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MÓRBIDO MORMAÇO

Conversávamos sobre o calor do verão. Eu, paulistano, no litoral Catarinense. Ele, o grande Poeta Carioca, claro, no Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa. O sol nos inspirou e nós, no estilo mórbido e hediondo tipicamente presente em nossas criações (influência de Augusto dos Anjos) nos empenhamos nesta composição, feita verso a verso.

Agradeço mais uma vez pela honra da parceria com tamanho talento. Carioca, você é Fera!!!

(FR) Escalda-nos! Arde em nossa cútis,
(PC) Na superabundância da quentura
(FR) Serias, ó Sol, vizinho, porventura?!
(PC) ... Certamente! Ôh, cérebro em nuts...

(PC) Organismos terráqueos cozinhando
(FR) Buscam a homeostase na fervura,
(PC) Vide Célsius castigando a nervura
(FR) - Sem lenço e sem documento -, andando...

(PC) Sim, corram! Corram, infelizes da terra!
(FR) Pois o Astro-Rei nos decretará guerra
(PC) Doravante a usurpar a existência!

(FR) Ora, corram! Já disse. Então, corram!...
(PC) A profecia dos vencidos diz, "morram!"...
(FR) Ou derreta-se a vossa aparência!
Fábio Rezende e Poeta Carioca
Enviado por Fábio Rezende em 05/01/2017
Reeditado em 08/01/2017
Código do texto: T5872396
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Fábio Rezende
São Paulo - São Paulo - Brasil, 26 anos
170 textos (10355 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/02/17 13:45)
Fábio Rezende