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ANOITECER (soneto)

Desmaia o dia no árido cerrado
Num adeus de luz e esplendor
É Deus com o seu recompor
Do céu azul ao negro estrelado

E eu, aqui num mero espectador
Sob este tão espetáculo, admirado
Não sei se rio, choro ou fico calado
Inerte... no âmago belo do criador

É um rosário pelo encanto desfiado
Conta a conta, infinito e acolhedor
D'amor, benção, no tempo denodado

Está hora, do angeluz, do cair multicor
Enteando saudades, dor ao enevoado
Vem a noite, para vida por ela transpor

Dezembro, 2016
Cerrado goiano
LUCIANO SPAGNOL poeta do cerrado
Enviado por LUCIANO SPAGNOL poeta do cerrado em 20/12/2016
Código do texto: T5858972
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Sobre o autor
LUCIANO SPAGNOL poeta do cerrado
Anápolis - Goiás - Brasil
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LUCIANO SPAGNOL  poeta do cerrado