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REFLEXÕES EM FAVOR DA ARTE

Uma arte profundamente genial, criativa e autêntica; bem como uma arte revolucionária no seu ímpeto de exprimir uma verdade que edifique a alma de seus apreciadores, não é aquela que, para se promover, se presta ao serviço de representar a promiscuidade, a imoralidade e a perversão sexual. Ora, uma arte que tem como objetivo apenas instaurar uma ideologia que vai contra a vida e a humanidade que ainda resta no coração dos homens, não tem e nunca terá qualquer credibilidade na alma daqueles que valorizam profundamente a amizade, a integridade e o amor.

Pois a verdadeira e autêntica obra de arte (aquela que não se corrompeu em favor de uma agenda, e que não se perverteu em troca de prestígios banais) sempre buscará expressar uma luz de verdade que possa resplandecer na consciência dos seres humanos, despertando-os para uma determinada situação ou vivência. A arte mais elevada e genial, portanto, é aquela que clareia com a sua linguagem o mistério mais recôndito de nosso ser e, além do.mais, nos faz refletir sobre as complexidades de nossas relações com o nosso mundo circundante. Do contrário, se tornará um instrumento em prol da desumanização, da banalização e da alienação dos homens; além de servir como propaganda ideológica, uma propaganda que apenas incentiva ou incita a destruição de qualquer valor mais elevado que ainda possa prevalecer nas consciências individuais e coletivas.

O que podemos esperar de uma arte que cria uma linguagem vazia de honestidade-- uma arte que transmite valores anticristãos--, a não ser um incentivo ao desrespeito e a intolerância?

O que podemos pensar de uma ''manifestação artística'' que incentiva as práticas imbuídas de aberrações humanas, práticas essas cheias de atrocidades, deturpações e orgias, senão que existem tentativas de ridicularizar as virtudes essenciais para os homens viverem em harmonia e singela comunhão?

O que podemos fazer quando presenciamos homens capazes de incentivar com seus quadros (e demais trabalhos artísticos) a pedofilia, a blasfêmia, as heresias, a libertinagem, a zoofilia e muitas outras formas de bestialidade, senão denunciar, com coragem, tamanha intransigência?

E, por fim, o que podemos sentir com tantas aberrações em pauta, a não ser repugnância, aversão e revolta, especialmente nós que prezamos pelo valor da dignidade humana?

Com tantas inquietações e interpelações levantadas, ficar calado diante de uma situação dessas é ser condescendente com o engano; é permitir, quando temos a condição de nos posicionar contra, que o nosso pais seja invadido por uma avalanche de incoerências, fraudes e concepções embrutecedoras da espiritualidade dos homens.

É necessário entender que nem tudo pode ser justificado em nome da arte, pois se abríssemos tais exceções, certamente seríamos condescendentes com o engano, com a iniquidade e com a perversidade manifesta em certas produções artísticas. Sem dúvidas, é um grande contrassenso pensarmos que o artista, seja lá quem for, está acima do bem e do mal como se fosse uma divindade que merecesse a adoração do povo pelo seu telento extraordinário.

Não faz sentido, pois, produzir algo criminoso e hediondo, cujo objetivo é mascarar intentos perversos com uma fachada resplandecente de obra de arte. Homens que agem assim, só propagam, anda que de forma bem sutil, pensamentos ou mensagens imbuídos de hipocrisia e mentiras. Na justificação de que produzem uma arte e em meio as leis que os assegura, conseguem viver nas sombras da impunidade, tentando, com suas monstruosidades, convencer as pessoas sobre o fato de que devessem merecer qualquer apreço ou credibilidade.

Na contramão desses artistas que se alimentam de mentiras e ilusões, invertendo os valores espirituais, existem os artistas geniais que exprimem conteúdos cheios de universalidade e beleza. Pois um bom artista, um artista autêntico, é aquele que cria algo capaz de despertar os seres humanos para o mundo em que vivem, numa tentativa de expressar uma linguagem impregnada de inconformismo, revolta e protesto contra tudo o que desfavorece a vida.

Um grande artista, portanto, é aquele que cria algo, cuja conteúdo é capaz de ensinar os homens sobre os esplendores da beleza, do amor, da verdade, da devoção, da liberdade e de tudo o que há de mais sublime. Sem os bons artistas com suas grandes obras-primas viveríamos, de fato, encurralados pelas mentiras de nosso século, mentiras com vestes de verdade absoluta.

Ainda bem que temos em nosso pais excelentes romances, contos, reflexões, ensinamentos, poesias, quadros, músicas...assim podemos discernir com maior profundidade sobre o que constitui uma verdadeira obra-prima. Então, se pararmos para refletir, seremos capazes de discernir sobre o que foi promovido no Brasil há alguns dias atrás: um evento inescrupuloso patrocinado pelo banco Santander, cuja repercussão foi tão negativa, ao ponto de gerar inconformismo, reflexões e incríveis contestações. Não foi somente um atentado contra o bom senso, mas também contra a família brasileira e ao Deus soberano. Felizmente, a revolta gerada por tamanha afronta contra a humanidade do homem produziu resultados positivos, resultados esses que foram capazes de impedir a divulgação do grotesco, a qual quis dar a impressão de que tamanha imundície fosse considerada como algo ''normal'', ''correto'' e "compreensível"!
Alessandro Nogueira
Enviado por Alessandro Nogueira em 12/10/2017
Reeditado em 18/10/2017
Código do texto: T6140801
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alessandro Nogueira
São Caetano do Sul - São Paulo - Brasil, 32 anos
368 textos (8128 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/10/17 03:28)
Alessandro Nogueira