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O Saber, a Questão e a Explicação

O viajante ao viajar busca entende-se melhor a si mesmo e ao olhar o mundo em outras perspectivas. O autoconhecimento é ainda uma das facetas do longo processo que é a viagem em si mesma ao longo da vida, pois a viagem é um processo.

Trata-se de uma fuga não declarada dos problemas familiares e cotidianos que azedam semanas e dias, e a fuga serve para isso, cada viajante parte em busca de uma aventura que possa viver em paz e tranquilidade durante alguns dias da sua vida.

A busca por aventura ou experiências agradáveis deve também fazer parte do pacote, é uma parte importante de todo o processo, é um esforço para sair da rotina, e requer planejamento e outros detalhes como preparar malas. Nesta coluna , eu abrirei um longo parenteses, relatar acerca da minha viagem de cinco dias em Santa Catarina. Sendo mais específico na cidade de Tigrinhos, na companhia de um amigo de infância.  Na  coluna sobre a minha viagem ao Sul , falarei acerca do saber , a questão e a explicação.

O hospedeiro e eu tecíamos algumas considerações acerca do saber. Então surgiram algumas perguntas fundamentais sobre a sua origem definitiva do conhecimento. As  seguintes perguntas foram  estas: O que é realmente conhecimento? Qual a origem do conhecimento? Como se usa o real conhecimento?

Sabendo que o saber possui uma rasa definição , o saber pode ser definido como uma conexão entre a teoria e a prática cotidiana que produz uma certa sabedoria , um conhecimento experimentado e acertado de situações da vida que carecem de decisões precisas.

A sua origem  foi descoberta com certa precisão e apurada dedução da nossa parte. Mas vamos descobrir honestamente quem o sujeito que dá conhecimento ás pessoas limitadas e puramente humanas. Conferimos a Deus essa responsabilidade , que já são tantas que a humanidade lhe atribui gratuitamente por seus sucessos e insucessos. Convém aqui distinguir o conhecimento e a sabedoria , o primeiro no sentido lato serve para situações de simples complexidade , já a segunda é exigida em situações de grande complexidade , ela seria uma iluminação superior advinda do próprio Deus.

Bem , ele deve ser usado com pouco de ironia  shakespeariana para lidar com as lides sequenciais da vida que se amontoam em nossa vida exigindo soluções imediatas para todas possíveis dificuldades que a vida pode apresentar em momentos não muito agradáveis , em que menos esperamos.

E saber de que é preciso um pouco de  ironia para eivar algumas  situações e lidas da vida , tudo é necessário para se levar uma vida boa , mas nem tudo é correto para se ter uma vida. O conhecimento apenas separaria uma da outra , e nada mais . Por outro lado, a sabedoria traria situações práticas da vida  para lidar com a segunda afirmação.

Realmente devemos buscar não só o conhecimento formal e acadêmico , mas também o conhecimento informal que se registra em nosso cotidiano com muita velocidade que consomem os dias e a vida, eles dois tipos de conhecimento estão conectados, não desligados  como muitos pensam   atualmente.

A perguntas vão e voltam continuamente com força e decisão, a pergunta indica com perseverança  com eficácia a existência de uma dúvida não sancionada que carece de ser atendida com rapidez tamanha , visivelmente importante na formação  pessoal do ser humano em sua plenitude. Ela é sinônimo de insegurança e situações de risco que a vida pode apresentar.

Quando realizamos uma questão, apenas traduzimos a ideia  de incerteza e exata insegurança acerca de uma informação de que não possuímos em nossas mãos , essa informação assegura sobre uma certeza de que passamos a ter com veracidade e honestidade  recém-adquirida.Esse ponto de vista fornece uma visão panorâmica do realmente se pretende obter em geral as perguntas obedecem a uma linha de raciocínio básico e compreensível á todos que ouvem indiretamente a pergunta.

Usualmente, a pergunta corresponde a quatro níveis de dificuldade que são os seguintes em apreço: primeiro a ideia de afirmação ou negação de algo que foi assim solicitado,  ao questionado em termos práticos e exatos correntes em nosso cotidiano.

E segundo tipo sãos as perguntas retóricas são interrogações que não tem como objetivo obter uma resposta, mas sim estimular a reflexão do individuo sobre determinado assunto.A pessoa que faz uma pergunta retórica já sabe a resposta do questionamento feito, visando ajudar o destinatário da interrogação a refletir ou a entender determinado tema, assunto ou situação.A pergunta retórica pode possuir um caráter de ironia ou sarcasmo.

Sinceramente, essas da segunda natureza são usadas por filósofos e cientistas das áreas de humanas que as vinculam a textos de natureza hermética que por uma vez ou outra, essas questões a imensidão do questionamento que o ser humano pode possuir ao longo da vida.

