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Compra de um amor - Vigésimo capítulo

-Que conversa é essa Rogério? Vai para onde?
-Para qualquer lugar, menos continuar aqui vendo as loucuras que você faz.
-Não fala besteira.
-Tenho feito vista grossa para muitos dos seu erros Marina, mas agora chega.
-Você devia me apoiar ao invés de pensar em me abandonar.
-Bota a mão na consciência Marina, veja quantas coisas você fez para atrapalhar a felicidade do seu filho.
-Tudo que fiz foi para o bem dele.
-Você não tem feito outra coisa desde que ele conheceu a Gabi, primeiro a rejeitou não deixando que ela ficasse em nossa casa.
-E não me arrependo.
-Depois escondeu as cartas que ela mandou para ele do convento, quando finalmente ela escolheu ficar com ele, começou a manipular a Vanessa para separá-los.
-Não sei do que esta falando.
-Por quem você me toma? Um idiota que não vê o que acontece em sua volta? Eu sei que você ameaçou a Vanessa usando um grave problema que ela tinha para defender seus interesses.
-Como sabe disso?
-Não importa, o fato é que você usou de subterfúgio muito baixo para fazer o que achava certo.
-Já disse que não me arrependo de nada.
-Eu sei que não, também não se arrepende de ter ido a casa da Gabi dizer que o Ricardo havia comprado ela do prostíbulo.
-Para com isso Rogério, não precisa ficar enumerando os meus atos, me lembro de todos eles.
-E agora por ultimo, inconformada com a felicidade dos dois, foi a casa deles insultar a Gabi.
-Isso é tudo?
-Por que? Tem mais alguma coisa que eu não saiba?
-Seu filho não contou que pedi que ele prometesse que nunca se casaria com aquela mosca morta, quando pensei que fosse morrer?
-O que?
-Só que ele não prometeu, aquele ingrato.
-Teve coragem de colocar nosso filho nessa situação?
-Faria tudo de novo se fosse preciso e não vou desistir de afastá-lo daquela golpista.
-Você precisa de um psiquiatra isso sim.
   Na casa de Ricardo...
-Oi meu amor!
-Oi querido! Que bom que chegou.
-Fui a casa da minha mãe e pedi a ela que não volte aqui porque não é bem vinda.
-Eu sinto muito que tenha que ter feito isso Ricardo.
-Tive que fazer, só espero que ela tenha pelo menos um pouco de bom senso e não volte mais.
-Desculpa meu lindo!
-Eu é que tenho que pedir desculpas por todas as grosserias que ela falou para você minha querida.
   De volta a casa de Rogério...
-Vai levar a sério essa bobagem de sair de casa Rogério?
-Você não me deixou outra opção.
-Você não é nenhuma criança para agir dessa maneira, pelo contrário, é um velho ridículo se passando por um adolescente ameaçando sair de casa depois de brigar com os pais.
-O que eu não quero é ter de continuar vendo as besteiras que você comete, você já disse que não vai parar e eu não posso obrigá-la.
-Não pode mesmo.
-Mas também não preciso presenciar, muito menos ser conivente.
-E para onde vai?
-Não interessa, aliás, nada que eu fizer agora deve interessar a você, está livre para fazer tudo o que acha certo.
   No dia seguinte...
-Bom dia mãe!
-Bom dia! Só se for para você.
-O pai foi mais cedo para o escritório?
-Não, ele saiu de casa.
-Como assim?
-Disse que se cansou de ver as besteiras que eu faço e decidiu ir embora.
-Conta essa história direito mãe.
-Não tenho que contar nada Monica, se quiser vá perguntar para ele.
-É isso mesmo que vou fazer.
   Então...
-É isso filha, vou ficar num hotel até encontrar um lugar adequado.
-Tem certeza pai?
-Sim, talvez agora sua mãe reflita e pense melhor se deve continuar sendo como é.
-Não sei não pai.
-Mas você deve se preocupar é com sua gravidez minha filha.
-Sim pai. E o Ricardo? Já esta sabendo de sua decisão?
-Sim, conversei com ele logo que chegou no escritório.
-Vou dar um beijo nele.
-Mana que surpresa!
-Como está meu irmão?
-Seguindo a vida, já soube da ultima da nossa mãe?
-Sobre a separação?
-Sobre ela ter ido lá em casa ontem ofender a Gabi.
-Não acredito que fez isso.
-Fez, tanto que tive que ir lá em casa e exigir que não volte.
-Então foi por isso que o pai saiu de casa?
-Não sei o que conversaram, ele só disse que se cansou de presenciar as atitudes dela e que assim espera que mude.
-Foi o mesmo que me disse, nosso pai é muito discreto.
-Só espero que ele esteja certo e que ela mude mesmo.
-Também espero Mano, também espero.
   Três meses depois...
-Mãe, já estou indo para faculdade.
-Monica, não comprou as coisas que pedi?
-Não deu tempo, amanhã bem cedo eu vou.
-Você está muito relaxada com os assuntos da casa Monica, só se preocupa com essa gravidez.
-Não acredito que vai fazer uma tempestade por causa disso mãe.
-Você acha que não tem obrigação nenhuma além da gravidez, saiba que enquanto viver nesta casa tem que cooperar.
-Não precisa me lembrar disso.
-Você é muito folgada, se não quer ter obrigações aqui, vá logo morar com o pai do seu filho.
-Logo vou mãe.
-Já esta demorando demais, quando contou a burrada que havia feito, disse que iria se casar e até agora nada, com essa barriga, seria ridículo entrar na igreja, por isso acho que deve pular essa parte.
-Não se meta na minha vida e não me diga o que devo fazer.
-Cala sua boca sua mau criada.
-Esta cada vez mais insuportável, desse jeito vai acabar ficando sozinha.
-Então vá logo embora dessa casa sua vagabunda, vá ter esse filho longe daqui.
   Então Monica saiu muito nervosa.
-Querido! Tem tido notícias da sua mãe?
-Só o que a Monica conta, que ela não para de reprimi-la por causa da gravidez.
-A Monica precisa resolver essa situação.
-Ela disse que a casa já esta quase pronta.
   Nesse momento toca o telefone.
-Alô!..............sim sou irmão dela.
   Depois...
-O que houve querido?
-A Monica sofreu um acidente.
-Meu Deus!
-Vou ao pronto socorro ver como ela esta.
-Eu vou com você.
   Horas depois...
-E então doutor?
-O estado dela é muito delicado, faremos uma cirurgia para conter a hemorragia interna.
-E o bebe como está?

   No próximo capítulo...
   Será que Monica ficará bem?
JESUS CARLOS ROCHA
Enviado por JESUS CARLOS ROCHA em 12/09/2017
Código do texto: T6112336
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Sobre o autor
JESUS CARLOS ROCHA
Sinop - Mato Grosso - Brasil, 40 anos
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JESUS CARLOS ROCHA