• IMAGINAÇÃO LASCÍVA ²

Chego em casa, e o relógio marca, dezenove horas, aproveito que estou sozinha, e aproveito para imaginar como seria, vou para o banho, e ainda molhada pela água, visto a camisa do corinthians, e caminho pelo quarto, deito na cama, e imagino as mãos dele, deslizando sob o tecido da camisa umedecida, acariciando os mamilos intumescidos. Sinto um calafrio percorrer meu corpo, minha pele eriçar, sentindo o calor ao redor da cama, sinto o aroma das velas perfumadas, e fecho os olhos, fico de bruços, e imagino as mãos acariciando e puxando meus cabelos com força, e aquele volume sob a roupa dele roçar entre minhas nádegas, sinto meus seios comprimidos contra a cama, como estivesse agarrando com força, querendo mostrar quem comanda meus desejos e vontades. Suspiro, e entreabro os lábios, umedecendo os dedos, e começo a tocar meu sexo, imaginando os lábios dele, a lingua roçar minha pele carinhosa e despudoradamente, contornando meu corpo sinuosamente, minha mente divaga maliciosa, ao lembrar o que quero que faça comigo, e introduzo dois dedos no sexo úmido e pulsante, massageando o clitoris lentamente, tentando imaginar como seria sentir aqueles lábios umidos e sedentos arrancar de mim, o prazer que quero sentir, que desejo sentir, e que provoca em mim, ainda que esteja distante. Suspiro profundamente, em uma agonia, ao pensar que quero viver essa loucura, e os gemidos ecoam em meus lábios enquanto ouço a melodia que toca em minha playlist pessoal.

Começo a estremecer, sinto minhas pernas trêmulas, ao imaginar o que sugere fazer comigo, atando minhas mãos à cama, cobrindo meus olhos, deixando que aprecie apenas a sensação de ser possuída, de sentir seu corpo pesar sobre mim, enquanto morde e belisca meus seios, acaricia meus seios, e força seus quadris contra minhas nádegas vigorosa e cadenciadamente, fazendo desejar que esse encontro aconteça, e que seja possuída inteiramente, que seja dominada e rendida pelo prazer que causa em mim, que faz querer ir além, ultrapassar o limite entre o que tenho imaginado e o que quero viver e sentir. Estremeço, sinto as pernas tremulas, e mordo o travesseiro, com as mãos presas, e arqueio os quadris, ficando exposta, completamente entregue ao desejo e a vontade de ser possuída, de sentir latejar em meu corpo, aquele musculo rigido e febril. Sinto meu corpo eriçar, e gemendo alto, arrepio com esse desejo, que aproxima meu querer e desejo do que posso sentir, da emoção de viver o que desejo sem medo, sem qualquer remorso ou pudor. Estremeço, ansiando por ser possuída, e sorrio maliciosamente, ao imaginar os passos dele ao redor da cama, como um caçador, espreitando a presa, esperando pelo momento certo para avançar, para domar e dominar meu corpo, fazer de mim, o que quero ser, e deixar ser quem imagino que possa ser, sem qualquer receio. Imagino, e sinto meu corpo eriçar, quando gemendo e convulsionando, desejo ser possuída, de quatro sobre a cama, sentindo aquele movimento firme e ritmado, do corpo dele sobre mim, segurando em meus quadris, em meus cabelos, entrelaçando os cabelos como uma guia, para comandar sua fêmea no cio. Estremeço, convulsiono, sentindo meu sexo umedecer, meu corpo ficar entregue ao prazer desconhecido que imagino poder sentir distante, longe da realidade sufocante, do medo de assumir minha verdadeira natureza de femea sedenta. Imagino a boca morder minha nuca, para em seguida, unir ao meu sexo, provando de meu prazer, fazendo rebolar sensualmente, segura pelas mãos firmes e gemendo alto, perco todo pudor, fazendo a realidade unir a imaginação. Estremeço, sentindo calor, minha pele clara ficar rósea, exalando o perfume misturado ao cheiro de mulher, e arranco a camisa, tentando voltar à realidade, sentindo meu corpo ser acometido da vontade e do desejo que provoca em mim, do desejo que faz com que imagine seu olhar, surgindo na penumbra, silenciosa, e soturnamente, para fazer despertar para o que quero ser, para fazer querer ir ao encontro do que quero sentir e viver. Fico deitada sobre a cama, quieta, arfando e ofegando, abraçada a peça de roupa, que faz marcar essa lembrança, que faz o desejo e a vontade crescer intensamente entre minhas pernas e fluir sob minha pele, fazendo a mente divagar, fazendo sorrir, ao imaginar o que faria comigo, e o que quero que faça, quando a realidade e a imaginação for unida em um mesmo cenário, em que de expectadora, serei protagonista do meu querer e do meu prazer.

• Damien Lockheart

DAMIEN LOCKHEART
Enviado por DAMIEN LOCKHEART em 15/09/2017
Código do texto: T6115038
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