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A cargo de ofício

A banalidade na política
tem o gosto amargo do féu.
O povo caminha sem rumo,
entre o inferno e o céu.

Sob risos irônicos
dos politicamente inatingíveis.
Quando vê brotar novamente
mais um ano eleitoral.

Chega a ficar, mais uma vez,
novamente preocupado.
Por achar que votando certo
estará votando errado.

Nessas, que se despem
de suas peles compromissadas.
Com as caras deslavadas,
deslavadas, deslavadas.

Que se dizem - sou do povo!,
em mais um novo eldorado.
Como se tudo fosse apagado,
Num estado de  amnésia.

Com sorrisos abertos e largos,
tentando ludibriar e enganar.
À frente dos holofotes midiáticos,
Por tudo o que fizeram.

Fizeram nada, nada, nada.
Sinto nojo novamente.
Dessas velhas cúpulas
de ovelhas desgarradas.

Politicamente incorretos
que tentam ao povo enganar.
Com suas caras enlameadas,

Cinicamente sem compromissos;
Com seus gestos omissos;
pleiteando novamente o cargo de ofício.



Bruno Down
Enviado por Bruno Down em 12/08/2017
Código do texto: T6081953
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Bruno Down
Belém - Pará - Brasil, 51 anos
40 textos (606 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/08/17 23:02)