GUNGUZELA

A gunguzela, como fera...

Noite a dentro ela soa pelas ruas

sob postes de luzes amarelas,

e a alva prata da lua...

Ela passa pela calçadas pelas praças

com seu toque sem graça, atiçando

o cão, fazendo arruaça.

A gunguzela, esparrela, refestela...

Pelo silencio da noite, pelo sonho meu,

pelos vidros da minha janelas tinindo

sob o ressonado do sono d'ela.

Seu som sem moda, incomoda as bordas

abobadas do marasmo, as ondas do

sarro, e o mal gosto dos escarros...

A gunguzela, p'ra ser bela, se esparrama

sem trela, sem tramelas, colocando a

cidade em pé de guerra.

Antonio Montes

Amontesferr
Enviado por Amontesferr em 19/11/2017
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