Cotas universitárias e crises de corrupção no Brasil 2017

Por um ensino de qualidade

Por décadas, buscamos uma educação de qualidade. Isso fica no desejo. A realidade é mais complexa, envolve questões políticas e legislação que deveria não só valorizar a educação, mas o acesso a mesma.

A cota é um dos aspectos polêmicos desde sua origem. O discurso de que há uma dívidas histórica com os negros é a base ideológica da sua fundamentação. Contudo, há duras resistências e muitos afirmam fazer mal à comunidade dos afrodescendentes.

Por que os rotulam como incompetentes e incapazes por isso a razão da lei. Hoje há lei que defende cadeirantes, idosos, mulheres, crianças. Por que uma lei para defender os negros?

Os sistemas por si só não garantem nem brancos e negros acesso de qualidade à educação. Esta é péssima e reproduz a sociedade. Os passos de melhoria é luta de seus educadores como conquistas histórias em tréguas.

A desigualdade está na inserção de pessoas por condição etnossocial devido a fatores econômicos e políticos advindos do complexo sistema capitalista em que estamos inseridos, todos, negros e brancos.

Por haver sistemas educacionais variadíssimos entre ricos e pobres, haverá a desigualdade reproduzida no acesso ao mundo do trabalho e do emprego.

Ficará à margem as populações mais carentes e empobrecidas no sistema em que vivemos.

O nível de provas do ENEM e Vestibulares fica cada vez mais competitivo exigindo recursos maiores das famílias. Os cursinhos ganham muito para compensar o sistema deficitário da educação mantida pelo estado e município.

Não é a médio e longo prazo que se resolverão tais dilemas. Nem sei se há solução, porque estamos em um labirinto competitivo desigual e antiético, marcado por desigualdades históricas irredutíveis.

J B PEREIRA

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Então, refaço minha conclusão, nesses termos:

A longo prazo, é possível superar algumas desigualdades sociais pela implantação de políticas públicas na educação e acesso ao ensino superior para as minorias - em especial aos negros. Penso que uma educação alternativamente de qualidade destinada aos baixa renda ou às populações afrodescendentes poderiam ter resultado satisfatório com investimento de educadores mais preparados e sistemas educacionais específicos. Com o tempo, a história nos dará sinais de superação das cotas à medida que novas gerações de jovens pobres e negros superarem a linha da miséria e tiverem acesso ao curso superior no patamar de países como Estados Unidos, África do Sul e México. Avançar em educação é superar as marcas negativas históricas da escravidão e seus estereótipos ainda presentes na sociedade brasileira.

J B PEREIRA

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http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-temer-o-que-e-de-temer,70001872798

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,nem-greve-nem-geral,70001872780

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,um-passo-a-mais,70001871477

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-etica-dos-procuradores,70001871476

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,por-que-fulaniza-a-nossa-maria-antonieta,70001871471

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A cota racial só disfarça o problema

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/a-cota-racial-so-disfarca-o-problema-28epgfjidu1wt1gkir63nka4u

O simples critério racial tende a provocar uma perigosa distorção. Diferencia os brasileiros pela cor da pele e não pelos méritos do conhecimento

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Em julgamento histórico, por unanimidade de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou na última quinta-feira como constitucional a política de cotas raciais como um dos critérios para ingresso nas universidades. A decisão se deu em razão de questionamentos quanto à legalidade do modelo, assim como à forma tão pouco científica com que as instituições aferem a ascendência étnica dos candidatos. Entretanto, deve-se aduzir à decisão do STF comentários que vão além dos limites jurídicos para adentrar em aspectos que dizem respeito a outras políticas públicas de inclusão.

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A Política de Cotas nas

Universidades Públicas Brasileiras

FONTE: http://www.klepsidra.net/klepsidra16/cotas.htm

Carlos Ignácio Pinto

carlos@klepsidra.net

Bacharel em História / USP

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Muitas pessoas se assustam ao ouvirem a ideia de criação de cotas para negros nas universidades públicas Brasileiras. Este artigo busca compreender o medo e a falácia que giram em torno das cotas, bem como demonstrar minha sincera opinião sobre o sistema de cotas no Brasil, e de como o compreendo dentro de um universo muito maior de uma série de correções de nossa sociedade tão “democrática” e “anti-racista”.

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[1] Rodrigues, Rodolfo. O Racismo está na moda in “Revelação – Jornal-laboratório do curso de Comunicação Social” . Universidade de Uberaba, abril de 2003, pág. 8.

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J B Pereira
Enviado por J B Pereira em 15/07/2017
Reeditado em 21/07/2017
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