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LEITURA, TRIPÉ PARA A BOA ESCRITA

por: Creusa Francisca Lima
Porto Velho, 07 de agosto de 2014

LEITURA, TRIPÉ PARA A BOA ESCRITA.


RESUMO


Leitura e escrita numa caminhada sem divergências. Não há como escrever bem se o letramento for superficial. Este artigo contextualiza a argumentação partindo da crítica sobre a escola que não faz da leitura seu ensino principal, e, por isso, não consegue formar bons escritores, contudo, argumenta que o sujeito desejoso do saber, ultrapassa qualquer empecilho para alcançar seus ideais no campo do conhecimento.
O saber humano, no que se refere a arte da escrita, precisa em primeiro lugar, de esclarecimento sobre os vários níveis de leitura e esses, por sua vez, vão lhe permitir escrever tão bem, ao ponto de poder competir na escrita comercial, científica e em outros saberes, que a leitura e a pesquisa podem proporcionar.




Palavra-chave: Leitura – Conhecimento – Ação - Escrita.














                                                                 
Abstract


Reading and writing walk with no disagreement. There is no how to write well if literacy is not good. This article contextualizes the argumentation from the criticism about the school that does not make reading its main teaching, and, because of this can’t form good writers, however, argues that the person, willing for knowledge, overcomes any obstacle to reach his goals in the field of this.
Human knowledge, in the art of writing, first of all needs to clarify about the several levels of reading, and this will allow you to write so well that you can compete in commercial, scientific, and in any other knowledge, that reading and research can provide.






Keyword: Reading - Knowledge - Action - Writing.



APRESENTAÇÃO


Os preceitos da boa leitura nunca deve permanecer definido. O ler despretensioso de quem não vai estar atento ao enredo proposto pelo escritor pode ficar sem a compreensão merecida. Não há como ler, por exemplo, Machado de Assis sem ter os sentidos voltados à sua forma de ver o mundo do seu tempo, sua narrativa, seu vocabulário e o modelo como expõe as ideias.
Nessa contextualização quis enumerar dois pontos: a leitura e a escrita como principal objetivo de um aprendizado excelente para a vida.
O prazer da leitura quando se tem uma expectativa do conteúdo e da mensagem que ela traz é fundamental para a sua fluência.
Verificou-se que autores de renome sobre o assunto em pauta, falam com muita propriedade, e, é possível notar a grata satisfação no ato de mostrar ao mundo o quanto é importante ao intelecto humano que seu aprendizado seja reconhecido. A forma como criticam a pedagogia do ensino e a didática com que a fazem, pelo fato de estas não serem adequadas a um aprendizado completo.
Leitura e escrita são ensinamentos que precisam estar afinados num objetivo e jamais divergirem em seus caminhos. Ambas precisam estar juntas para que se complementem.
O saber humano, no que se refere a arte da escrita, carece em primeiro lugar de esclarecimento sobre os vários níveis de leitura e essas vão lhe permitir escrever tão bem, ao ponto de poder competir na escrita comercial, científica, e em outros saberes que a leitura e a pesquisa podem proporcionar. É nessa proporção que o saber se expande alavancando seus conhecimentos, de forma a alcançar competência para toda e qualquer leitura.


