AMOR DE PLÁSTICO ...FLORES DE MENTIRA

Amores que morreram no tempo...

Ou quem sabe...

nem sequer nasceram...

se, tivessem nascido seriam 'vivos'...

o amor é vida...se é 'fake', faça o favor...

não chame de amor!

Ancorados num mar sem ondas nem ventos...marasmo de dias "secos"...

Sem a brisa da maresia a ser

lançada na praia...inútil.

A que aspiram avidamente seus transeuntes...

E assim seguem-se aqueles em seu aparente mundo de mentira...hipocrisia.

A 'regarem' em suas casas as belas flores de plástico em seus vasos...

Na rotina de uma vida sem alma...vazia..."desbotada"...

Como num árido e escaldante deserto...labirinto sem fim...

A que nele por repulsa se atravessa...

num emaranhado...

Cujas rosas e bromélias não crescem

nem perfumam...

Justamente... por serem elas de plástico...intactas...sem frescor...

sem vida.

Abril 2017

Tati Vitorino e Paulo da Cruz
Enviado por Tati Vitorino em 28/04/2017
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