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O Sujeito Quasímodo

Entre os labirintos
Da segregação caminhava
O sujeito Quasímodo.
As suas formas descomunais
Causava espanto!

Quasimodo era a aterradora visão
As suas palavras dóceis
Os seus talentos infinitamente criativos
Não despertava compaixão.
A suas habilidades eram exploradas
A sua humanidade descartada
Como se ali, não houvesse um coração

Cansado, abriu mão da chamada, civilização
Caminhou em direção a floresta
Abriu na mata uma brecha
E caminhou em direção ao bosque da solidão.

A civilização que tanto o explorava
E descartava a sua humanidade
Devido ao seu estereótipo fora de padrão
Criou lendas assustadoras com a sua existência
E extirpou qualquer possibilidade de humanidade
No imaginário da sua geração.

Sentado no topo da arvore mais alta
Lá no bosque da solidão
O sujeito Quasímodo  sentiu-se, livre
Ao observar que o lugar civilizado
Tratava-se de uma grande prisão.
Anacrônico
Enviado por Anacrônico em 20/05/2017
Reeditado em 01/06/2017
Código do texto: T6003908
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Anacrônico
Nova Iguaçu - Rio de Janeiro - Brasil
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Anacrônico