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Quadros de angústia

"Suas mãos eram perfeitas,os seus olhos,mais brilhantes que o próprio dia, eu, por toda a Itália, foto mais perfeita ,procurava. E tinha, mas não se parecia em nada com o que eu tinha em mim."
"Cruzei-lhe o olhar e como de todas as vezes e de tudo relutou-me; fui bem mais pertinho, e o cheiro de seus cabelos trazia-me a paz de um justo Rei e a energia dos seus olhos, fazia em um segundo, uma nação inteira suspirar...
Mero engano meu,pensava até lhe conhecer, mas só tínhamos nos visto por aí..."
Parado na sacada apenas sentia o silêncio da tarde. O sol invadia a sala e o céu azul brilhava no longínquo verde dos seus olhos guardados na lembrança. A musica dançante e o barulho do bate estaca já dava o sinal que a noite chegaria logo. E uma taça de vinho combinava com alguns traços bem meus. O perfume que invadia a imaginação era o algoz imortal daquele agosto, mesmo sem ti ver estava dentro de todas as coisas por ali.
 Eu lhe escrevia a pobreza dos meus melhores versos;
 você nua, corria pela sala e sumia pelos corredores das noites, em que nos tornamos ninguém.
 Eu feito um Dante, pintava em quadros a nossa angústia, feito jarros quebrados e colados com sal, envolvidos nos nossos melhores papéis.
Edmilson Cunha
Enviado por Edmilson Cunha em 21/04/2017
Código do texto: T5976854
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edmilson Cunha
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 41 anos
61 textos (1779 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/11/17 18:51)
Edmilson Cunha