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UM BANHO DE ÁGUA FRIA

Fernando havia ganhado uma bolsa de estudos para ir cursar engenharia de produção em São Paulo.
Como ficaria caro para os seus pais lhe bancarem caso ele fosse morar sozinho na selva de pedra, Fernando começou a procurar por alguém nos sites de relacionamento com quem pudesse dividir com ele as despesas residenciais.
Após muito pesquisar, Fernando conheceu Joana, uma bela moça de aparência atraente que morava em Curitiba e estava prestes a viajar para São Paulo para cursar jornalismo na mesma faculdade dele.
Ao se encontrarem já na capital, Fernando e Joana se conheceram e começaram a dividir um pequeno apartamento com dois quartos.
Joana tinha uma procedência misteriosa. Fernando não sabia nada sobre o passado dela porque a moça não gostava de falar sobre isso. Pior ainda, ela não gostava de conversar com Fernando sobre nada. Era bastante reservada. Parecia até que aturava ele só porque dependia do rapaz para se manter.
Mesmo ambos tendo suas diferenças nos extremos, Fernando acabou se apaixonando pela curitibana.
Ele não resistia a tentação que a beleza dela evocava. Loira, seis rijos e avantajados, sorriso mole, corpo bem delineado e escultural, baixinha e, para finalizar a escultura de Michelangelo Buonarroti, olhos azuis da cor do céu.
Toda vez que o rapaz ia para cima dela com uma cantada, Joana dava um fora buscando usar o mínimo de palavras possíveis. Mesmo assim, a harmonia na convivência entre eles foram se mantendo.
Os dois estudavam na mesma faculdade e no mesmo horário. Lá, o mesmo comportamento que Joana tinha com Fernando, ela  também  praticava com seus colegas de turma.
Como no apartamento só tinha um banheiro, eles tinham que dividir.
Todos os dias o ritual por era sempre o mesmo. Após o café, Fernando tomava banho primeiro na água quente do chuveiro elétrico, esperava Joana tomar o seu e os dois iam juntos para a faculdade.
Até que, um dia, Fernando passou a ter sérios problemas com caspa.
Ele encontrou na internet uma matéria que dizia que uma das causas da caspa era o banho na água quente; que a água quente ressecava o couro cabeludo, causando assim a caspa.
Acreditando de que estava no banho de água fria a solução, Fernando decidiu que seguiria esse método de tratamento.
Na primeira vez, foi no dia seguinte de manhã antes de ir para a faculdade.
Ao entrar no banheiro, Fernando mudou o chuveiro elétrico do modo “inverno” para “desligado”. Os botões onde ele realizou a mudança fica acoplado no alto do chuveiro.
Assim que tomou o banho na água que estava bastante fria, ele saiu e Joana entrou.
Instantes depois dela fechar a porta do banheiro, ela vociferou, reclamando a Fernando de que ele havia mudado o modo do chuveiro e se esquecido de mudar para a água quente. Como ela tinha a estatura baixa e não alcançava o botão, pediu que Fernando entrasse no banheiro para mudar.
Quando ele entrou, viu que detrás da porta estava Joana, coberta com uma toalha curta que deixava à mostra suas cochas grossas e salientes. O chão estava bastante escorregadio. Naquele momento, as cochas de Joana distraiu tanto a atenção do rapaz , que por pouco Fernando não caiu após sofrer um escorrego.
Vez e outra Fernando olhava para as cochas de Joana com o rabo dos seus olhos. Ele agia devagar. Queria que aquele momento durasse uma eternidade.
Até que, impaciente, a jovem reclamou da lerdeza do rapaz e foi que rapidamente ele entrou no box de vidro de mudou o modo do chuveiro. Nesse momento, Joana escorregou-se e caiu sentada no chão e com as pernas abertas, deixando à mostra, o tesouro que Fernando tanto almejava conquistar.
Porém, ao invés de ter uma explosão de desejos, Fernando ficou perplexo ao olhar para o baú do tesouro. Viu de que lá dentro o que havia não era uma perereca.
Era uma jararaca!
Helenilson Martins
Enviado por Helenilson Martins em 14/11/2017
Reeditado em 15/11/2017
Código do texto: T6171767
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Helenilson Martins
Santo André - São Paulo - Brasil, 21 anos
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1 e-livros (91 leituras)
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Helenilson Martins