LEITURA, TRIPÉ PARA A BOA ESCRITA

A escrita em seu desenho mais peculiar vem formulada de acordo com a leitura de cada um. A essa manifestação linguística interessante, ou não, aos olhos de quem a lê, dá-se o nome da escrita/texto.
Diria que a escola precisa ter a escrita como sua segunda atividade, a primeira deveria ser a leitura, só assim estaria realizando um trabalho mais dinâmico e produtivo. Talvez a leitura fosse bem mais importante que a escrita se a escola oferecesse o incentivo necessário para que o estudante deslanchasse sozinho por todos os meios em que ela se insere e dela se tornasse um manipulador nato.
A escola deveria estender-se “para além de seus muros” na vida das pessoas que por ela passam para adquirirem conhecimento, contudo, nem sempre, ao finalizar seu tempo de estada num certo patamar de ensino, consegue a bagagem primordial para continuar o caminho sem ter dificuldade. Os entraves aparecem a todo momento, de acordo com o nível do texto e o estudante fica sem norte, porque desconhece as técnicas para o enfrentamento da atividade leitura. Ainda que tenha frequentado uma boa escola, não lhe foi mostrado as fórmulas de como se posicionar diante dos mais diferenciados textos e os níveis de leitura ficaram aquém do seu manuseio.
As manifestações linguísticas são recuperadas todas as vezes que se reformula uma ideia que já foi proposta e nela se acrescenta algo novo. Conhecer a língua, e, ou, fazer uso dela, é basicamente o elemento fundamental que se tem, não somente para domínio da comunicação, como também, para criar novos elementos de convenções e códigos para se fazer entender em qualquer atividade cotidiana.
A afirmativa acima, dá ao falante condição e segurança de manipular o sistema verbal e articulá-lo através dos símbolos, referenciando-os em qualquer ocorrência situada em tempos diferentes, ou até mesmo à inferências e hipóteses.
Tais inferências não são imagináveis, elas podem ser desenvolvidas, mesmo que num estágio precário da linguagem pode-se conseguir estabelecer a comunicação entre falantes de línguas diferentes. Dessa forma, a comunicação vai se alargando, permitindo que os falantes estabeleçam uma comunicação simultânea, compreensível, de relevância natural e definitiva.
Contudo, estabelecer a comunicação não significa dominar a língua. Esta se faz numa estrutura, de tal forma, que há necessidade de dominar alguns princípios linguísticos para que com o tempo possa adquirir um discurso equilibrado, e de solidez quanto ao uso dos recursos e referenciais impostos pela gramática da língua.
O aprendizado da língua é um estudo constante e de reflexão, no que se refere à situação linguística, recorrendo-se a ela, sempre que se busca estabelecer um equilíbrio social de interação e comunicação verbal.
A prática de linguagem onde a escrita se faz presente, permite ao leitor uma prospecção do universo com espaço privilegiado. O convívio com a palavra escrita e o poder de transformá-la, de tirá-la da sua forma para desenvolvimento próprio é de uma particularidade ímpar, permitindo novo aprendizado e possibilitando reconstruir o exercício do conhecimento.
A língua, como organismo vivo e transcendente da linguagem, permite ao humano, a partir de seus conhecimentos instituir à leitura associando valores reais que podem revelar o quanto o tempo é importante formador de consciência no caminho do dia a dia, que começa na escola e se expande para a vida.
O ler e o escrever são as atividades mais importantes para a aprendizagem de todas as disciplinas, nem uma, nem outra, pode caminhar isoladamente. As dificuldades encontradas nos estudos, são decorrentes da falta de leitura, ou da leitura feita fora das técnicas adequadas. É necessário que a escola ensine a ler e a entender a linguagem, para que a leitura não permaneça somente na decodificação dos símbolos.

A leitura é, fundamentalmente, processo político. Aqueles que formam leitores – alfabetizadores, professores, bibliotecários – desempenham um papel político que poderá estar ou não comprometido com a transformação social, conforme estejam ou não conscientes da força de reprodução e, ao mesmo tempo, do espaço de contradição presentes nas condições sociais da leitura, e tenham ou não assumido a luta contra aquela [...] e a ocupação deste como possibilidade de conscientização e questionamento da realidade em que o leitor se insere. (1996, p. 28)


