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A FALÊNCIA DA RAZÃO, DO RELATIVISMO E DO PROGRESSO

Atrofiados pelo engano de uma míserável ideologia sem transcendência e amputados da perspectiva de uma redenção espiritual para o ser humano, consequentemente tornando-os cegos, insensíveis e adormecidos espiritualmente, ínúmeros intelectuais tem disseminado pelo mundo afora ideias facínoras e anticristâs. Ensinam, com seu brilhantismo retórico, doutrinas estéreis e sem qualquer reverência por uma verdade inefável e reveladora, sem ao menos manifestar qualquer temor e consideração por uma uma Divindade Onipresente, Onipotente e Onisciente.

Um mundo cada vez mais globalizado, ao mesmo tempo esvaindo do coração dos homens a confiança na verdade absoluta ou ainda de qualquer perspectiva baseada nos ensinamentos Judaíco-cristãos, não tem outro caminho senão a ausência de sentido e a decaída no absurdo da total insignificância da vida frente a tantas catástrofes (...) Tal é o projeto realizado tanto pelos governantes do mundo, tanto por intelectuais, sem falar de comunistas, ateus, gnósticos, doutores e cientistas inescrupulosos ensinando depravações. Em resumo, ambos preparados para realizar o projeto de arruinar, com suas façanhas desumanas e sanguinárias, o que há de mais precioso no homem: a sua espiritualidade e o seu profundo anseio pela transcendência em Deus.

Numa sociedade onde o relativismo tem se fortalecido, há muitos homens de formação erudita defendendo, tanto nas escolas, quanto nas universidades, doutrinas que defendem de forma dogmática e inconsequente o progresso da civilização; são pessoas confiantes num projeto, porquanto consideram unicamente a razão humana suficientemente capaz de mudar o rumo da humanidade para melhor. De forma cega e estupidamente religiosa (e hostil ao pensamento metafísico), se perdem na insanidade de confiar na capacidade humana em reverter a miséria espiritual e social que oprime as sociedades espalhadas pelo mundo.

Tais conteúdos transmitidos no mundo acadêmico, ao invés de orientar as pessoas com sabedoria e conhecimento, as desviam mais ainda da verdade, de tal modo que se perdem em vãs especulações ao longo de sua formação intelectual.

Tais pessoas, desprovidas de uma concepção de redenção para a libertação do ser humano; e ao gritarem seu ódio contra as instituições e o capitalismo, se perdem na arrogância e na insolência, não tendo outro destino senão se ofogarem numa concepção materialista e gnóstica de mundo. Á medida em que se tornam ofuscados com seu próprio orgulho, trabalham de maneira desonesta para arruinarem a crença dos homens na vida eterna, crença essa que foi tão bem ensinada por Cristo e seus discípulos. Para dizer com honestidade, todo o sistema educacional foi estruturado para aniquilar qualquer sonho pela eternidade e também qualquer busca pela libertação completa das opressões de nossa civilização.

Não podemos deixar de lembrar que Heidegger, filósofo que fez inúmeros questionamentos sobre a verdade e sobre o sentido do ser, havia criticado a filosofia ocidental por ter negligenciado essas questões, ocasionando, através do pensamento filosófico e científico, o ocultamento do ser. Contudo mesmo esse pensador, ao romper a amizade com seu mestre de origem judaíca, Edmund Husserl, não ficou imune as seduções promovidas pelo regime nazista, de tal modo que veio, durante a ascensão do regime, a se perder no meio de seu percurso intelectual; enfim, se pervertendo entre tantas promessas, apelos e crenças insensatas criadas pra ludibriar uma nação inteira.

Penso que ao invés do desvelamento do sentido do ser, surgiu uma maneira de pensar que foi capaz de ter alienado o homem quanto ao seu destino e quanto as suas descobertas mais íntimas.E as ciências, desenvolvendo inúmeras técnicas que deram mais comodidade e praticidade à vida humana, provocaram o afastamento das verdades essenciais do homem, conduzindo, por outro lado, a civilização ocidental ao absurdo e ao desespero, sem falar das monstruosas guerras atômicas em meados do século XX eterminando inúmeras vidas inocentes.

Apesar da increduidade que impera em nossa sociedade industrial e massificante, ainda existem homens que são dotados da capacidade de desafiar a lógica e a frágil racionalidade humana com uma sabedoria proveniente dos céus.

Mas com tamanha insensatez e maldade tamando conta do coração de muitos homens, é provavel que muitos sintam uma sensação de desamparo, dando explicações para o mundo sem levar em consideração qualquer fundamento que possa nos proporcionar esperança, consolo e paz para nossas vidas.

Vivemos num tempo em que o homem é concebido, ainda que de forma velada e camuflada, como a medida de todas as coisas. Em nossa época, presenciamos o fenômeno do homem crendo apenas nele mesmo para resolver suas cisões internas. Aos poucos, os homens tem suprimido de seus corações qualquer crença num Deus soberano e salvador de uma humanidade decaída.

