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PLÁGIO É "OUTRA COISA"...



INTERTEXTUALIDADE - Criação de um texto a partir de outro já existente.  Na apresentação explícita, o novo autor informa a fonte citada, “...baseada em.........” - é praticamente um compartilhamento ligado ao “conhecimento do mundo”, sempre valendo a pena o ver-de-novo e reaprender (a “leitura do mundo”, segundo PAULO FREIRE, precede à alfabetização, idem é “outra” coisa).  No (re-)texto científico ou pesquisa, sério é citar a bibliografia - autor, obra, capítulo e página.

DUAS FORMAS DE INTERTEXTUALIDADE:

PARÁFRASE

Recriação implícita, ‘relembrando’ ao leitor a mensagem original:  tema (abstrato, por exemplo, amor ), assunto (concreto, isto é, a estória narrada), personagens,  situações mudadas ou recém-criadas, palavras ou frases marcantes, porém a idéia inicial é confirmada.  Exemplos:

1-Contos ELE... E ELAS / AMORES AFRICANOS (autor RUBEMAR ALVES, pseudônimo ATHINGANOI)  --- ambiente contextual familiar e geogrático possível  ---  base em mitos religiosos africanos (definitivamente, não existe ler e reconhecer, sem frequentar estes recintos religiosos!!!):  XANGÔ, OBÁ, IANSÃ, OXUM e EWÁ --- nos textos, índices imediatamente perceptíveis  da lenda:  mulher mais velha, marido mais moço, cogumelo (semelhante a orelha), acarajé, quindim.  ---  2-Em TRAGÉDIA CLÁSSICA NORDESTINA? (conto do mesmo autor), a interrogação no título da obra balanceia a possibilidade, fala sobre três mitos africanos - OXÓSSI, OXUM e LOGUN EDÉ -, ambiente folclórico  e surgem muitas citações respeitosas a obras do bardo inglês  ---  índices da lenda:  casal adolescente, famílias incompatíveis, filho seis meses com a mãe, seis com o pai, horror a mel, versão de desaparecido e as mesmas cores dos orixás.  ---  3-Adaptação televisiva de livros ditos ‘revisitados’, ampliando-se a estória com novos personagens, situações atualizadas no tempo, no espaço e nos costumes:   O CRAVO E A ROSA, telenovela, 2000/2001, da obra shakesperiana A MEGERA DOMADA, 1593.  ---  Marcantes as adaptações de GABRIELA, romance baiano de JORGE AMADO, 1958.  ---    Frequentíssimas citações à frase “... início de uma bela amizade” - última cena do clássico filme norte-americano CASABLANCA, 1942.

PARÓDIA

Apropriação que, em lugar de endossar e exaltar o modelo retomado, rompe com ele, sutil ou abertamente, pervertendo o original em ‘quase’ deboche, usando a crítica de forma irônica e lúdica, por vezes nada homenageante e sim grotesca e agressiva.  Exemplos:

1-Filmes antigos da Atlântida (1941/1962), ditas “chanchadas”, como “Carnaval no fogo”, 1949:  inesquecível e inconfundível a cena do balcão, ROMEU e JULiETA, com os atores OSCARITO e GRANDE OTELO, caracterizados - original de WILIAM SHAKESPEARE, 1591/1595.  ---  2-Programas televisivos:  OS TRAPALHÕES em alegres irreverências de diversos sucessos musicais e    inversão-surpresa na última cena de CASABLANCA;  políticos merecidamente satirizados em ZORRA TOTAL.  ---  3-Homem másculo, barba grande, bigode, imitando voz, trajes e trejeitos da luso-baiana CARMEM MIRANDA.

 

 

FONTES (parcialmente):

“Intertextualidade” - Wikipédia  //  “Intertextualidade, paráfrase e paródia” - InfoEscola - Português.

                                            F  I  M
Rubemar Alves
Enviado por Rubemar Alves em 01/07/2017
Código do texto: T6042448
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Sobre o autor
Rubemar Alves
Salto - São Paulo - Brasil, 50 anos
474 textos (13154 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/11/17 19:55)
Rubemar Alves