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As Vivências Cristãs

O viajante ao viajar busca entende-se melhor a si mesmo e ao olhar o mundo em outras perspectivas. O autoconhecimento é ainda uma das facetas do longo processo que é a viagem em si mesma ao longo da vida, pois a viagem é um processo.

Trata-se de uma fuga não declarada dos problemas familiares e cotidianos que azedam semanas e dias, e a fuga serve para isso, cada viajante parte em busca de uma aventura que possa viver em paz e tranquilidade durante alguns dias da sua vida.

A busca por aventura ou experiências agradáveis deve também fazer parte do pacote, é uma parte importante de todo o processo, é um esforço para sair da rotina, e requer planejamento e outros detalhes como preparar malas. Nesta coluna , eu abrirei um longo parenteses, relatar acerca da minha viagem de cinco dias em Santa Catarina. Sendo mais específico na cidade de Tigrinhos, na companhia de um amigo de infância.  Na  nova série que pretende finalizar falando acerca da experiência religiosa dos hospedeiros que muito bem me receberam em sua casa.

Sinceramente , não é uma tarefa fácil de transformar tudo em uma experiência estética. O viver cristão exige um conjunto exato de sacrifícios e uma boa renúncia das ideologias. Esse compromisso  tem um grande conteúdo  sobre esperança, algo essencial para o devocional cristão.

Viver o Cristo do Cristianismo desafia um Mundo Líquido em que os valores se derreteram gradualmente durante a virada do século XX para o século XXI. Ser cristão conforme o Cristo ensinou requer sérias mudanças , exatamente em um mundo onde as minorias desejam ter sua voz audível , em tempos de conflitos e riscos. Ao que parece isso é claro na vida devocional do casal de hospedeiros , isso é um elemento interessante a ser analisado.

Isso reflete intencionalmente um olhar diferente para a vida, um olhar diferenciado para as questões cotidianas que basicamente dependem de sua atenção como pessoas bem formadas e realmente informadas consoante sua fé em Deus , pois deseja ter um coletivo de adoradores fiéis, parece um desafio concreto para os perseverantes.

Viver o Cristo , requer entender o significado original do vocábulo cristão, pois em grego koiné significa de forma exata e autêntica significa ser um pequeno Cristo em seu cotidiano , pode ser  realmente um contraponto ao modo de vida secular , ser um contraponto , ser contra a corrente , em um mundo desigual é realmente um desafio aos fortes e aos fracos.

Exatamente aí reside uma infinidade de riscos pessoais e coletivos, como pensamos conforme Cristo? Significa assim  ter uma mentalidade absolutamente cristã  á posteriori requer boas experiências como o Deus do Cristianismo , parece uma pequena brincadeira, mas não existe cristão verdadeiro que não conheça o Cristo realmente.

Negar o sistema ideológico secular é de fato remar contra á maré,essa vivência traz algumas claras evidências que são puras e exatas , ter um alto padrão de moralidade e justiça é uma boa evidência externa que demonstra que alguém realmente cristão, e saber renunciar seus desejos.

Cada cristão deve evidenciar uma mudança não só estrutural , mas de ordem moral  parece que ser cristão meu caro leitor, você precisa de ter um esforço tremendo para ser um cristão verdadeiro. A título de informação convém que se faça um distinção entre 'crente', 'cristão', e 'devoto'. O primeiro acredita em qualquer coisa, em ovnis por exemplo. O segundo busca somente refletir a imagem de Cristo em sua vida  em todo momento de sua vida. E o último se dedica intensamente a fé religiosa de qualquer credo.

Indica por outro lado , que ser cristão verdadeiro requer um compromisso para a  vida toda, sem o direito de voltar para trás, no cristianismo olhar para trás é um risco de queda livre. Assim olhar para trás é um código para não ocorrer derrota , pode se transformar em uma estátua , esse e o relativo risco.