Portanto, há pessoas que, embuídas de um humanismo insensato e agindo, paradoxalmente, com pouca humanidade, levam a cabo a crença de que seus ensinamentos são e serão suficientes para proporcionar um verdadeiro entendimento para o mundo em que vivemos.

É triste pensar que essa situação existencial e espiritual em que muitos se encontram, é resultado da velha vaidade humana, pois tal presunção tem feito com que alguns homens creiam que são autossuficientes, sem necessitarem de qualquer amparo espiritual dado pela misericórdia de um Deus Soberano.

Diante de tudo o que foi dito, nada melhor do que mencionar a sabedoria desses belos versículos, emblemáticos ensinamentos contidos no livro de Eclesiastes, antigo testamento: ''9-O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. 10- Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? 11-Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.'' (Eclesiastes 1:9-11).

Tal passagem revela que não existe nada que seja tão novo, pois tudo o que acontece hoje é a repetição do que aconteceu anteriormente. Sob novas roupagens, tudo o que presenciamos de desastroso não é diferente do que se sucedeu outrora nas sociedades mais primitivas.
Essencialmente as mesmas vaidades, que motivaram os antigos às conquistas e aos saques, são as mesmas que impulsionam os homens modernos a se autoaniquilarem, cujo intento não deixa de ser o de se tornarem os dominadores do cosmos e da natureza. A única diferença é que em nossa era o homem detém mais recursos para destruição do planeta e dos seres vivos, e em escala nunca antes vista; muito mais do que os povos antigos com seus intentos imperialistas.

O resultado do progresso humano, nos últimos séculos, tem sido profundamente assustador e aterrorizante, a saber: milhões de pessoas desaparecidas durante o regime soviético, genocídio em massa de povos inteiros; e um dos mais tristes acontecimentos, um dos mais desoladores dos ultimos séculos: o holocausto de milhões de judeus e de muitos outros povos e minorias exterminados durante o regime nazista. Sem contar, é claro, os diversos regimes sanguinários e brutais, sobre cuja ideologia há a promessa de instaurar um ''paraíso'' sobre a terra.

O que muitos homens se esqueceram, no decorrer de suas vidas, é que não é o ser humano com suas vaidades, ambições, ganâncias e concepções materialistas que trará a tão sonhada sociedade sem classes e sem propriedade privada; enfim, qualquer classe e minoria humana está longe de ser o agente da revolução e do progresso da humanidade (...)

Penso que tal crença não passa de um grande absurdo, não deixa de ser a própria confiança humana no filho da iniquidade e da perdição, no anticristo, na besta com seu governo fugaz, no deus da guerra ludibriando a todos os que acreditam em ilusões às mais diversas, indivíduos que buscam apenas satisfazerem suas concupsciências baseadas em promessas tão tolas e mesquinhas. Sem dúvida, este vem a ser o arquétipo da mentira e da maldade, cujo plano é invadir com suas monstruosidades uma civilização em ruínas, degradada e apodrecida pela miséria moral e espiritual de grande parcela dos homens.

Infelizmente, tal ilusão que muitos alimentam é tão bestial e cheio de arrogância, que sem a misericórdia de Deus pelas nossas vidas, sem a sua vontade de nos salvar, teria sido insustentável e impossível a vida humana sobre a terra. Por conta da ganância e da sede insaciável de poder de muitos homens, o planeta já haveria sucumbido a uma catástrofe nuclear se fosse deixado somente ao bel-prazer de tais pessoas (...)

É diante de tantos abismos enfrentados pelo homem ''civilizado'' ( muitos deles sem ao menos terem discernimento e conhecimento profundo da condição humana), que a misericórdia, a justiça e o amor por Deus se torna mais imprescindível para todos nós, especialmente para aqueles que não se afundaram em depravações; e, ainda, principalmente para aqueles que vislumbram com esperança inesgotável a vida eterna, na ânsia abissal de que haja o brotar de uma existência incorruptível ao lado de nosso salvador. Portanto, é através da esperança que podemos sonhar continuamente com uma vida imperecível (apenas sendo concebida através do discernimento espiritual), uma vida que esteja para além dessa vida terrena.

Obtendo a vitória sobre a degradação moral e espiritual (sempre graças a dádiva do amor de Deus por cada um de nós), seremos fortes para amar o próximo como a nós mesmos; e, através da solidariedade, realizaremos uma grande contribuição para o mundo em que vivemos, plantando sementes de benevolência, de caridade e esperança no coração dos aflitos, dos incircuncisos e dos desesperançados.Sem nenhum sistema capaz de nos impelir a depravação, a corrupção e a ganância, quem poderá suprimir a liberdade de sermos o que somos, quando o que está em jogo é a autenticidade e a coragem para triunfar contra a opressão dos falsos imperativos?
Alessandro Nogueira
Enviado por Alessandro Nogueira em 17/05/2017
Reeditado em 17/05/2017
Código do texto: T6001460
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alessandro Nogueira
São Caetano do Sul - São Paulo - Brasil, 31 anos
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