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Breve análise para compreender o livro: O Leviatã de Thomas Hobbes.



O Leviatã, livro escrito pelo grande filósofo Thomas Hobbes,  época da revolução, a  tomada do poder político na Inglaterra pelo revolucionário Oliver Cromwell.

 A Inglaterra nesse momento deixa de ser um regime monárquico e passa a ter um governo político de caráter republicano,  1651, tendo à frente como governo os militares, contrariando forças monárquicas.

Hobbes começa a analisar a estrutura do poder político na Inglaterra, pois estava sofrendo uma revolução, a mudança da natureza do Estado político.

 Compara então o Estado usando uma metáfora como um grande monstro bíblico tirado do livro de Jó.

 O animal em referência possivelmente comparado a um hipopótamo.

Em sua análise comparativa descreveu que não há poder sobre a Terra que não se possa comparar.

 Em  síntese, elabora sua análise política do momento histórico.

O filósofo viveu épocas de grandes modificações, ideologias políticas, conflitivas entre a nobreza e a burguesia disposto ao domínio de poder do Estado.

  Desse modo a reflexão de Hobbes foi dirigida à busca da solução do conflito, desejando a construção da paz pela política  em defesa do Contrato Social.

O estudo em seu livro  foi uma análise do comportamento humano, o homem no estado de natureza e a definição de um novo caminho, quando o homem constrói o Estado positivo, ou seja, o Estado Artificial, denominado O Leviatã.
 
A primeira grande conclusão de Hobbes:  os homens no estado natural são  egoístas, perigosos  e propensos a agredir uns aos  outros homens, numa perspectiva insaciável e insociável, impossibilitando desse modo, o desenvolvimento da sociedade política.

O estabelecimento da guerra de todos contra todos, vencendo sempre os mais fortes, a velha expressão, o homem é o lobo do próprio homem.

Os homens sem o Estado político,  são  condenados por eles mesmos  a uma vida de animal, pobre e breve, sendo que nesta situação  não existe a ideia do que é justo ou injusto legal ou ilegal,  simplesmente o poder da força.

Os homens vivem de acordo com suas paixões e irracionalidades,  seus interesses, o desejo de uns dominarem os outros, em uma interminável guerra.

 No entanto, justificava Hobbes em O Leviatã certa vontade racional. O  homem percebe que não pode viver para sempre nesse estado, pois seria o fim de todos.

Com efeito, era necessário renunciar certos direitos, transferindo o poder individual a um poder maior e mais legítimo,  denominado por ele mesmo de  Estado artificial.

Portanto, a figura metafórica,  O Leviatã, Estado político, fundamentado na legalidade.

Desse modo,  nasce o homem artificial, por meio de um pacto necessário e voluntário firmado entre os homens tendo como ideia fundamental a própria proteção.

 A fim de se excluírem do uma situação  instável, ou seja, o  estado  natural, a política institucionalizada é a solução,  posteriormente,  chamado Estado de direito, já na Revolução Burguesa.

 Bom  compreendermos que  no homem artificializado a vida é regulada pelo Estado positivo, ou seja, político compete ao entendimento que  na sociedade, o homem não teria um instinto na sociabilidade em um  estado de natureza.

O homem, para Hobbes, só busca o outro homem por relação de interesse, por necessidade do Estado Político.  A política é o fruto artificial de uma Revolução Constitucional, cuja natureza voluntária resulta dos interesses humanos.

A base de O Leviatã é o Contrato Social entre os homens, preceitos da revolução constitucional burguesa, o que naturalmente substituirá a vontade de todos para o funcionamento de regras constitucionais.

O Estado é a força absoluta capaz  graças sua legitimidade, de levar a paz ao conjunto da sociedade em auxílio entre os homens, a fim de  defender seus direitos.

Porém, o Contrato não é realizado com o detentor do poder, mas entre os homens que renunciaram o poder particular em benefício do direito, estabelecido em favor da paz e da própria institucionalidade.

Hobbes, em O Leviatã, reflete duas formas de poder: Monarquia e Democracia.

  Prefere  a forma de governo monárquico em que o interesse público coincide com o privado, o que não é hoje permitido pelo Estado contemporâneo.

A respeito da renúncia do governo constituído, seja qual for sua forma, sobretudo, a monárquica deve ser evitada, caso contrário, voltaria ao estado natural, ou seja, a situação não mais monárquica estabelecida.

Como Hobbes gostava da  monarquia, seu livro  foi uma defesa a essa forma de Estado. Em  O Leviatã o soberano poderá garantir a igualdade perante a lei, seu fundamento.

 O poder absoluto não é a ausência de arbítrio.

Desse modo, através da legalidade realizar-se- ão   os interesses individuais.  Isso  é  possível quando o Estado consegue estabelecer harmonia  entre as pessoas na sociedade.

 É  nessa análise que O Leviatã deixa de ser a metáfora do monstro bíblico e passa à efetivação do Estado político civilizado.

No  fundo, a formulação de seu livro sistematizou uma crítica da tomada do Estado pela burguesia nascente daquele período histórico.

Com efeito,   para Hobbes num ambiente conturbado politicamente, não foi nada interessante para o momento histórico, porém indispensável à Revolução Burguesa.

Edjar Dias de Vasconcelos.
Edjar Dias de Vasconcelos
Enviado por Edjar Dias de Vasconcelos em 18/04/2020
Código do texto: T6921231
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edjar Dias de Vasconcelos
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Edjar Dias de Vasconcelos