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Trago flores murchas em olhos vermelhos...
O coração seco, sem chuva a germinar...
Morre a cada hora um pedaço do corpo...
Solidão que te sufoca e brinda!

Não goste dos meus recomeços...
Perco, acho e mando embora qualquer bem...
Não há amor que caiba no peito.

Não espere meus beijos nos amanhãs...
Fadada magia em seu fim de noite...
Coração seco, sem chuva...
Lagrimas que queima e não arde!

Não goste de minhas despedidas...
Não há bem ou mal, mais sempre perco!...
Horas me embalam e me trazem medo...
Confusões mentais e o resultado...
E tudo isso que não pulsa.

Elasendopoesia.
...

Sei...
Que vou sentir falta de algo.

Sei...
Que ausência e vazios...
Possuem o que não pulsa.

Sei...
Que a dama de olhos vermelhos...
No seu olhar distante...
Não ache a quem convença.

Sei...
Que de minhas palavras...
Não vão te abraçar...
Como um calor de um abraço amigo.

E que nada tem de iluminado...
A presença delas a te libertar
Do seu torpor.

Mas também sei !!!...
Que não gosto de despedidas.

E que aprendemos a escutar...
Uma linguagem secreta...
Vinda da própria existência da vida.

Deixe eu colocar novas flores...
Em seu cabelo.

Que a brisa da desesperança...
A deixas-te murchar.

Mesmo tento seu corpo inerte...
Encolhido e inseguro...
Embora pulsando.

Pulsações fracas...
De ponto de interrogações.

E nesse espaço finito...
Descobrimos um mundo...
Que não temos.

Sei...
Que posso segurar sua mão...
Ao mesurado amanhã que não tens.

Mas sei !!!...
Que na verdade nunca o tivemos...
E que as perguntas são muitas...
Pelo medo que surge das ausência.

As flores que trouxeste...
Murchas e definhada de cores
Amalgamou na sua desbotada pele.

Mas existe um limite nessa relação...
As flores são um ornamento...
E no seu espaço tempo...
Tem um fim ou final.

Já sua pele desbotada...
Dos contraditórios que surgem...

Deitada num remoto lugar...
Pela imobilidade do pensamento.

Ainda pulsa !!!.

E se considerarmos ...
um simples latejar...
Uma vitória...
Para o inexistente amanhã.

O fim...
Menina dos olhos vermelho...
Ainda germina uma pequena Fé.

Romilpereira
ROMILPEREIRA e Elasendopoesia
Enviado por ROMILPEREIRA em 09/01/2017
Código do texto: T5876630
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ROMILPEREIRA
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 54 anos
1776 textos (36914 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 28/07/17 06:01)
ROMILPEREIRA