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O Contacto do Anjo

Luana, com seus dezesseis anos de idade sai de uma clínica psiquiátrica com sua mãe que a levou depois de perceber sintomas depressivos na filha. E o diagnóstico era: depressão. Já presumiam que seria esse, e a doutora confirmou. Foram pra casa.
Chegando a casa, Luana com lágrimas vai ao quarto, sua mãe também vai, a abraça e chora junto com ela. Depois que sua mãe parou de chorar, ela disse:
— Filha, vamos orar?
— Não mãe, não tenho ânimo pra isso, não tenho fé para isso também.
— Então, eu oro, só diga amém também quando eu terminar, apenas isso minha filha. Peço que tenha fé querida, só um pouco de fé para dizer amém.
Mas Luana só ficou olhando no teto, deitada, pensativa e em silêncio.
E a mãe fez a oração.
Terminou de orar, sentou na cama, fez um carinho na cabeça e perguntou:
— Posso chamar seus amigos para te visitar?
— Chama.
— Então ta, vou ligar pra Bruna e ela chama os outros.
— Ta, mãe. Obrigada.
— Vai dar tudo certo filha – disse a mãe sorrindo a respeito do problema.
— Pode ser que dá sim.
E a mãe com o sorriso suavizado fecha a porta.
Quatro horas depois, seus amigos e amigas chegam para visitá-la. Dois meninos e quatro meninas. Lealmente a abraçam, e a apoiam.
Jennifer mostrou uma capinha de DVD, mostrando um filme de comédia que assistirão. Logo, a mãe de Luana disse que vai estourar pipoca para eles enquanto conversam e esperam o filme.
E vai, conversa, toque de mão amiga, filme, risos, olhares felizes. E todos dão um pouco de alegria a Luana até a sessão terminar.
Na hora de irem embora, ela agradece a todos pelo apoio. E um amigo, o Yan, sendo o ultimo de propósito a sair pela porta, pede pra que ela sempre se lembre de Cristo na hora de suas angústias, sempre que possível quando não puder se ajoelhar, fale com Ele em pensamento onde estiver; se conecta com Deus dessa maneira. Ela responde que fará isso, e agradece.
Um pouco mais tarde, de noite, seu coração se sente angustiado, ainda mais por lembrar que sua tristeza não seria passageira, e sofre três horas de angústia, contudo ia se aliviando um tanto quando falava com Deus, mas cada vez que para de conversar para pensar a tristeza vinha. Dessas três horas, depois de duas horas angustiosas cessa de falar com Deus, e sofre uma hora pensando negativamente sobre a sua vida. No último minuto, com lágrimas, ela exclama chorando:
— Por misericórdia Deus, tenhas pena da minha alma. Como eu estou sofrendo Senhor! Seria melhor a morte vinda de Ti para me aliviar. A minha noite está bem mais escura que a dos outros. Sei disso, pois dá para comparar com aquelas saudosas noites que eu tinha. Já se foram seis dias de trevas. Por favor, me dê dias e noites de luz. Recolhas-me, ou me faça feliz de novo. Mas, eu aceito, que Tu faças tua vontade sobre mim meu Pai. Amém.
Ela então sente a presença de Deus no seu coração. Ela não via, mas um anjo já estava lá desde quando ela temeu o Senhor, sobretudo veio também um anjo de cura. E esse anjo toca espiritualmente na cabeça dela, ela sente as pontas dos três dedos maiores, da mão direita, que avançam a camada da pele e do osso do crânio, e toca o cérebro, cura. Ela sorri querendo rir entusiasmada, mas presume que o processo não terminou por completo. Em seguida, essa mão ela sente parar de tocar, para que rapidamente depois, ela entrar aberta, de modo que se feche para segurar a nebulosidade de pensamentos negativos, e então o anjo lentamente a retirou de sua cabeça. Ela sorri mais. Ela não viu, nem sentiu, mas quem a curou em seguida destruiu tudo aquilo com o fechar de sua mão.
E esse anjo foi aos Céus e deixou o outro com ela.
Ela então começa a rir saudavelmente como se recebesse uma felicidade que nunca teve outrora, nem quando antes da depressão era feliz. Seus pais, não sei como não ouviram, continuaram dormindo.
Ela não sabe o que fazer. Fica, portanto, sorrindo na cama, esperando o sono vir com a certeza de que terá dias melhores. Esperando dormir, consciente de que foi Deus, com a crença e a fé aumentadas, jamais abandonaria o Senhor, e o seu testemunho tocaria muita gente.
O sono veio e em paz dormiu, acordou feliz, e agradecida.
Lucas Pestana
Enviado por Lucas Pestana em 20/03/2017
Código do texto: T5946998
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Lucas Pestana
Marília - São Paulo - Brasil, 27 anos
11 textos (159 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 25/06/17 16:04)
Lucas Pestana