Ler corretamente significa envolver aspectos semânticos, culturais e de ideologia, de filosofia e até de fonologia para que exista a realização do objetivo da escrita. É no universo da leitura que os significados da escrita completam-se. Ler é uma descoberta em busca do saber científico. Ao contrário da escrita que é a exposição das ideias, a leitura pode ser feita de várias formas, em ocasiões diferentes, interiorizando-a, para depois convencioná-la a outros elementos e fundamentos que se deseja.
O ato de ler prestigia de forma significativa a formação do leitor, uma vez que ao se dispor a conhecer as diversas fontes de leitura, principalmente, as que lhe trazem prazer, ou, algum aprendizado novo, sua atenção passa a analisar o meio em que vive, de modo peculiar amplia sua visão à novas interpretações em âmbito geral e, em relação a si mesmo. O leitor, a partir do gosto pela leitura, procura adquirir novas ferramentas que possam condicioná-lo a dominar as várias linguagens, as quais, possuem uma amplitude, difícil de mensurar em muitos casos, principalmente quando realiza leituras em moldes diversificados, por exemplo: Contos, poesia, romance, obra científica, etc. A essa aquisição chamamos de domínio da linguagem.
A leitura como parte primordial do saber, fundamenta-se em interpretações que viabilizam a compreensão do outro e de um universo cada vez mais abrangente. É durante a leitura que se adquire e se fomenta posicionamentos cada vez maior, inferindo questionamentos sobre a potencialidade e opinião de vários autores, formando assim, seus próprios conceitos.
A leitura é uma das partes mais importantes do saber humano, pois, além de dar vasão a novas interpretações, impõe ao texto algum posicionamento a mais que outros leitores, indaga sobre o pensamento do autor quanto ao contexto e forma o seu próprio conceito do assunto. Esse conceito apreciado, pode, sem sombra de dúvida, acrescentar ao conteúdo anterior solidez maior, renovando a estrutura do texto e deixando-o com cara nova.

O que faz de uma escrita uma experiência é o fato de que tanto quem escreve quanto quem lê enraízam-se numa corrente, constituindo-se com ela, aprendendo com o ato mesmo de escrever ou com a escrita do outro, formando-se. (...) A leitura e a escrita podem, à medida que se configuram como experiência, desempenhar importante papel na formação. (Kramer, 2003, p. 66)

O universo abrangente da leitura acontece de acordo com a tipologia do texto e a sua profundidade contextual. A técnica de escrita, principalmente, quando o escritor possui um certo grau de intelecto, quando esbarra com os anseios do leitor, esse o alimenta, buscando ali a informação que deseja. Certamente que, ambas as capacidades se juntam formando uma teia maior e mais interessante às ideias do todo, numa estrutura bem uniforme à informação prévia, e, a que foi adquirida durante a leitura.
É assim que nascem os novos livros científicos. Nenhuma ideia nasce do nada. É necessário buscar outras ideias para se criar uma ideia nova.
Ao longo de algumas décadas vem se falando da leitura e da sua importância para o conhecimento no ato da escrita. É muito difícil, diria que, talvez impossível, que alguém de fraca leitura tenha condições de escrever um bom texto.

Pessoas que não são leitoras têm a vida restrita à comunicação oral e dificilmente ampliam seus horizontes, por ter contato com ideias próximas das suas, nas conversas com amigos. [...] é nos livros que temos a chance de entrar em contato com o desconhecido, conhecer outras épocas e outros lugares – e, com eles abrir a cabeça. Por isso, incentivar a formação de leitores é não apenas fundamental no mundo globalizado em que vivemos. É trabalhar pela sustentabilidade do planeta, ao garantir a convivência pacífica entre todos e o respeito à diversidade. (GROSSI, 2008, p.03)