Assim passamos das intenções para as ações que na verdade são grandes sanções de uma vida , os teólogos gastam horas e dias discutindo acercados valores elementares da fé cristã, pois a mesma não complexa como o Islã , o Confucionismo, Hinduísmo e outras. Mas também precisam de teólogos como outra forma de credo para esclarecer os pontos problemáticos da mesma.

Silenciosamente, falei até o momento da fé em si. Agora devo falar de forma amistosa do confronto entre um teólogo e um sociólogo dos tempos atuais ,de um lado temos Hans Kung um teólogo antenado aos dilemas do mundo moderno. E m outro lado , temos um sociólogo Zigmunt Bauman também bem preocupado com  as  angústias  da vida atual em Mundo Pós-Moderno.

Cada um com sua especialidade argumenta com extrema força sobre os males que abatem a humanidade. O teólogo Hans Kung aponta que no mundo falta a ética para nortear os posicionamentos individuais e respeitar as diferenças é o primeiro passo para isso , e vai ainda mais além. Ele considera relevante recuperar o papel do cristão no mundo moderno.

Realmente ao apontar a falta de ética no Mundo Pós-Moderno , é encarar um desafio constante . A sua formação no mundo teológico lhe favorece em alguns poucos aspectos , mas diretamente ele confronta com o sociólogo Bauman, pois o mesmo aponta para um derretimento gradual dos antigos valores sólidos da civilização cristã.

E nessa arena os dois propõe diversas saídas para crise no mundo, no caso sem procrastinação. Devo pender para onde o teólogo aponta com firmeza, ele ainda diz que foi um fracasso do capitalismo globalizado  norteado pela Europa.Em outra ponta o sociólogo indica que a culpa do consumismo excessivo que destrói a cada dia a humanidade , com extrema velocidade em tudo se tornou líquido como o medo, o amor e as relações interpessoais.

Sinistramente , o sociólogo parece ter certa razão, mas o teólogo na verdade é um guardião dos valores que se derreteram com certa velocidade  virtual. As igrejas tem essa função orgânica de resgatar esses valores. Kung diz que os cristãos deixaram de se parecer com Cristo que pregam e  cantam, por esse motivo , o mundo entrou um colapso.

Talvez o teólogo com sua posição revele algo a mais que o sociólogo não conseguiu ver com certa ombridade. Ao apontar um problema de seriedade absoluta , Kung ignora a tal Pós-Modernidade tão defendida por seu rival nesse debate tão contundente , entende que a crise temporal realmente é temporária e nada mais além disso , pode ainda verificar a ausência de ombridade das pessoas e do mau-caráter de muitos que carregam o poder.

Assim aqui resta-me apenas realizar uma possível conclusão de que meu caro leitor já está acostumado e indicar os livros dos escritores citados , em primeiro lugar , os dois escritores convergem um ponto simbólico bem sinistro também a humanidade está em crise existencial , os dois nisso concordam efetivamente. Esse acordo parcial, não afasta as divergências que existiram ao longo deste  debate.Em segundo lugar , eles confrontam nas identificação das causas dessa situação sintomática reversível.

Silenciosamente, o teólogo com certo monergismo aponta para uma situação de vida prática comuns aos gabinetes pastorais , para ele é simplesmente falta de ética e nada a mais que deva ser acrescido  ao contexto bem complexo que vemos no mundo atualmente . Esse senso da ausência de uma prática de um Cristianismo vibrante cobrado pelos apóstolos em suas epístolas gerais e pastorais. Em último lugar,Kung teve uma observação atenta da prática cristã  em seus esforços detalha nos livros escritos e palestras pelo mundo afora. Agora eu indico ao leitor , a obra '44 Cartas de Um Mundo Líquido Moderno' de Zigmunt Bauman, e a obra 'Por que ser cristão ainda hoje?' de Hans Kung, tenha uma boa leitura e nos acompanhe nesse canal.
JessePensador
Enviado por JessePensador em 11/08/2017
Código do texto: T6080475
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Sobre o autor
JessePensador
Santana de Parnaíba - São Paulo - Brasil, 33 anos
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