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Vovô Albuquerque



     Quando me dei por gente já o chamavam de vovô Albuquerque. E era assim que toda a molecada o chamava. Magrinho, sorridente e brincalhão, a todos chamava de canalha. “Canalha, meu filho, faça-me um favor.....ô canalha, me ajuda ali.” Pelo visto, não sabia o nome de ninguém. Usava um par de óculos grosso que, sempre que fitava alguém, olhava pela  parte de baixo do óculos, levantando o rosto para cima. Estava sempre usando um boné que, quando o tirava, deixava ver um halo de cabelo branco circundando toda a cabeça.
A casa dele e da vovó Maria, sua esposa,  era a última da rua, quando localizada do centro para a final da rua e a primeira no sentido do “canal grande” para o centro, olhando o inverso. Em frente da casa havia um lindo bambuzal, que sombreava todo o alpendre, onde, em sua cadeira de balanço, passava as tardes em ternas lembranças vividas.
Sentado em sua cadeira de balanço, como a contemplar o infinito, assim morreu vovô Albuquerque.
Hoje adulto, despojado dos atributos de criança, conservo ainda em minha memória, a figura linda daquele velhinho, tão querido por todos nós.
Dmir Pessoa
Enviado por Dmir Pessoa em 10/01/2017
Código do texto: T5878067
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Dmir Pessoa
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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