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Fluência versus Cognição Intuitiva em Inglês

Certo dicionário define fluência como a facilidade de se expressar em outra língua.
Para os linguistas, fluência é a habilidade de ler, escrever, compreender e falar bem em outra língua. Entende-se, portanto que a pessoa fluente em inglês é compreendida pelos falantes nativos de inglês. (Falar inglês fluente: entenda como funciona: http://www.uptime.com.br/blog/falar-ingles-fluente-entenda-como-funciona)

Cognição intuitiva em inglês é a habilidade de pensar e falar em inglês intuitivamente, sem a necessidade consciente de raciocínio e analise, e que ocorre voluntariamente.
De acordo com uma pesquisa feita apenas cerca de 5% dos brasileiros são considerados fluente em inglês. (Brasileiros não sabem falar inglês: apenas 5% dominam o idioma: https://oglobo.globo.com/economia/emprego/brasileiros-nao-sabem-falar-ingles-apenas-5-dominam-idioma-6239142) Pode-se dizer que estes brasileiros possuem as quatros habilidades linguísticas como ler, escrever, compreender e falar em inglês com facilidade. Observar-se que pessoas classificadas como fluentes em inglês demoram a falar, e escolhem mentalmente as palavras e expressões que elas usarão para se comunicar com outras pessoas que também falam inglês. São diferentes de pessoas bilíngues que leem, escrevem, compreendem, falam, e pensam intuitivamente e involuntariamente em duas línguas. (Bilíngue ou fluente: faz diferença?: https://iieglobalbrasil.wordpress.com/2015/11/11/bilingue-ou-fluente-faz-diferenca/) Por assim dizer, os bilíngues em português e inglês, ou inglês e português fazem mais uso de suas línguas no cotidiano. Além disso, pessoas bilíngues se comunicam autenticamente e aprenderam suas línguas de forma natural, através de assimilação natural, já as pessoas ditas fluentes em inglês aprenderam através de uma plano didático-metodológico em sala de aula, ou através de cursos de inglês.

