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Entrevista com o Fotografo Sidney Salú.

Qualquer profissão que exerça tem seu valor não importa o que falem, valorize seu trabalho e será valorizado.


Perfil profissional:

   Um profissional que tem grande experiência na arte  fotográfica e documental, sobre tudo na produção de imagens em preto e Branco.
   Sidney Salú, é proprietário e laboratarista do Lab Extra, laboratório profissional especializado em fotografia preto e branco, há 16 anos no mercado, situado no bairro da Lapa, em São Paulo.

 Segue a entrevista:


1.  Como se deu o início à percepção, ao gosto pela fotografia e trabalho que hoje exerce?

    Desde criança gostei de fotografia, mas não tinha a percepção de que no futuro poderia ser minha profissão. Minha formação acadêmica é em Economia. Logo após me formar fui trabalhar em uma produtora de comerciais de televisão, como responsável pelo controle de custos das produções. Essa função me levava a ter muito contato com o dia a dia das filmagens. Observando esse ambiente, agora de maneira profissional, aquele interesse de criança pela fotografia retornou com muita força. Busquei me informar qual era o melhor curso de fotografia na época (SENAC) e me dediquei a estudar aquilo que de hobby viria a se tornar minha profissão.

2.  Quem são suas maiores influências no universo da fotografia?

      Meu primeiro contato com a fotografia foi em preto e branco, logo, Ansel Adams e Cartier Bresson, entre os estrangeiros, são os meus preferidos. Temos grandes nomes nacionais como Cristiano Mascaro, Pedro Martinelli e Sebastião Salgado entre os que mais me inspiram.

3. Para cliques bem executados, quais são os pontos primordiais a serem considerados?
    1º) Ter bem claro o objetivo final da foto, 2º) Ter domínio do equipamento, 3º) Colocar sua “assinatura” (estilo) na foto, aquele diferencial que faz com que todos saibam que você é o autor e finalmente com o seu trabalho transmitir sua mensagem sobre aquilo que está fotografando.

4.  Música, literatura, pessoas… O que mais te motiva a fotografar?
   O cotidiano é a minha grande motivação. O fato de registrar um fragmento da história humana é inspirador. Para chegar a esse objetivo busco intervenções humanas nos costumes, festas, artes, arquitetura e natureza.

5.  Você viaja muito a trabalho? Isso é uma vantagem da profissão?

      Viajar inegavelmente acrescenta conhecimento e todo novo conhecimento aprimora seu trabalho. Mas com a internet o mundo ficou muito mais a nossa mão. Claro que estar pessoalmente em um lugar faz com que você tenha a sua percepção, enquanto o mesmo lugar visto apenas pela internet estará contaminado pela percepção de quem registrou, o que não invalida “viajarmos” pelo mundo através da internet.

6.  Qual foi o evento em que você mais gostou trabalhar?

        Dois trabalhos me dão muito orgulho de ter feito, não só pelo resultado fotográfico final como por ter mergulhado em dois mundos que nunca havia tido contato.
     
      O primeiro foi um trabalho onde eu deveria registrar a evolução de uma obra de ampliação de um campus universitário aqui em São Paulo. A princípio era apenas para registrar a evolução arquitetônica da obra, mas sugeri que fotografasse também as pessoas envolvidas nesta obra, o que foi aceito. O contato com os trabalhadores e a valorização de seu trabalho deixou o resultado final muito melhor. A mensagem que fica é que aquela estrutura grandiosa e bonita não surgiu ali do nada, mas da união de muitas mãos em busca do mesmo objetivo.
   
      O segundo trabalho foi para o livro “Contos de Caminhoneiros”. Ter contato com os caminhoneiros e ouvir suas histórias foi algo muito marcante. Entender suas angústias, necessidades e dificuldades do dia a dia me fez ter muito respeito por esses profissionais.

    7.Qual foto, clicada por você, tem um significado especial? E por quê?

Essa foto é parte do livro “Contos de Caminhoneiros”. Como parte do mundo dos caminhoneiros fui fotografar a Fórmula Truck. Recentemente havia falecido o Aurélio Batista Felix idealizador e criador da categoria. Cabia a mim homenageá-lo através de uma foto. Há três dias fotografando o evento e nenhuma inspiração ainda havia surgido para a homenagem. É então que surge a minha frente a “Cabine Vazia”, um cockpit vazio com um capacete (onde bate um brilho do sol) e um par de luvas, pronto à homenagem está feita. O papel do fotógrafo é esse, estar atento a tudo que o cerca e ver que as coisas mais simples podem se tornar grandes fotos.

8.Qual é seu tipo de fotografia preferido? E por quê?
     
O cotidiano é o que adoro fotografar. Às vezes a figura humana não aparece explicitamente nas minhas fotos, mas tudo que fotografo tem de alguma maneira a intervenção humana.

9.  Quais são os teus objetivos para o futuro?

     Cheguei num ponto da minha vida que sinto a necessidade de transferir o conhecimento que adquiri ao longo dos anos. O projeto “Sob Nova Luz” tem sido perfeito para atingir esse objetivo. Estivemos com vocês em Tocantins no ano de 2013, agora em 2014 será no Espírito Santo. Esse contato com os jovens e fazê-los despertar para o mundo da fotografia me faz ver que escolhi a profissão e o caminho certo.

10. Se possível, deixe uma mensagem para nossos visitantes que, assim como você, amam fotografar.

Quero agradecer a possibilidade de falar um pouco sobre a minha vida como fotógrafo. Aos que curtem fotografar, busquem a cada dia aprender mais, pesquisem referências e exercitem o seu olhar. A internet é um grande facilitador nas pesquisas e divulgador dos seus trabalhos. Mais importante que ter um equipamento fotográfico de última geração, é você e seu conhecimento para utilizá-lo.

OBS: Para ver a foto da pergunta 7 acesse o link da entrevista lá você irá encontrar outras fotos do SIDNEY: https://atytude10.blogspot.com/b/post-preview?token=mHuK6FUBAAA.7oo1zj8Td-xPmvQrmlDkwYYFojhl1tR6ZfxzT7_qv7e9XEYoDGylYXcwlCiSU03TgpuRN7gCUz-5hvxEpJ4Rqw.JdtI4w3Wh_QJpmPeCk9kOA&postId=958350702060621821&type=POST


E PARA CONHECER MAIS DO TRABALHO DO SIDNEY ACESSEM:
http://www.labextra.com.br/


Wellengton ArCam
Enviado por Wellengton ArCam em 13/07/2016
Código do texto: T5696977
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Wellengton ArCam
Porto Nacional - Tocantins - Brasil, 21 anos
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