O ato da leitura é algo capaz de transformar o indivíduo numa pessoa instruída para ver o mundo com outros olhos, A partir das leituras ele consegue refazê-las incrementando-as com nova visão e com descobertas que o induzem a respostas surpreendentes. As estratégias utilizadas para leitura vão se desenvolvendo em aproveitamentos consideráveis para a vida, de forma que uma pessoa que lê bastante possui em sua bagagem condições de dialogar sobre assunto diversos de igual para igual. A leitura de que falo é abrangente, não fica apenas na leitura dos livros, mas, a leitura que se faz do ambiente físico em detrimento dos livros lidos, das reportagens, dos filmes e até do comportamento social das pessoas.
Digo que a leitura deve ser apresentada à criança logo nos primeiros meses de vida. Os livros também devem andar por perto para que ela não só escute a leitura, como também, possa manuseá-lo quando estiver brincando. O livro dever ser um dos seus instrumentos de brincadeiras.
A capacidade intelectual de uma pessoa se desenvolve muito mais pela leitura livre que ela realiza ao longo da vida, do que o que lhe foi apresentado na escola. O conhecimento escolar, muitas vezes, é restrito, mas ela pode ir além, embrenhando-se por outros tipos de leitura e costurando os assuntos contextuais para que se torne um leque de conhecimento e aprendizado, infinitamente grandioso para a vida.
É nesse argumento que aproveito para elencar que as escolas precisam estar comprometidas com o ato de ler em todas as aulas, não somente da aula de linguagem, mas, nas aulas de todas as disciplinas. Essas leituras precisam ser dinâmicas e profundas, buscando todos os aspectos para que se possa ter êxito. Nada feito pela metade pode alcançar aprendizado de fato e ter prosperidade real.
Quando falo em prosperidade, quero reforçar meus argumentos acerca desse mundo fantástico que é a leitura e no que se pode transformar o ser humano através dela. Contudo, para que isso se torne uma realidade no mundo das salas de aula é preciso que estejamos efetivamente envolvidos nessa tarefa - Escola e Família juntas. Enquanto as famílias estiverem achando que a responsabilidade é somente da escola, não sairemos do marco zero. A família é o seio de onde a criança traz os primeiros conhecimento sobre o costume da leitura para quando chegar o tempo de frequentar a escola, ela já carregue consigo esse desejo e já tenha histórias e contos internalizados para reproduzir no ambiente escolar. Os debates começam por ai, um recomeço do que existiu lá atrás no seio da família, cujo  ponta pé inicial foi o mais importante para não haver interrupção em tempo algum.
As atividades de bem ler e escrever são remontadas em diversas leituras com argumentos que comprovam a sua eficácia para alcançar bons escritores. Ao longo deste artigo quis mostrar por meio da escrita que a leitura é o primeiro passo acertado que os pais fazem ao ensinar a criança sobre os contos infantis, lendo para ela e deixando que manuseie os livros junto com seus brinquedos, para que esse se torne parte dos primeiros objetos do seu convívio.
 

[...] é fundamental que as políticas de incentivo à leitura se descolem da mera organização de feiras ou da criação de bibliotecas e salas de leitura. O mais urgente é investir em material humano, com a formação de mediadores e bibliotecários capazes de semear o prazer da leitura por todo o país. Mediadores são os instrumentos mais eficientes para fazer da leitura uma prática social mais difundida e aproveitada. (LINARD; LIMA, 2008, p.09).

Lajolo reforça ainda que, a leitura é a estratégia mais eficaz no processo de ensino e aprendizagem, praticada pelos alunos nas mais diversas formas e metodologias. A leitura lhes permite o despertar de novos sentimentos, inspirando-os a um querer de ambiente cheio de possibilidades, que se reflete em várias competências formuláveis de aptidões e pretensões que se solidificam numa relação concisa às inferências, comparações, questionamentos que se fundamentam em afirmações de conhecimento social e cultural, preconizando sem nenhuma fragilidade de contexto intelectual.
A afinidade com a leitura é construída individualmente, conforme venho dissertando, e, uma vez construída não tem como esse elo se desprender do leitor afeiçoado que internalizou em si a capacidade de desejar manusear os livros para adquirir novas ideias, formular novos questionamentos, encontrar novas respostas, alocar interpretações múltiplas e criar novos textos. Todo leitor encontra uma resposta para as suas fundamentações, porque ele não se cansa de procurar.
  Já dizia Paulo Freire que “a leitura do mundo precede a leitura da palavra...” hipótese essa, da qual não se pode afastar, ou achar que em algum momento ela vai falhar – ainda que cada um possua sua interpretação de mundo e da leitura gráfica, ou de qualquer outra leitura, não há como levantar qualquer situação, ou, fazer inferências, ou, requerer padrões de novas ideias, sem que se tenha um parâmetro de conhecimento como base. Para tudo se deve ter motivo, instrumentos adequados e objetivos concretos para atingir novas metas.
Quando se realiza a fundamentação da compreensão de uma narrativa, há que se observar a proposição do autor minuciosamente, para então, aprofundar-se no enredo e alavancar a validade do que ele propõe.
Ainda que a escola esteja apta a oferecer toda a oportunidade para o momento leitura, trazendo à baila todas as questões étnicas e as pluralidades sociais, é necessário que essas, também estejam relacionadas ao contexto para culminarem em debates que motivem a classe a observar e reconhecer todos os contrastes.
A escola tem como função principal o desenvolvimento da capacidade de aprender a aprender, estruturando suas práticas, com vistas à formação moral e social dos seus estudantes, incluindo-os na estrutura do sistema e na troca de informações, e essas devem ser amparadas por um acervo bibliográfico que supra de fato a demanda da leitura em qualquer ambiente, fazendo circular o aproveitamento do contexto de estudo, através do apoio de profissionais qualificados.
A qualidade da leitura se fundamenta em proeminência concreta, se tiver como mediador o profissional da área, pois ele consegue perceber um pensar, orientar e executar diferenciadamente o processo, com a ampla expressividade que se faz necessária, fortalecendo assim, os vínculos do estudante com o hábito da leitura, eliminando por certo, a aversão que a maioria dos estudantes tem a ela.
De acordo com o pensamento de Soares (1999), para que escola cumpra seu papel é necessário adequar a escolarização e aquisição de saberes com responsabilidade, integridade e respeito aos estudantes para que se tenha através dela um alicerce com representatividade sólida no meio em que está inserida. Lembrando ainda que, a relação do processo de escolarização faz o aprender ser inevitável, pois, a escola é instituída e constituída, não podendo evitar que o saber se estabeleça de maneira tão substancial na formação do caráter do cidadão. Diferente disso, seria travar o propósito mais crucial que a escola traz, que é o de disseminar e aguçar o intelecto da sua clientela estudantil.

