TER OU NÃO TER FILHOS

Próximo a minha casa, há uma creche particular para clientela da classe média. Digo isso, porque para a classe menos aquinhoada há as da prefeitura. E a alta não utiliza essa modalidade para criar seus filhos privilegiados de berço.

Lá pelas seis horas, já começam a chegar. Muitos ainda bebês, no berço portátil. Ora é o pai, ora é a mãe, ainda sonolentos. Depende da hora que um ou outro começa o seu batente. Só a tardinha os pais vêm buscá-los. Os bebês e as crianças fazem a refeição na creche. O cardápio vem de algum restaurante, entregue pelo motoboy. E a qualidade , fico imaginando, os pais conferem?

Fico imaginando também: aquelas funcionárias estão capacitadas? É necessário ser um misto de enfermeira/assistente social/psicóloga. Gostar muito de criança. Ter bastante controle emocional. Quando fui pai, não havia esse tipo de prestação de serviço. Eram contratadas babás que auxiliavam no lar.

Hoje, ante tal panorama, hesitaria muito em ter filhos. Aliás, o que ocorre com muitos casais. Quantos você conhece só com filho único? No Japão, há até incentivo governamental para quem tenha mais de um. Mesmo assim, a população vem diminuindo. As mulheres evitam casar. Optam pela carreira profissional.

A solução, como muitos países do primeiro mundo, já fazem. Abrir a porta para imigração àqueles que não sabem o que fazer com tanta gente com destino incerto.

Yoshikuni
Enviado por Yoshikuni em 23/01/2017
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