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ÂMBAR

Sumo
É o que escorre
Não do fruto desde sempre mordido,
Mas do pensamento raras vezes moído
Por ser rala a coragem.
Líquida, a vida escorre,
Represado rio entre represas
De tempo e sentimento.
Fio de água e sal.
O fluir sem fruição.
O amar – o gosto
Do que é mais sumo
(E nele, a verdade)
que seiva doce
(o suco do beijo)
Com sabor de não saber
O que é o amor
Em seu curso.
Mas o amargo fica
A travar a face,
E se multiplica
No sumo,
Que vira âmbar,
Uma gema a guardar,
Em essência,
Dentro do ocre,
O que foi amor
E que não some.
Edvaldo Rofatto
Enviado por Edvaldo Rofatto em 12/01/2017
Reeditado em 13/01/2017
Código do texto: T5879557
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edvaldo Rofatto
Limeira - São Paulo - Brasil, 54 anos
15 textos (87 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/01/17 20:13)
Edvaldo Rofatto