Todavia se direcionando para terceiro e quarto tipos de perguntas.O terceiro tipo diz respeito a relação causa e efeito , em que sempre  comparece o motivo da pergunta e uma resposta tanto exata quanto nem tanto profunda , nisso envolve falar sobre a ausência de  formalidade cultural e de exatidão concernente aos riscos que a pergunta busca  guarnecendo um caminho.

Assim ainda falta a quarta e última tipologia de pergunta que abrange a ideia de modo que é feita pergunta ao questionado pelo questionador . Parece apenas um tique estruturalista normal ao se referi a  ideia de forma comum no mundo literário.

O tamanho da estrutura indica um desafio ao formato ideal de se formular uma pergunta adequada e coerente que obedeça o contexto que se insere , esse contexto demanda ideia novas também acerca da explicação.Nisso abrange a quem se direciona a pergunta e demais ideias concernentes personalizadas e moralmente aceitas.

E por fim chegamos na ideia de explicação, ela cumpre o seu papel de esclarecer ás dúvidas existentes de pessoas com uma enorme falta de informação ou capacidade de decisão, as pessoas que sofrem por isso, a tamanha dificuldade reside em montar uma conexão entre as informações e o contexto. A explicação por extensão , tem a função de nota de esclarecimento  ao questionador.

As explicações atendem a dimensão da pergunta realizada e o contexto onde foi formulada , a dimensionalidade da pergunta confere um status de confiança ao questionador , essa ideia tem um risco de animar os desanimados e abatidos generosamente pelos desafios da vida.

Explicar é dimensionar o desconhecido pelo conhecido, ao aplicar essa visão dimensionalista , costumeiramente damos como um complemento a um exemplo hexáplico ao contexto, e inferimos alguns caminhos que deveriam ser destrinchados ao longo da explicação.

Xaropando alguns breves comentários dados que antecipem uma explicação que servem como uma nota introdutória a serviço da resposta , a introdução é um meio caminho antes da verdadeira resposta , em que as pessoas respondem preparam outras que irão receber a dimensão da resposta.

Preparar uma resposta requer estruturar o conhecimento enciclopédico adquirido  de maneira que se torne compreensível a dimensão do questionador, em termos práticos  e complexos.

Legalmente, quem responde as dúvidas fornece um aparato cultural superior a quem questiona.O disparate fica nesse momento , a resposta divide a ideia de ignorância  e conhecimento, a ignorância declara uma completa escuridão e profundo silêncio.O expositor tem por função transmitir a verdade explicativa em detalhes mínimos e claros dando funcionalidade da resposta.

Indicar um caminho a função clara do expositor para os demais que formulam a pergunta , um caminho que pode ser aplicado por todos e a todos que lhe ouvem naquele momento , como um típico contador de estórias de certas tradições. Ao explicar ele dá uma compreensão ao contexto a ser descrito.

Cada explicação atende um tamanho de pergunta que foi de algum momento formulado por alguém que precisa saber de algo realmente novo e interessante de certo modo providencial ao coletivo que ouve a resposta dada e atendida por um outro alguém.

Assim a resposta transfere ao expositor a ideia de formalidade cultural que o contexto formalmente exige e exibe ao ouvintes com uma textura suave a todo se tornando entendido e compreendido, pois a explicação traz uma enorme compreensão personalizada.

Cada expositor tem uma forma específica de esclarecer as dúvidas de alguém, a forma  não segue terminantemente um modelo especial, literalmente uma explicação tem a preocupação de sanar uma dúvida permanente que impede de acrescer novos entalhes e detalhes  descritivos.

Acrescer detalhes descritivos a explicação , nenhuma explicação vem sozinha e sempre ganha um coloração nova ao ouvinte , que aceita formalmente essa nova informação adensa ao contexto , que segue assim um caminho prudente  e frio que desencanta  os encantados. Encaminhando-se para o final que requer uma reafirmação pessoal acerca do tema em apreço.

O leitor ansiosamente requer uma conclusão definitiva , mas o desafio fica concernente ao leitor. As nossas percepções indicam que o risco é maior para quem recebe essa missão, o expositor descreve as realidades em respostas diretas e comuns. Reporto ao leitor que a ideia de explicar e perguntar algo traduz a ideia de ignorância crassa que derruba a humanidade desde os tempos imemoriais. Por outro lado , tenho que indicar ao nosso caro leitor  a seguinte leitura, 'Notícias' de Alain Botton, e a leitura sugerida pelo tema tratado acima.
JessePensador
Enviado por JessePensador em 11/08/2017
Código do texto: T6080472
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Sobre o autor
JessePensador
Santana de Parnaíba - São Paulo - Brasil, 32 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/08/17 19:48)