Ser apenas fluente em inglês não é suficiente, porque a aquisição de uma língua como o inglês exige a habilidade de compreensão inconsciente de coisas complexas sem a necessidade de raciocínio e análise (Conceito de Intuição: http://conceito.de/intuicao). Quando uma pessoa desenvolve este tipo de cognição intuitiva em inglês, ela possui o que os linguistas chamam de cognição inata, que é estimulada pelo contato linguístico, interacional e social em ambientes bilíngues ou multilíngues, ou ambientes artificiais em que duas línguas são utilizadas como meio de comunicação e não apenas como uma disciplina escolar. (THE COMMUNICATIVE APPROACH - ABORDAGEM COMUNICATIVA:  http://www.sk.com.br/sk-comm.html) Para conseguir tal cognição intuitiva, é preciso trabalhar a assimilação natural (language acquisition). Mas o que é assimilação natural?
Aquisição linguística refere-se ao processo de assimilação natural, intuitivo, subconsciente, fruto de interação em situações reais de convívio humano em ambientes da língua e da cultura estrangeira, em que o aprendiz participa como sujeito ativo. É semelhante ao processo de assimilação da língua materna pelas crianças; processo este que produz habilidade prático-funcional sobre a língua falada e não conhecimento teórico; desenvolve familiaridade com a característica fonética da língua, sua estruturação e seu vocabulário; é responsável pelo entendimento oral, pela capacidade de comunicação criativa, e pela identificação de valores culturais. Em metodologias inspiradas em aquisição, ensino e aprendizado são vistos como atividades que ocorrem num plano pessoal-psicológico. Uma abordagem inspirada em aquisição valoriza o ato comunicativo e desenvolve a autoconfiança do aprendiz. Exemplo clássico de aquisição linguística são os adolescentes e jovens adultos que residem no exterior durante um ano através de programas de intercâmbio cultural, atingindo um grau de fluência na língua estrangeira próximo ao da língua materna, porém, na maioria dos casos, sem nenhum conhecimento a respeito do idioma. Não têm sequer noções de fonologia, nem sabem o que é tempo perfeito, verbos modais, ou verbos frásicos embora saibam usá-los intuitivamente. (http://www.sk.com.br/sk-laxll.html)
Mesmo se uma pessoa alcançar algum conhecimento parcial do funcionamento da língua, o mesmo não se transforma em habilidade comunicativa. O que ocorre na verdade é uma dependência predominantemente contrária: compreender o funcionamento do idioma como um sistema e conhecer suas irregularidades, depende de familiaridade com o mesmo. Tanto regras como exceções só farão sentido e encontrarão ressonância quando já tivermos desenvolvido um certo controle intuitivo sobre o idioma na sua forma oral; só quando já o tivermos assimilado. (http://www.sk.com.br/sk-laxll.html)
A idade da pessoa também é um ponto de partida para que ela desenvolva a cognição intuitiva em inglês. Pesquisas no campo da neurolinguística, da psicologia e da linguística já demonstram que, por fatores de ordem biológica e psicológica, quanto mais cedo, melhor. Além disso, até os 12 ou 14 anos de idade a criança ainda tem a capacidade de assimilar o idioma estrangeiro ao mesmo nível da língua materna. (http://www.sk.com.br/sk-monol.html)
Existe uma idade crítica (12 a 14 anos), a partir da qual o ser humano gradativamente perde a capacidade de assimilar línguas ao nível de língua materna. Essa perda é mais perceptível na pronúncia. Até os 12 ou 14 anos de idade, a criança que tiver contato suficiente com o idioma, o assimilará de forma tão completa quanto a língua materna. (http://www.sk.com.br/sk-apre2.html)
Para entender o que é a cognição intuitiva, é necessário compreender o que é intuição.
Intuition is the ability to acquire knowledge without proof, evidence, or conscious reasoning, or without understanding how the language was acquired. (https://en.wikipedia.org/wiki/Intuition).
Intuição é a habilidade de chegar a uma conclusão sobre algo involuntariamente e inconscientemente. Consiste na capacidade de conhecer algo sem de fato entender seu funcionamento. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Intui%C3%A7%C3%A3o)
Existe a possibilidade de uma pessoa que nasceu no Brasil se tornar falante nativa de inglês mesmo morando no Brasil? A resposta é sim. Há evidências e comprovações cientificas que apontam para esta possibilidade, o que é rara, mas não impossível. (When the Teacher Is a Non-native Speaker: http://teachesl.pbworks.com/f/When%2Bthe%2Bteacher%2Bis%2Ba%2Bnon-native%2Bspeaker.PDF) De acordo com a definição de primeira língua na Wikipedia, pessoas que são expostas a duas línguas na infância ou dentro do período crítico podem ter mais de uma língua materna, serem bilingue ou multilíngue. (https://en.wikipedia.org/wiki/First_language) De acordo com o linguista Alan Davies, em seu livro The Native Speaker: Myth and Reality (O Falante Nativo: Mito e Realidade) ele defende que aqueles que têm controle intuitivo do inglês podem ser chamados de falantes nativos, e explica que a nacionalidade da pessoa não é mais um critério para defina-la como tal. (The Native Speaker in Applied Linguistics by Alan Davies: http://www.poileasaidh.celtscot.ed.ac.uk/daviesseminar.html)
A child may be a native speaker of more than one language as long as the acquisition process starts early and necessarily prepuberty. After puberty (Felix 1987), it becomes difficult - not impossible but very difficult (Birdsong 1992) - to become a native speaker. (http://www.poileasaidh.celtscot.ed.ac.uk/daviesseminar.html)
Para alguns linguistas a possibilidade de se tornar falante nativo de inglês, mesmo não nascendo ou morando em um pais de língua inglesa é possível, o que é raro, mais não impossível. (https://www.researchgate.net/profile/Kenneth_Hyltenstam/publication/227827030_Who_can_become_native-like_in_a_second_language_All_some_or_none_On_the_maturational_constraints_controversy_in_second_language_acquisition/links/02e7e533d71248a5e5000000/Who-can-become-native-like-in-a-second-language-All-some-or-none-On-the-maturational-constraints-controversy-in-second-language-acquisition.pdf)

Nota-se também que pessoas que possuem cognição intuitiva inglês categorizadas como bilíngues, inconscientemente mudam de personalidade quando trocam de idiomas. (http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRB50495420080624).
Com todas estas explicações, pode-se dizer que há poucos brasileiros que alcançam a habilidade de ler, escrever, entender, falar e pensar inconscientemente, intuitivamente e involuntariamente em inglês. De fato, a maioria das pessoas que se consideram fluentes em inglês não possuem cognição intuitiva, que é o uso inconsciente das habilidades linguísticas.

Fluência versus Cognição Intuitiva em Inglês

Certo dicionário define fluência como a facilidade de se expressar em outra língua.

Para os linguístas, fluência é a habilidade de ler, escrever, compreender e falar bem em outra língua. Entende-se, portanto que a pessoa fluente em inglês é compreendida pelos falantes nativos de inglês.

Cognição intuitiva em inglês é a habilidade de pensar e falar em inglês intuitivamente, sem a necessidade consciente de raciocínio e análise, e que ocorre voluntariamente.

De acordo com uma pesquisa feita apenas cerca de 5% dos brasileiros são considerados fluente em inglês. Pode-se dizer que estes brasileiros possuem as quatros habilidades linguísticas como ler, escrever, compreender e falar em inglês com facilidade. Observar-se que pessoas classificadas como fluentes em inglês demoram a falar, e escolhem mentalmente as palavras e expressões que elas usarão para se comunicar com outras pessoas que também falam inglês. São diferentes de pessoas bilíngues que leem, escrevem, compreendem, falam, e pensam intuitivamente e involuntariamente em duas línguas. Por assim dizer, os bilíngues em português e inglês, ou inglês e português fazem mais uso de suas línguas no cotidiano. Além disso, pessoas bilíngues se comunicam autenticamente e aprenderam suas línguas de forma natural, através de assimilação natural, já as pessoas ditas fluentes em inglês aprenderam através de uma plano didático-metodológico em sala de aula, ou através de cursos de inglês. Para conseguir tal cognição intuitiva, é preciso trabalhar a assimilação natural. Mas o que é assimilação natural?

