CLÁUDIO POETA: IN MEMORIAN
 
            Hoje nosso Recanto perdeu um canto! O céu ganhou outro inquilino. Apesar da metamorfose já conhecida de que um poeta não morre, ele vira borboleta, eu vejo que o encanto permanece. Um encanto multicolorido, amenizando esses matizes em cinza de um mundo tão sofrido. São as asas e o voo de Cláudio Poeta. Asas que deram vazão a seus versos ímpares, singulares, marca registrada de sua personalidade e existência terrena. Seus voos sempre generosos sobrevoa com profundidade a natureza, as belezas naturais, os amigos, os ricos manguezais em vida de Paraty à bela Itacaré. Meu amigo fora chamado hoje pelo Divino, vai recitar, cantar, dançar, morar na casa do Senhor Deus Pai. Sinceramente não sei como dizer adeus, talvez um até logo! Quem sabe um dia um dueto no além. No além-dor, no além-saudade, na além-ausência de um vazio sentido por nós.

            Aqui nesse espaço muitas vezes fazemos amigos os quais nunca vimos, mas sabemos que existem. Sentimentos, momentos, leituras que emocionam, textos que nos traduzem escritos por outras mãos, outros que esquecemos sem querer. Tenho certeza que Cláudio foi mais que um poeta para muitos. Fez história, fez academia, influenciou e foi influenciado. Fez agrados, mimos, não bajulação, escreveu com as tintas do coração. Fez muitas coisas que queria. Cláudio fez literatura, fez o que mais gostava, ele fez poesia! Provavelmente muitos poetas que agora estão conosco no Recanto não tenham conhecido ou ouvido falar de Cláudio Poeta, mas ainda há tempo, sua obra é seu legado, ainda está tudo lá, ardente mente.

            Eu costumava chamá-lo de meu amigo poeta das seis. Era assim preciso como um relógio. O big bem de Itacaré. Seu texto matinal estampava a capa do site precisamente às seis horas da manhã. Sempre poemas em mensagens de uma grandeza espiritual edificante. Já fazia falta por estas bandas à algum tempo, motivos pessoais, de saúde, mas ativo em seu Blog Vida Alta e nas produções de seus livros, seus filhos, rebentos de seus mais caros sentimentos. Vai meu amigo Cláudio, com a certeza que deixou muita coisa boa de ensinamento, de respeito pela vida, pela natureza, pelo ser humano, versos traduzidos num sentir maior. Vai, segue à luz, à paz, vai nos braços Daquele que dispõe de sua criação no tempo e na hora certa. O Recanto? Permanece. Não está mais triste, está apenas com saudades de você.





Cláudio Poeta partiu hoje 27/08/2017 para a casa do Pai Celestial. "Que a terra te seja leve".
Ricardo Mascarenhas
Enviado por Ricardo Mascarenhas em 27/08/2017
Reeditado em 31/08/2017
Código do texto: T6096645
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