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ESCOLHAS
 
Diz o ditado que errar é humano, e nenhum outro pensamento poderia estar mais correto. Por isso, eu acho fundamental aprendermos a fazer nossas escolhas. Todo mundo erra. E ninguém erra de propósito – pensa estar fazendo o que é certo ou adequado para o momento em que está vivendo. Mesmo assim, muitas vezes – por inexperiência ou desconhecimento do todo – cometemos erros. E alguns destes erros são irreparáveis.

Portanto, diante dos nossos erros irreparáveis, resta-nos aprender a não mais cometê-los e nos desculparmos com as pessoas, caso eles as tenham afetado de alguma forma. Carregar culpa não ajuda em nada, a não ser a levar uma vida triste, pesada e cheia de infelicidade. Melhor aprender, registrar a experiência, fazer melhor da próxima vez e perdoar-se. 

O problema, é que muitas pessoas não admitem seus erros, e ainda passam a negá-los veementemente, colocando a culpa de suas misérias nas outras pessoas. Estas hão de sofrer muito ainda, infelizmente. Porque apenas através do reconhecimento e da reparação – quando possível – dos nossos erros, estaremos prontos para seguir em frente e realmente começar de novo.

Eu tenho umas regras de conduta que eu uso quando tenho que tomar uma decisão. Eu me faço as seguintes perguntas:
-A minha decisão afetará, negativa e propositalmente, alguma pessoa? Mesmo que às vezes tenhamos que agir em nosso favor e ignorando as necessidades alheias, é sempre bom não fazer isso quando for possível agir de outra forma.

-A minha decisão envolve vingança ou prejudicar, com conhecimento de causa, a alguém? É certo que muitas vezes eu ajo por impulso e acabo atropelando pessoas que tentaram me prejudicar, mas depois percebo que tais pessoas não mereciam um segundo sequer da minha atenção e da minha energia. Mas errar é humano.

-A minha decisão me beneficiará em um futuro próximo ou apenas neste momento? Estou disposta a trocar alguns dias de felicidade por anos de arrependimento? É certo que algumas vezes é preciso dar dois passos para trás antes de dar um adiante, mas geralmente, quando tal coisa acontece, é devido a alguma má decisão que tomamos no passado, e talvez seja a única forma de consertar tudo.

-Se a minha decisão envolve contar com a ajuda de outras pessoas, eu tenho absoluta certeza de que estarei em condições de honrar esta ajuda, seja de forma financeira ou moral? Cumprir acordos e assumir responsabilidades é algo que devemos aprender desde cedo, pois beneficia não somente nossos relacionamentos, mas contribui para a nossa paz de espírito e amor próprio. Significa também respeitar o outro e mostrar agradecimento pela ajuda prestada.

Antes de tomar minha decisão, reflito se as respostas às perguntas acima são coerentes e não prejudicam a mim ou a outras pessoas no presente ou no futuro. Mas também costumo ouvir a minha intuição, e ela é muito mais inteligente do que eu. Observar, ponderar, pesar, são coisas muito importantes, mas confiar e ter fé de que existe uma força maior capaz de nos guiar e aconselhar, também é fundamental, pelo menos para mim.

Aprendi que o maior dos erros que podemos cometer em relação aos outros, é a ingratidão. Os ingratos nunca reconhecem seus erros, não se importam em prejudicar outras pessoas a fim de conseguirem chegar aonde querem (embora raramente cheguem aos seus objetivos por este caminho, e quando chegam, não ficam lá por muito tempo), culpam os outros pela sua miséria, sentem inveja e ciúmes e não se alegram quando algo bom acontece a alguém. Por mais que se faça a fim de ajudar tais pessoas, elas jamais demonstrarão gratidão ou reconhecimento; pelo contrário, há as que alimentam raiva contra quem as ajudou, pois sentem-se inferiores ao receberem ajuda.

A vida é muito curta para que saiamos por aí batendo em portas erradas, negligenciando a importância de nossas escolhas e perdendo tempo com quem não merece. Vamos abrir os olhos. Vamos fazer melhores escolhas.



 
Ana Bailune
Enviado por Ana Bailune em 30/08/2017
Código do texto: T6099251
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Sobre a autora
Ana Bailune
Petrópolis - Rio de Janeiro - Brasil, 51 anos
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