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A morte de Alex Muller - Conhecendo as causas (Parte 2)

      Quando se fala da vida de um garoto de 17 anos, as pessoas já começam a imaginar a mesma história de sempre: “O garoto sozinho e incompreendido do ensino médio que sofre bullying ou algo do gênero, que no fim acaba tirando a própria vida ou a dos que lhe causam sofrimento."... Não julgo quem decide tomar tais atitudes, a final os indivíduos tendem a ter reações diferentes perante a dor, mas não é o tipo de atitude que eu tomaria. Sempre reagi bem a problemas que envolviam outras pessoas, e isso é o que me deixa mais perplexo, pois dessa vez, eu não tive sequer a chance de solucionar tal problema. Acho que já posso te dizer que:
Um: Eu odeio não ter escolha.

       --

      Como qualquer jovem, não escapei de freqüentar a escola todos os dias. Minha escola fazia separação em três turnos, e eu era do primeiro. Claro, havia aquele sofrimento de ter que levantar de manhã bem cedo todas as manhãs, já que meus pais insistiam que “O primeiro turno tinha o maior índice de aprovações, porque todos (direção, professores e conselho) eram mais dedicados pela manhã.”... Nunca concordei com isso, mas achava desnecessário fazer caso de uma coisa tão simples.

- Anda, vai se atrasar de novo... Isso está virando costume! Mas não pensa que vou deixar por isso, ta ouvindo Alex?  - Minha mãe se preocupa demais com meu desempenho na escola. As vezes acho que ela acaba sendo paranoica:

 - OK! To indo, to indo....

 - Beijos filho, Cuidado, e não demora!

 - Ok, tchau.

Bem, “La vou eu”...

      Na escola eu não era do tipo que tinha uma enxurrada de amigos, mas com toda certeza eu não era sozinho. Eric, Eric Carter (Tinha as mesmas características que as minhas, porém era negro e tinha o cabelo ondulado.) minha companhia pra todas as horas. Acho que isso se deve ao fato de que seguimos os mesmos princípios:
 
 1- Não vou fingir que sou amigo de toda a sala e que gosto de todo mundo.

 2- Melhores amigos? No máximo dois. Esse grau de amizade exige atenção, uma quebra de barreiras e fidelidade. Como pode alguém conseguir isso com muitas pessoas?

 3- Não é ser retraído, é só não ser “escancarado”.

      Mas como nem tudo é perfeito, não éramos da mesma turma. Normalmente nos encontrávamos no intervalo ou na saída... Porém, como nem tudo são ruínas, eu tive a sorte de estudar na mesma sala que a garota mais simpática e encantadora da escola: Leslie Baker.
Leslie era mediana, cor parda, com cabelos castanhos claros, olhos negros e um belo corpo. Também tinha 17 anos. A distancia de nossas carteiras eram de duas fileiras, porém na mesma direção. Era inegável que eu vivia me inclinando para poder ter uma visão melhor dela.

      7:30. A primeira aula vai começar, a matéria é Sociologia. (Eu realmente gostava da matéria).

 - Bom dia meninos!
 
 - (todos respondem desanimados e fora de sincronia)

     E agora ela entra na história: Srta. Isadora Carter. Minha professora de sociologia, e, por mais estranho que pareça, a mãe de Eric Carter. Você deve se perguntar: “Como é ser aluno da mãe de seu melhor amigo?” Bom, posso te afirmar que é algo bem estranho. Dá pra perceber um tratamento diferenciado.
 - Bom dia Alex!

 - Bom dia Srta. Carter.

 - Tudo bem? Como vai com o Eric?

 - (a sala ri) - Será que ela não percebe que isso faz parecer um casal gay?

 - Vai bem, Srta. Carter. Obrigado. Eu acho...

 - que ótimo! Bom pessoal, hoje vamos discutir sobre o ultimo caso que... (Todos dão atenção, apesar das mentes distantes) - Fito meu olhar na Srta. Carter e na sua ótima explicação. Também em sua bela fisionomia. Confesso, Srta. Carter era a professora mais atraente da escola.
      Simpática, inteligente, bonita e independente. Srta. Carter podia ser considerada um exemplo de mulher. Só não consigo entender o que a levou a tomar uma atitude tão incoerente com o seu caráter, que até então todos achavam que ela tinha. Quem imaginaria isso da querida professora? De todas as pessoas, como eu poderia imaginar que ela me atingiria dessa forma?

(Cont.)
Carl Pereirah
Enviado por Carl Pereirah em 17/07/2017
Reeditado em 19/07/2017
Código do texto: T6056853
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Carl Pereirah
Belém - Pará - Brasil, 18 anos
5 textos (88 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/09/17 17:32)