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LABIRINTO

Busco teu eu desconexo,
Fragmentado a partículas soltas,
E entre arvoredos varro o sol,
E bebo o néctar das flores.
Porque tu me verbaliza, me rotula tua.
Deixa-me pelo avesso onde broto
Acácias no labirinto das vontades.
Hoje as fronteiras foram dribladas,
Ao longe, bem longe da minha visão desgastada, torpe,
Vi teu vulto espelhando minha alma ácida.
Os labirintos das minhas veias correm em teu rumo,
Em teu ritmo telepático.
A minha sedenta espera engole rios correntes,
Desaguados em minha mente.
Nos mares tempestuosos me materializei,
Num protótipo ser, estereotipado ser, marcado a fogo e ferro.
Na procura da essência do teu toque em minha carência,
Devastei os corredores do tempo e me mutilei,
Por esse amor (in)secular que entope as minhas artérias.
Ainda falam que o romantismo acabou,
Como, se hoje eu morro de amor perdida no labirinto
Entre o céu e o inferno de nossas almas?
Desnudo-me no cair da noite
E diante das tuas roupas guardo o inverno.
Deixo-me ater nos pingos do orvalho
E visto meu corpo do sereno da madrugada.
Passa por mim o teu lânguido espírito,
E no cântaro das minhas mãos a música adormece
A lembrança do que espero agora, no retrato da memória,
Guardado no mármore frio que cobre teu corpo.
Deus!
Por um momento, devolve-me, por um segundo o labirinto.
 
Ecila Yleus
Enviado por Ecila Yleus em 12/01/2017
Reeditado em 12/01/2017
Código do texto: T5879449
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ecila Yleus
Recife - Pernambuco - Brasil, 64 anos
303 textos (9785 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/01/17 06:34)
Ecila Yleus