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A Rejeitada - Capítulo III

Nas manhãs que o sol se põe, vejo um novo começo, uma nova oportunidade para se aproveitar a vida.

Passou-se dois meses depois que descobri que estou grávida, já não estou morando com minha mãe, ela ordenou que eu saísse de casa.

Aluguei um apartamento para mim, e estou a procura de um emprego para que eu possa me sustentar e sustentar meu bebê que está para chegar. Hoje em dia está difícil de conseguir um emprego, o que dizer uma menina de 16 anos, sozinha, grávida na rua procurando emprego.
Como é triste estar sozinha, sem ninguém para conversar, dizer o que está sentindo, chorar, abraçar... Eu estou sem chão, não consigo trabalho em lugar nenhum, São Paulo é enorme, não pode ser que nenhum lugar esteja contratando alguém.

Era quarta-feira, quando acordei bem cedo e fui para a rua procurar emprego. Na Avenida Paulista novamente pôde observar as pessoas, as pessoas hoje são como máquinas, estão sempre indo e voltando de um mesmo lugar, fazendo sempre as mesmas coisas todos os dias. Como eu queria ser como elas, ter um emprego, uma casa, uma família que esteja esperando por mim à noite depois de um dia longo e difícil. Uma luz no fim do túnel me tirou um sorriso enorme naquele dia, na entrada do metrô, uma placa “procura-se meninas para trabalhar como profissionais”. Disparei em direção àquela placa e comecei a rir. As pessoas que passavam devem ter achado engraçado, uma menina besta, rindo olhando para uma placa, mas e daí? Eles não sabiam o que aquilo iria significar para mim, aquela era minha chance. Logo peguei o telefone e o endereço do local, corri e corri até achá-lo. Quando cheguei me deparei com outra placa “casa noturna”. Pensativa por um momento tentei decidir o que fazer. Aquele era o único lugar que havia encontrado à dias, não podia sair dali sem nem ao menos tentar.

Uma realidade muito diferente da minha, mas era um emprego. Entrei e conversei com o responsável que logo disse “está contratada, começa amanhã”. Foi um alívio poder escutar o que ele disse, eu finalmente consegui um emprego. Estava esbanjando alegria, parei na primeira praça e me sentei olhando para o céu, agradecendo à Deus pela conquista. Meu horário de trabalho era noturno, das 21 horas às 04 da manhã, mas aquilo para mim já era o bastante, estava louca para iniciar no trabalho.
David Alex Siqueira
Enviado por David Alex Siqueira em 20/03/2017
Código do texto: T5946861
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Sobre o autor
David Alex Siqueira
Sapiranga - Rio Grande do Sul - Brasil, 19 anos
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David Alex Siqueira