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Um dia após outro, e uma noite bem dormida no meio deles

Disso todo mundo precisa.

Fazia tempo eu não encontrava espaço para entregar-me ao livre exercício de escrever, embora tenha escrito bastante nos últimos dois meses. Me refiro a dar vazão a pensamentos vagos, bobos ou filosóficos, escrever para relaxar, escrever por escrever. Talvez num futuro muito distante, quando me aposente, a única coisa que não me faltará será tempo para escrever. Por enquanto, o lema é: ‘ Trabalhar, trabalhar e vamos em frente que atrás vem gente, e eles vêm empurrando!’

Uns morrem, outros nascem, e assim segue a vida no planeta Terra. Bom, pelo menos enquanto este existir. Ouvi boatos de que o mundo se acabará em 2012, previsto pelos Mayas, dizem. Vi o filme (tsc-tsc-tsc...) — Que sacrifícios não se faz por uma amizade... He he he... Bom, certas coisas melhor nem comentar: já pensou se acertam desta vez? 2011 seria então o último ano (do princípio) de nossas vidas. Já parou pra pensar nisto? “O que VOCÊ faria se só TE restasse esse dia? Se o mundo fosse acabar, me diz o que VOCÊ faria...“ (1).

Olhe, se isso acontecesse mesmo, nunca valeriam tanto aqueles versos da canção Pais e Filhos, do Renato Russo: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há.” Não tenho medo do fim do mundo, pelo menos por ora. Para mim, o mundo acaba e recomeça todos os dias, muito diferente das misericórdias de Deus, que se renovam a cada manhã e jamais se esgotam. E é por elas que eu não cesso de orar.

O legal de renascer todos as manhãs é exatamente esse sentido de renovação, a vontade de deixar para trás, definitivamente, o que passou, e não ter nada mais à frente que não a imensa vastidão da folha em branco da própia vida, folha essa que se vai preenchendo com sentimentos, ações e suas conseqüências.

Sei que é difícil vir com um papo desses para quem vive diariamente em meio à violência, a guerras e ameaças terroristas. Mas se ninguém mais falar sobre essas utopias, aí mesmo é que a vida estaciona, e justo no ponto em que se fica só esperando a morte, todos os dias, ou de “passar agosto esperando setembro, se bem me lembro”(2).

Pois bem, por ora saciei minha sede de escrever; agora é começar as tarefas do dia, que são muitas! A você, que me leu, desejo um bom dia e paz de espírito pra tocar em frente.

Inté!

Ah, classifiquei este escrito como crônica sem pensar muito em suas características. Se você achar que não é, agradeço se me disser, mas pretendo deixar assim mesmo :-). Um abraço fraterno!



(1) Trecho de 'O Que Você Faria', Paulinho Moska.
(2) Trecho de Bandeira, Zeca Baleiro.

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Se deseja reproduzir este texto no todo ou em parte, favor respeitar a licença de uso e os direitos autorais. Muito obrigada.

Helena Frenzel
Enviado por Helena Frenzel em 17/02/2011
Reeditado em 17/02/2011
Código do texto: T2797099
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Helena Frenzel
Alemanha
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