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Preconceito.LinguísticO
 
 
         Adoro Linguística, em suas várias áreas e sub-áreas: sociolinguística, geolinguística, neurolinguística, fonética, fonologia, sintaxe, linguística textual, pragmática, semântica, semiótica, enunciação e análise do discurso (entre outras tantas). Marcos Bagno, por exemplo, é um excelente pesquisador e professor, grande estudioso, no Brasil (por que não?), no trato do tema do "preconceito linguístico" (na área de sóciolinguística). Bom (...) pelo menos até hoje ainda não o vi se contradizer, nem escorregar nas palavras, nessa questão. Mas, mesmo que escorregasse, que mantivesse, ao menos, o cuidado no respeito ao outro (cuja história muitas vezes mal conhecemos). Entretanto, durante a última semana, infelizmente, OUTRO famoso linguista (de quem eu gosto muito), ao tecer suas críticas ao poeta Ferreira Gullar, construiu várias imagens negativas dele, uma delas a de que Gullar seria (na visão desse renomado linguista) um "analista político TIPO TAXISTA".

         Gosto muito mesmo deste renomado linguista brasileiro, mas acho que ele foi muito infeliz nessa caracterização, ofendendo a toda uma classe trabalhadora (ele poderia tomar como comparação qualquer outra classe que a ofensa dele, ao meu ver, se manteria – independentemente de qualquer sobreaviso a respeito de possíveis formas e não formas de politicamente [in]correto). Afinal, não se tratava de um chiste, de uma anedota, de uma piada ou de qualquer outro gênero de texto humorístico. Caso o fosse, por exemplo, não haveria a necessidade de ser levado tão a sério (ao meu ver).

 

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       Gostaria de saber a opinião de vocês, amigos recantistas, sobre infelizes caracterizações como esta ("analista político TIPO TAXISTA"), que de forma discursivamente velada discriminam determinada(a)(s) "classes trabalhadoras" e outras pessoas de forma GENERALIZADA, sem se tomar o devido cuidado da distinção, por exemplo, entre bons e maus "analistas políticos", sejam eles taxistas, sejam eles quem for. A impressão que uma caracterização dessas dá é a de que algumas pessoas (acadêmicos ou não, linguistas ou não, renomados ou não) "parecem", às vezes (naqueles 5min), carregar consigo aquela trágica mania de estufar o peito, se colocando acima de outras pessoas, atropelando-as com pneus, rodas, palavras e tudo mais. Não que 'alguns' taxistas, 'alguns' motoristas, entre 'tantos outros' seres humanos, N vezes também não o façam. A questão aqui que me parece é a da pretensão de querer estar sempre acima de tudo, de todos (o tempo todo).

      Vale lembrar: outras caracterizações análogas a esta que citei (deste renomado linguista) poderiam ser levantadas, por exemplo, em um possível debate: "garota ruim TIPO DE PROGRAMA", "maus leitores TIPO CRIANÇA DE 5ª SÉRIE", "crianças, estudem para futuramente não se tornarem pessoas ou profissionais de pouco prestígio TIPO GARI, TIPO FAXINEIRO(a), TIPO CATADOR DE LATINHA, etc".

      Qual a opinião de vocês sobre isso? Principalmente sobre essa caracterização do linguista em questão sobre Ferreira Gullar (ou melhor: sobre Gullar e sobre os "taxistas") a partir de um enunciado tal como... um "analista político TIPO TAXISTA".
 
Emanuel Angelo
Enviado por Emanuel Angelo em 07/12/2016
Reeditado em 15/01/2017
Código do texto: T5846666
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Emanuel Angelo
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