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ALÉM DE MIM - METAMORFOSE OU... BRUXARIA? - CAP. II

                       METAMORFOSE OU... BRUXARIA? – Capítulo II

                                         Pouco antes da dez na noite, Renato e Andréia resolveram sair da festa e ir para a casa. Os convidados os seguiram até o carro com muito arroz e muitos gritos. Os noivos entraram no carro e foram embora, direto para o apartamento. Entraram pelo estacionamento de serviço e subiram.
   Já na porta do apartamento, enquanto Renato tirava as chaves do bolso, a bruxa do 86 apareceu na porta de seu apartamento que ficava ao lado do deles e deu uma risadinha maligna, saindo em seguida.
   Renato ficou frio e nervoso.
- Que foi, benzinho? – Andreia perguntou.
- Nada...
- Ela não te deixa em paz, não é?
- É só uma velha...
   Ele abriu a porta, pegou-a no colo e entrou com ela. Fechou a porta com o pé e a beijou.
- Como dizem sempre... enfim, sós!
   Ele a levou até o sofá e a deitou nele.
- Milagre, não terem aprontado nada no nosso apartamento, ela falou.
- O Lúcio ameaçou todo mundo de morte. Aquele cara não existe. Não briga com ninguém por nada nesse mundo, mas sabe se fazer respeitar. Um amigão.
- Hum... Por que você não se casou com ele? – falou ela, enciumada.
   Renato riu, beijando a mulher de novo.
- Chatinha!
- Eu quero tirar esse vestido.
- Tudo bem. Eu vou ver se Ângela deixou o champanhe na geladeira. Ela falou que deixaria um aqui pra gente comemorar em particular.
   Beijaram-se novamente e Andreia foi para o quarto. Renato foi até a cozinha e abriu a geladeira. O champanhe estava lá, como a irmã havia prometido. Ele estava abrindo a garrafa quando ouviu um grito estranho vindo do quarto e correu para lá.
   Quando abriu a porta, não acreditou no que viu. Diante do espelho estava não Andreia, mas um rapaz vestido no vestido de noiva dela.
 - O que é isso? Quem é você?
   O rapaz voltou para ele e disse:
- Eu é que pergunto! O que aconteceu comigo, Renato?!
    Renato lembrou-se da velha do 86 e sentou-se na cama, colocando o rosto nas mãos e esfregando-o.
- Não pode ser! Não, não pode ser, meu Deus!
   Como a velha tinha pressagiado, Andreia havia realmente se transformado num homem.
- O que aconteceu comigo, Renato!? – a moça insistiu, quase chorando.
   O rapaz ergueu-se da cama e  falou:
- Eu não sei, amor, mas a bruxa do 86 sabe.
- Como? O que ela tem a ver com isso?
   Renato contou toda a estória e Andreia gritou:
- Eu quero voltar ao normal!  Eu quero meu corpo de volta! Faça alguma coisa!
   Renato correu para a porta e saiu do apartamento em direção ao apartamento 86. Bateu na porta até quase arrombá-la, mas ninguém atendeu. O barulho foi tanto que os outros vizinhos acordaram e apareceram no corredor.
- Ei, o que é isso?! – perguntou o dono do 84.
- A dona Carmem? O senhor a viu sair?
- Ela viajou. Deve ter saído agora a pouco.
- Viajou? Viajou pra onde?
- Não sei. Ela me disse hoje de manhã que ia pra casa de uma filha no interior porque não aguentava mais os vizinhos barulhentos que moravam aqui. Por mim até que foi bom. Um chato a menos nesse prédio. Mas você não é o rapaz que ia se casar hoje?
- É, sou... ou era, já nem sei mais...
   Ele voltou novamente para o apartamento e fechou a porta, encostando-se nela, sem saber que atitude tomar. Andreia, ou o rapaz em que ela havia se transformado, estava em pé no meio da sala.
- E aí?
- Ela... foi embora... ninguém sabe pra onde...
- E agora? Como é que vai ser, Renato? Eu não posso ficar desse jeito!
- O melhor é esperar amanhecer. Tenha paciência. Imagine a minha situação!
- Eu estou me sentindo ridícula!
- Ridículo, benzinho, ele falou quase rindo.  – Você até que não ficou tão mal...
- Renato! – ela gritou.
- Ah, desculpa, o que você quer que eu faça? Tira esse vestido... Põe... uma roupa minha... Amanhã a gente pensa no que fazer. Quem sabe... isso é só por uma noite. Amanhã, talvez você volte ao normal.
  Andreia voltou para o quarto e fechou-a batendo com força.  Renato se encolheu com o barulho depois se sentou no sofá e ficou pensando no que ia fazer. Minutos depois Andreia apareceu vestida num pijama dele e perguntou:
- Você não vem dormir?
   Renato ficou olhando para ela e hesitou em responder. Ela deduziu o porquê de sua hesitação.
- Ah, já entendi! Boa noite, droga!
  Bateu a porta novamente. Renato deitou-se no sofá, vestido mesmo e depois de muito pensar, acabou dormindo de cansaço.
   
                               ALÉM DE MIM - CAP. II
Velucy
Enviado por Velucy em 11/09/2017
Reeditado em 16/09/2017
Código do texto: T6111154
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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