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DEDOS E ALIANÇAS

- quem lhe deu esse anel? – ela pegou e encarou o anel banhado a ouro que reluzia o brilho do sol, ele sorriu um sorriso bobo e respondeu – não seja boba eu comprei. Devolva-me – disse ele pegando o anel de volta. A garota arregalou os olhos assustada e tentou explicar a brincadeira – não foi minha intenção magoa-lo – e em resposta a atitude da moça, ele se ajoelhou e erguendo a mão com o anel, ele a pediu em casamento. A moça não acreditou, ela se levantou do banco feliz da vida – sim – ela disse varias vezes. Eles se casaram uma semana depois com a igreja cheia de parentes e amigos. A festa foi no salão acima da igreja onde uma bandinha tocou a primeira musica que o casou escutou junto. Depois da festa, eles foram para lua de mel e depois da lua de mel, eles foram para nova casa. Foi em uma noite estranha tempestuosa e chuvosa tudo aconteceu de forma estranha, primeiro à moça acordou de um pesadelo ela deu grito tão assustador que o rapaz quase caiu da cama – o que houve? – ele perguntou sem fôlego, ela o encarou por alguns segundo e o abraçou dizendo – um homem saiu das sombras e segurou minha mão, ele, pois meus dedos em sua boca – o relato da moça fez o rapaz se arrepiar, mas ele se manteve firme – foi apenas um pesadelo eu disse para você não comer antes de dormir. Eu estou aqui eu te projeto.
A coisa mais bizarra aconteceu um mês depois, mais uma vez a moça acordou aos berros e mais uma vez o rapaz acordou assustado achando que a moça acabara de desperta de um pesadelo, mas era pior que isso, ela olhava para a mão para os dedos e o rapaz também olhava para mão da esposa e para seus dedos – como assim? – ele perguntou assustado ao haver cinco anéis no dedo da esposa – porque você fez isso? – ele perguntou, mas a moça o encarou com os olhos cheio de lagrimas e disse- não fui eu, eu juro quando eu acordei, eles já estavam no meu dedo. Tira isso do meu dedo - o marido tentou tirar os anéis, mas nem um deles saia- como isso foi para no seu dedo? – ele perguntou assustado, e mais assustada ela respondeu – eu não sei, eu não sei. Eu só quero que você tire isso dos meus dedos- mas todos os esforços dele forem em vão, eles tentaram de tudo manteiga, óleo, vaselina, sabonete. Os dedos da moça começaram a doer – leve-me ao hospital meus dedos doem – disse ela reclamando e assim ele fez, ele a colocou no carro e a levou ao hospital:
- eu não sei como esses anéis foram parar no meu dedo.
- tem que haver uma explicação moça, a senhora sofre de sonambulismo?
- não, se eu sofresse disso meu marido saberia... Eu acordei com esses anéis no dedo, e eles estão apertados e meus dedos estão doendo.
- vocês já tentaram de tudo então... Sugiro que vocês procurem o corpo de bombeiro, eles têm uma cerra e podem corta isso aí.
Eles entram no carro e foram em direção ao corpo de bombeiro. A moça olhava para sua mão e viu que ela mudara de cor de branca estava ficando rocha – isso não é bom – disse ela varias vezes. O rapaz acelerava cada vez que sua esposa gritava de dor e foi numa dessas gritarias que ele perdeu o controle do carro e bateu em um poste. O poste não caiu, mas o carro ficou bem amassado o pneu dianteiro saiu e se perdeu no meio de um terreno baldio. A testa da moça sangrava e sua mão doía e seu esposo estava desmaiado batera a cabeça no volante- meu bem- ela tentou reanima-lo, mas sua mão começou a doer, ela saiu do carro e começou a gritar por socorro, mas nem um carro parava. Ela voltou para o carro e mais uma vez tentou reanimar seu marido, mas não deu certo. Sua mão voltou a doer com mais força com tanta força que a moça caiu no chão perdendo o equilíbrio das pernas, ela se apoiou no carro e para se levantar e ao longe notou uma loja aberta, ela correu em direção à loja e adentrou. A loja era de moveis usados. Atrás do balcão havia uma figura de costa arrumando a prateleira – em que posso ajuda-la? – ele perguntou em um tom educado. A moça começou a falar do acidente, mas o homem a interrompeu, ele girou no calcanhar e ficando de frente para moça ele perguntou novamente – em que posso ajuda-la? – ela já estava pronta para recomeçar a contar sobre o acidente quando, ele a interrompeu de novo e dizendo – em que eu posso ajudar você e eu não seu marido, ele esta bem, mas você não esta- ele apontou para a mão rocha da moça:
- sua mão doe?
- sim... Ela, ela doe muito. Eu posso usar seu telefone meu marido está desmaiado dentro do carro e eu estou preocupado com ele.
- se preocupe com sua mão, ela não esta bem, esta rocha deve esta doendo muito, mas você esta bancando a forte. Pode chorar poque daqui a algumas horas você não vai mais senti-la.
- quem é você?
- ninguém ou alguém. Eu estou sempre aqui eu estou sempre ali. Eu dou o que as pessoas precisam, mas depois eu  cobro e meu preço é alto.
- do que você esta falando?
- seu marido queria lhe pedir em casamento então eu apareci...  A loja apareceu e eu o ajudei. Seu casamento foi lindo. Vocês riam, choraram de alegria nem sabiam que tinham um preço apagar. Eu tenho a solução para seu problema. Você só precisa dizer que quer a solução, mas um dia eu vou voltar para cobrar e então vai querer?
A moça o encarou assustada com lagrimas nos olhos, ela não sentia mais a mão, ela olhou para todos os lados em buscar de uma solução, ela tentou correr para porta, mas ela se trancou sozinha, foi aí então que ela viu a solução, era loucura era algo fora do normal, mas era a única solução era aquilo ou aperta a mão do diabo, ela pediu força a Deus, ela pegou uma machadinha que estava sobre uma mesinha de centro, ela pegou a machadinha com a mão boa e olhou para o homem misterioso e sorriu um sorriso de louca, mas logo o sorriso sumiu dando lugar a dor. O chão ficou coberto de sangue a mão com os anéis estava no chão, a mulher olhava para o lugar onde antes tinha uma mão e ria e ria e chora e chorava. O homem misterioso deixou demonstrar uma cara de espanto então ele perguntou – quem é você? – mas ela não respondeu, ela chorava, ela ria feito uma louca. Então homem gritou – TRATO ENCERRADO!-  e a mulher que estava de olhos fechados os abriu,  ela percebeu que estava na cama e seu marido ao seu lado, ele acordou assustado perguntando – o que houve? Pesadelo?- ela olhou para a mão e não viu nem os anéis e nem a aliança- não foi nada, não foi nada.


sparrow
Enviado por sparrow em 20/03/2017
Código do texto: T5946803
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Sobre o autor
sparrow
Itabuna - Bahia - Brasil, 29 anos
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