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O bêbado

Seguindo a deixa de Gilson Faustino,
na ilusão que um soneto insinua,
sugar os seios pálidos da Lua
sonhava o bêbado no seu desatino;

Cada um nasce com o seu destino,
e foi assim que no meio da rua,
naquela escada que não era sua,
mas emprestada por algum menino,

Pôs-se a subir,desesperado e tonto,
pra ele tudo estava certo! Pronto!
Juntinho a Deusa se sentia um rei

Na rima rica em que me intrometo,
vos falo agora,findando o soneto,
se ele alcançou seu ideal não sei...


Bêbado

Incrivelmente bêbado seguia,
somente conduzindo uma saudade,
as lembranças de sua mocidade,
seus mistérios de amor e fantasia.

Tropeçava no pranto e maldizia
a vida à margem da sociedade.
Buscava na bebida a qualidade
que sóbrio certamente não teria.

Queria ser um magico poeta,
andar igual a nuvem que flutua,
faria tudo pela sua meta,

Conquistaria o céu, o mar, a rua
mas tinha uma vontade mais concreta:
sugar os seios pálidos da Lua.

Gilson Faustino Maia
Cód. T-3062807
RIOMAR MELO
Enviado por RIOMAR MELO em 21/04/2017
Reeditado em 21/04/2017
Código do texto: T5976899
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
RIOMAR MELO
União da Vitória - Paraná - Brasil
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