Partilhar é o termo ideal, porque antes de tudo, leitura é uma experiência que envolve a troca, o diálogo e a interação. Muito se ouve falar que os alunos não leem. Há uma questão, no entanto, que deve anteceder a essa: como o professor enfrenta o desafio da leitura? Nesse sentido, o professor que deseja formar leitores e promover em sala de aula precisa se perguntar antes: Como me tornei leitor? Como descobri o interesse pela leitura? Qual a experiência de leitura que eu tenho que partilhar com os outros? (2014, p. 191).

Pode-se afirmar que a leitura e a aquisição do saber baseadas no conhecimento de toda gama de informações que se tem no dia a dia, é comum que todos se deparem não somente com os meios de comunicação visual de todas as formas, mas também, com a necessidade de compreender e usar a leitura para todos os seus atos, quer seja ao adquirir produtos e poder manuseá-los, quer seja, na hora de processá-los, como por exemplo: ao comprar um aparelho de celular, é necessário ler o manual para poder utilizá-lo. O mesmo acontece com os produtos comestíveis - a leitura dos rótulos, das receitas, enfim, de todos os eletrodomésticos, que hoje em dia, as pessoas possuem.
Em sabendo da necessidade social de se ter competência e boa estratégia de leitura, assim como, o saber se posicionar no momento de escrever, é salutar que as escolas estejam alicerçadas para isso numa campanha ininterrupta com a sua clientela, para que verdadeiramente o cliente adquira essa competência, sem se perder depois ao se ver sozinho na caminhada de leitor.
A sociedade contemporânea exige o letramento, pois, sem essa ferramenta não se sai da leitura superficial. O letramento deve fazer parte da vida de todos, para que se possa enfrentar os desafios diários. A continuidade do aprendizado é algo indispensável ao sucesso do indivíduo, uma vez que, nunca se é cidadão pronto.
Os leitores naturalmente concebidos pela necessidade no seu cotidiano, podem, ou não, permanecerem a vida toda nas leituras superficiais e simbólicas de decodificação, como também, podem alcançar o patamar que idealizaram. Isso é uma condição inerente a cada indivíduo, que por si, num esforço seu, aprofunda-se, não para, corre atrás do que deseja e alcança êxito. Nenhuma condição social segura o homem que quer vencer. Deparar-se com dificuldade é natural, entretanto, quando algo é desejado, o sujeito voa alto como águia e enxerga longe, certamente.
De acordo com Solé (1998), poder ler, isto é, compreender e interpretar textos escritos de diversos tipos com diferentes intenções e objetivos contribui de forma decisiva para autonomia das pessoas, na medida em que a leitura é um instrumento necessário para que nos manejemos com certas garantias em uma sociedade letrada.
A leitura se processa a partir do momento em que o leitor toma possa dela, revelando novas estratégias e produzindo sentidos que lhe permitem interagir entre o sujeito e a linguagem, numa habilidade própria, sobressaindo-se com interpretação coerente, sem se distanciar das ideias sugeridas pelo autor e se inserindo nelas de maneira natural, através das lacunas em branco, outros sentidos que complementem e enriqueçam o texto.







