão comprometidos o suficiente com o aprendizado de seus filhos...

Finalmente, cabe à sociedade brasileira reconhecer e valorizar os profissionais de ensino. É sempre bom lembrar que os mestres são responsáveis pela formação educacional do médico, do engenheiro, do mecânico, do farmacêutico e do presidente da República. Antônio Gois faz um alerta precioso:''Por fim, mesmo com melhores salários e uma boa formação, é ainda necessário melhorar as condições de trabalho, a carreira, e a formação em serviço''.  
REALISMO
Enviado por REALISMO em 21/10/2019
Reeditado em 21/10/2019
Código do texto: T6775732
Classificação de conteúdo: seguro

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REALISMO
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