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Só (soneto)

Eu tenho pena da solidão
Tão só, tão falta, tão inha
Coitadinha, vive sozinha
Chorando na submissão

E tal como a erva daninha
Arrasta o ventre pelo chão
Em uma triste e nua ilusão
Que revés, alguém advinha

Aí, nesta total frustração
Tem tristura na entrelinha
E um vazio oco no coração

Então, ô aflição, coitadinha
Contigo pranteia a emoção
Soluçando a solidão minha

Dezembro, 2016
Cerrado goiano
LUCIANO SPAGNOL poeta do cerrado
Enviado por LUCIANO SPAGNOL poeta do cerrado em 20/12/2016
Código do texto: T5858701
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
LUCIANO SPAGNOL poeta do cerrado
Araguari - Minas Gerais - Brasil, 59 anos
644 textos (3820 leituras)
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LUCIANO SPAGNOL  poeta do cerrado