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ENCOSTO VIL.

A muito não busco a priori algo inusitado,
Deixo minha alma inerente ao meu corpo,
E faço vistas distanciadas do passado,
Ao futuro adoto um tratamento morno.

Ansioso eu sou, mas tenho consciência,
Não me afogo no regurgito da empáfia,
Basta-me o medo do tormento doloroso,
Invocando os tempos áureos da cachaça.

Ao banhar-me lavo corpo e lustro a alma,
É com sal grosso que preparo meu deleite,
O mundo moderno minou a nossa calma.

Hoje a criança já nasce com seu estresse,
Um mal repartido pela mãe em seu delírio,
Um encosto vil que vai levá-lo ao cemitério,

PUBLICADO NO FACE EM, 14/11/2013
LUSO POEMAS, 14/11/2017
Miguel Jacó
Enviado por Miguel Jacó em 14/11/2017
Reeditado em 14/11/2017
Código do texto: T6171839
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Miguel Jacó
Taubaté - São Paulo - Brasil, 61 anos
2882 textos (168407 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/11/17 23:41)
Miguel Jacó