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Vergonha (quando a gente não se rende)

A vergonha se embrenha
como a coisa mais bisonha
e vai deixando a gente
com a cara bem medonha!
A vergonha, sem-vergonha,
seu marasmo ela derrama
e esparrama sua senha,
seu veneno e peçonha
sobre a gente inocente
que se prende à sua lama.
Quando a gente não se vende
e, combatente, não se acanha
em soçobrar à sua sanha,
a vergonha se arranha...
Quando a gente, renitente,
se embrenha e tromba de frente,
não se rende à sua fama,
a vergonha se enfronha
e jamais segue adiante!...
Quando há gente inteligente
não gostando da vergonha,
não cedendo, não querendo
se abraçar à sua lenha,
por mais que seja inflamante,
a vergonha se apequena
se despenca e vai à lona...

(Luiz Carlos Flávio)
Luiz Carlos Flávio
Enviado por Luiz Carlos Flávio em 13/08/2017
Código do texto: T6082165
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Luiz Carlos Flávio
Francisco Beltrão - Paraná - Brasil, 47 anos
192 textos (3573 leituras)
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Luiz Carlos Flávio