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VOZ?! UMA AULA SOBRE ELA...


QUAL “ELA” EXATAMENTE?  Ah, a VOZ!  //  A ilustração séria do artigo científico é a de um tenor barbado, boca aberta - dó sustenido maior? - vestindo um smoking.”  Que graça tem isto?  //  “1---Se você já perdeu a VOZ alguma vez, sabe como é difícil se fazer entender sem ela.  A FALA            é a nossa principal forma de COMUNICAÇÃO.”  //  Não é bem assim “EU-perdi-a-voz, mas me encantei com a moça da foto numa reportagem e me inscrevi no curso de LIBRAS, dado por UM fonoaudiólogo, ELA apenas como auxiliar.  Senti-me um garotinho ao aprender o alfabeto de sinais, muitas vezes errando de propósito e chamando a “...fessorinha” para me corrigir em contato físico.  //  “2---Quando falamos, produzimos vibrações que viajam através do ar na forma de ondas de som. Em nossos ouvidos, as vibrações são interpretadas como sons reconhecíveis.  Se um som vem da direita, as ondas chegam ao ouvido direito uma fração de segundo antes de alcançar o ouvido esquerdo. É assim que se pode dizer de que direção vem o vento.”  //  Meu pensamento e meu corpo vibraram muitas vezes;  viajei pelo espaço aéreo, imaginei-a comigo furando ondas azuis no sul da França... ou em Bali... ou mais perto, no Guarujá mesmo.  E se EU desse um beijinho delicado?  Um, não:  dois.  Um em cada orelhinha...  Como ELA iria me interpretar?  Ou me daria um bofetão para que EU aprendesse “como o vento faz a curva?  //  “3---Produz-se a VOZ forçando o ar dos pulmões a passar pelas cordas vocais, na garganta.  O ar faz as cordas vibrarem.  Quando falamos e cantamos, fazemos ajustes constantes para a tensão das cordas, a forma da nossa boca e a velocidade do ar projetado.  Dessa forma, controlamos o grau, a qualidade e a sonoridade da VOZ.”  //  Não se deve forçar na conquista de uma mulher.  Falar suave, cantá-la e encantá-la sem ares imediatos de sedutor hipnotizador...  Ah, que boca!  Batom claro, acho que hoje o nome é ‘nude’, cor neutra, um bege neo batizado;  o cor-de-rosa já era e o vermelho é muito provocativo em horas ainda de sol.  //  Mas “o sonho acabou” como disse JOHN LENNON, sem mesmo ter começado.  Equipe itinerante a serviço do governo federal.  EU a perdi.  Grupo a caminho de Roraima, onde irão trabalhar com os índios ianomânis.  Gritos de amor são diferentes dos gritos de guerra?
 
LEIAM meus trabalhos “Quatro anjas... três Rosas e uma Orquídea”- Partes I e II.
FONTE:
Enciclopédia da Ciência - RJ, Ed, Globo, 1993.

                                FIM
Rubemar Alves
Enviado por Rubemar Alves em 24/08/2017
Código do texto: T6093984
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Sobre o autor
Rubemar Alves
Salto - São Paulo - Brasil, 50 anos
451 textos (12137 leituras)
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Rubemar Alves