Aquisição linguística refere-se ao processo de assimilação natural, intuitivo, subconsciente, fruto de interação em situações reais de convívio humano em ambientes da língua e da cultura estrangeira, em que o aprendiz participa como sujeito ativo. É semelhante ao processo de assimilação da língua materna pelas crianças; processo este que produz habilidade prático-funcional sobre a língua falada e não conhecimento teórico; desenvolve familiaridade com a característica fonética da língua, sua estruturação e seu vocabulário; é responsável pelo entendimento oral, pela capacidade de comunicação criativa, e pela identificação de valores culturais. Em metodologias inspiradas em aquisição, ensino e aprendizado são vistos como atividades que ocorrem num plano pessoal-psicológico. Uma abordagem inspirada em aquisição valoriza o ato comunicativo e desenvolve a autoconfiança do aprendiz. Exemplo clássico de aquisição linguística são os adolescentes e jovens adultos que residem no exterior durante um ano através de programas de intercâmbio cultural, atingindo um grau de fluência na língua estrangeira próximo ao da língua materna, porém, na maioria dos casos, sem nenhum conhecimento a respeito do idioma. Não têm sequer noções de fonologia, nem sabem o que é tempo perfeito, verbos modais, ou verbos frásicos embora saibam usá-los intuitivamente.

Mesmo se uma pessoa alcançar algum conhecimento parcial do funcionamento da língua, o mesmo não se transforma em habilidade comunicativa. O que ocorre na verdade é uma dependência predominantemente contrária: compreender o funcionamento do idioma como um sistema e conhecer suas irregularidades, depende de familiaridade com o mesmo. Tanto regras como exceções só farão sentido e encontrarão ressonância quando já tivermos desenvolvido um certo controle intuitivo sobre o idioma na sua forma oral; só quando já o tivermos assimilado

A idade da pessoa também é um ponto de partida para que ela desenvolva a cognição intuitiva em inglês. Pesquisas no campo da neurolinguística, da psicologia e da linguística já demonstram que, por fatores de ordem biológica e psicológica, quanto mais cedo, melhor. Além disso, até os 12 ou 14 anos de idade a criança ainda tem a capacidade de assimilar o idioma estrangeiro ao mesmo nível da língua materna.

Existe uma idade crítica (12 a 14 anos), a partir da qual o ser humano gradativamente perde a capacidade de assimilar línguas ao nível de língua materna. Essa perda é mais perceptível na pronúncia. Até os 12 ou 14 anos de idade, a criança que tiver contato suficiente com o idioma, o assimilará de forma tão completa quanto a língua materna.

Para entender o que é a cognição intuitiva, é necessário compreender o que é intuição.

Intuição é a habilidade de chegar a uma conclusão sobre algo involuntariamente e inconscientemente. Consiste na capacidade de conhecer algo sem de fato entender seu funcionamento.

Existe a possibilidade de uma pessoa que nasceu no Brasil se tornar falante nativa de inglês mesmo morando no Brasil? A resposta é sim. Há evidências e comprovações cientificas que apontam para esta possibilidade, o que é rara, mas não impossível. De acordo com a definição de primeira língua na Wikipédia, pessoas que são expostas a duas línguas na infância ou dentro do período crítico podem ter mais de uma língua materna, serem bilingue ou multilíngue. De acordo com o linguista Alan Davies, em seu livro O Falante Nativo: Mito e Realidade ele defende que aqueles que têm controle intuitivo do inglês podem ser chamados de falantes nativos, e explica que a nacionalidade da pessoa não é mais um critério para defini-la como tal. Para alguns linguistas a possibilidade de se tornar falante nativo de inglês, mesmo não nascendo ou morando em um pais de língua inglesa é possível, o que é raro, mais não impossível.

Nota-se também que pessoas que possuem cognição intuitiva inglês categorizadas como bilíngues, inconscientemente mudam de personalidade quando trocam de idiomas.

Com todas estas explicações, pode-se dizer que há poucos brasileiros que alcançam a habilidade de ler, escrever, entender, falar e pensar inconscientemente, intuitivamente e involuntariamente em inglês. De fato, a maioria das pessoas que se consideram fluentes em inglês não possuem cognição intuitiva, que é o uso inconsciente das habilidades linguísticas.
Autor Giljonnys
Enviado por Autor Giljonnys em 29/07/2017
Código do texto: T6068014
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Lago da Pedra - Maranhão - Brasil, 31 anos
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