Arco-íris

Tantos, quantos arcos hão de mirar

Tantas, hajam flechas, hão de sentir

Tantas, hajam letras, hão de soletrar

Tantos, quantos sorridentes hão de só ouvir....

Quantas bocas fechadas querem murmurar

O sentido óbvio de fazer-se ouvir

Quantos olhos fechados hão de se envergonhar

Por estar num muro e se omitir....

Já disseram que o tempo é o senhor da razão

Que a vida é um projeto de pretérita sensatez

Mas fizeram em silêncio toda essa implosão

E em trajes de gala tornaram-se nudez....

Por isso, prefiro as cores,

das íris ou dores

semblantes e amores

pois é hora de recomeçar....

Porque o tempo

É aqui e agora

E, sem demora, é hora de plantar!

Robson Ruas
Enviado por Robson Ruas em 01/09/2012
Reeditado em 21/10/2014
Código do texto: T3860029
Classificação de conteúdo: seguro