CONCLUSÃO

Ao escrever sobre este assunto do bem ler e bem escrever, não poderia deixar de falar do berço em que se nasceu, da escola e do desejo do indivíduo em si, quanto da sua competência no que se refere ao querer saber.
Cada ser humano adquire competências e habilidades de acordo com a sua condição.
Quando a criança chega a escola traz de casa uma gama de conhecimentos e habilidades que são aproveitados para ampliar a sua competência, que vai sendo moldada pelo professor.
É importante que a leitura seja conhecida como uma alavancada a mais no conhecimento da pessoa ledora e que sua finalidade seja distinguida numa amplitude que o leve a altos patamares É fundamental que os estudos consigam manter viva a chama do dever de querer sempre conhecer mais e mais.
Lembrando que Pulcinelli (1995) já dizia que a leitura constitui por vezes uma interpretação unilateral sugerindo que os valores proporcionados por ela são aqueles ditos pelas classes dominantes, as quais veem a leitura como fruição, lazer e alcance de horizontes e experiências – definitivamente diferenciados das classes dominadas – que a percebem como instrumento de sobrevivência cultural, podendo facilitar a competição no campo do trabalho e condições de melhoria na vida, contudo, essa não é uma regra que se aplica com generalidade, muitos estudantes de classes ditas dominadas, a partir do momento que conseguem a chance que sonhavam, ultrapassam todas as teorias impostas pela classe dominante e ganha o mundo, mostrando um poder absoluto sobre as metas internalizadas nos sonhos que se tornaram realidade.
Nosso país possui grandes pesquisadores nesse aspecto e todos eles já publicaram textos recheados de ideias que pode levar seus leitores a encontrar outras ideias, para poderem embrenhar-se por caminhos ainda não percorridos.
Ler e escrever é uma das atividades mais interessantes quando o estudante aprende desvendar o que para muitos é mistério. Ler com olhos voltados para o contexto e através dele expressar o que se desvendou nas lacunas, preenchendo-as e formando um texto novo com novos elementos que ampliam mais e mais o ato de ler e de escrever.
Em sendo assim, o desejo de quem escreve é atingir o leitor de forma abrangente e esse por sua vez, acelerar o desejo alavancando seus conhecimentos, de maneira a alcançar competência para toda e qualquer leitura.


BIBLIOGRAFIA:

ORLANDI, Eni Pulcinelli. A linguagem e seu funcionamento. São Paulo, Brasiliense, 1995.

GRAZIOLI, Fabiano T.; COENGA, Rosemar E. Literatura Infanto juvenil e leitura: novas dimensões e configurações. Erechim: Habilis, 2014.

GROSSI, Gabriel Pillar. Leitura e sustentabilidade. Nova Escola, São Paulo, SP, n° 18, abr. 2008.

KRAMER, Sônia. Escrita, experiência e formação: múltiplas possibilidades de criação escrita. In: YUNES, Eliana. A experiência da leitura. São Paulo: Loyola, 2003.

LAJOLO, Marisa. A formação do leitor no Brasil. São Paulo: Ática, 1996.

LINARD, Fred; LIMA, Eduardo. O X da questão. Nova Escola, São Paulo, SP, n° 18, abr. 2008.

SOARES, Magda. Letramento: como definir, como avaliar, como medir. In: SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.

SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura; trad. Cláudia Schilling. 6ª ed. Porto Alegre: ARTMED, 1998.
Creusa Lima
Enviado por Creusa Lima em 08/08/2019
Reeditado em 02/09/2019
Código do texto: T6715224
Classificação de conteúdo: seguro

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