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Foto do Perfil e Tempo Sem Navegar

Antes de publicar o conto inserido ainda há pouco, fui tomada por uma superstição pouco natural (digo isto pois não me considero supersticiosa). Não ouso dizer que não seja de fato, já que a mente engana. Na hora do medo, daquele medão!, hora em que o bicho corre pra pegar matar e comer, é quando se pode saber. Fico com a minha tia: se não faz bem, mal também não faz...  Bom, deixo minha tia, pobrezinha, fora destas discussões.

Fato é que me vi pensando “cabalisticamente” ter chegado ao texto número 200. Grande coisa! Isso não importa tanto quando se publica sem qualquer controle, digo, revisão - se eu escrevesse para um jornal ou revista a coisa seria bem diferente... Antes que me acusem de “metida a besta”, admito que fiquei contente com o número. Jamais havia pensando em escrever tanto (tanto?!) quando comecei aqui há uns dois anos atrás.

Pensando no texto numero 200, lembrei também do dia em que me cadastrei, quando tive que criar um perfil e coisa e tal. Na época, usei uma foto reproduzindo um tipo de auto-retrato, não o meu mesmo, talvez da pessoa que vive em mim. Se não me engano, algumas tribos indígenas amazônicas crêem que fotografias roubam as almas das pessoas, vai ver creio um pouco também nisto, pois não gosto de fotografias.

Não que eu seja feia, diria que sou uma feia arrumadinha, como gostava de brincar um colega meu, para quem melhor é ser chamado de feio do que de “bonitinho”, por ser mais próximo do real, digo, muito mais sincero. Sim, tenho uns amigos bem racionalistas, que algumas vezes põem o pessimismo em lugar da razão. Importa que são meus amigos e gosto deles exatamente como são, e não quero que mudem – se é que eles não desejam mudar. Sim, volto à foto: originalmente um desenho, a forma pura e simples como um menino de sete anos me viu, a melhor fotografia que me fizeram até hoje.

Esteve na porta da geladeira por um bom tempo. Trocamos de geladeira e as fotos tiveram que sair. Nossa, bagulhada! Pra não perder a “juventude” decidi scannear. Daí, quando me perguntaram se podia emprestar a foto antiga (o suposto auto-retrato) para ser usada como máscara de carnaval, achei uma boa opção trocar um plano cabeça por um plano inteiro, onde se pode ver meu corpo também. Sei que seria mais chamativo se eu estivesse de biquíni, como naquelas fotos típicas de busca de casais e pápapa. Como graças a Deus sou muito bem colada à minha cara-metade, nem pensar em criar chances para alguém me paquerar, eu hein?!

Reveladas as fotos, e antes que você se entedie mais ainda, explico rapidinho porquê passei tanto tempo sem navegar por aqui. Acredite ou não, pura falta de tempo; outras, falta de vontade também. Vida de pobre não é fácil não! Tem que trabalhar no mínimo 8 horas por dia, fora os extras, tarefas domésticas e tudo mais! – e quando não há imprevistos! – Aliás, imprevisto devia mudar de nome: devia se chamar coisa previsível sem hora marcada, mas que com certeza vai passar. Assim sendo, não faz sentido dizer que imprevistos são 100% inesperados... temporariamente esquecidos, talvez. Coisas do tipo: atraso de trem, acidente de trânsito, engarrafamento, ou pior: passagem desta para uma (dizem!) muito melhor.

Sei que hoje estou saliente. É que agora estou com tempo. Num desses fatos “esq-previstos”, fui parar no hospital e agora estou aqui, com direito a férias especiais. Depois que matar minha sede de escrever, talvez sobrem umas horinhas pra navegar, ler alguma coisa que não seja jornal, literatura técnica ou revista séria, textos de autores/as conhecidos/as (ou não, pois adoro variar). Esse negocio de ficar fazendo sempre as mesmas coisas me enterra viva, eu hein?! Sai pra lá!

Se já há um bom tempo você me visitou e eu NUNCA retornei a visita, pense mal de mim não... Como disse, à medida do tempo, tudo tem seu dia, hora e lugar. Considerei e considero todas as mensagens e comentários que recebi neste período de quase congelamento e agradeço todas as visitas de coração.

Muito obrigada, principalmente, aos leitores que se mantém fiéis. Sinto-me muito honrada com a atenção de vocês. E quero que saibam: se os visitei e comentei seus textos não foi por política, troca ou obrigação, mas principalmente porque gostei ou fui tocada de alguma forma por eles.

Agora chega! Tenho ainda um montão de cartas para escrever. Estou com saudades de alguns amigos...

Até a próxima e saúde a todos, que é o mais importante! :-)
Helena Frenzel
Enviado por Helena Frenzel em 23/07/2010
Código do texto: T2395412
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Helena Frenzel
Alemanha
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